quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Cleópatra através da pintura

Cleópatra VII (69-30 a.C.) foi a última rainha do Egito ptolemaico...
Embora existam algumas boas fontes de informação sobre esta atribulada época, também é certo que muito se especulou sobre a sua vida e a sua trágica morte.
Segundo a maioria das fontes, ter-se-ia suicidado para evitar ser humilhada pelo imperador romano Octaviano.

Pintura de Peter Paul Rubens (1615)

A sua morte tornou-se praticamente uma lenda, tendo sido veiculada como causa da sua morte a picada de áspides (pequenas víboras venenosas).
Plutarco também admitiu essa possibilidade mas não teve a certeza que essa tenha sido a causa da morte
Pelo que me documentei (diversas fontes) acho um pouco inverosímil a picada de áspide, mas admito que a simbologia da serpente ligada ao faraonato terá ajudado a veicular essa ideia.
As razões principais da minha dúvida são as seguintes: 
-Atendendo a que apenas 4% das picadas de áspide, sem tratamento, serem fatais;
-Serem feridas bastante dolorosas; 
-Mesmo em caso de morte, ela teria um desfecho arrastado de alguns dias, que, a meu ver, não seria adequado como escolha de Cleópatra.
Apesar de tudo seria talvez mais plausível o uso de um veneno forte que causasse um desfecho rápido...

Aqui ficam duas belas pinturas da época barroca onde se documenta a idealização da morte da Cleópatra 

Pintura de Guido Reni (1630)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O rei e os deuses!


    Esta bela imagem provém do túmulo KV43, no Vale dos Reis, perto de Lucsor, onde no Império Novo foi sepultada a larga maioria dos monarcas egípcios das XVIII, XIX e XX dinastias. No caso deste túmulo, viria a ser colocado aqui o corpo do faraó Tutmés IV, que reinou aproximadamente entre 1400 e 1390 a.C., distinto rei da XVIII dinastia, época em que o Antigo Egito atingia um dos seus momentos mais gloriosos.
   Além de Tutmés IV, também parecem ter sido sepultados no KV43, dois dos seus filhos, a princesa Tetamon e o príncipe Amenemhat, de acordo com algumas inscrições e vestígios funerários aí encontrados. O túmulo foi descoberto pelas equipas de Howard Carter, em 1903.
   
   A posição do túmulo, situado numa zona mais elevada do Vale dos Reis permitiu-lhe sobreviver às inundações que por vezes ocorrem no local, contribuindo para a extraordinária preservação das suas pinturas. O sarcófago do monarca encontra-se no seu respectivo lugar, estando essencialmente intacto.
 
   Este painel faz parte da segunda câmara rectangular. Representa o rei Tutmés IV na companhia de diversas divindades, as quais lhe oferecem o ankh, sinal da vida. Da esquerda para a direita, vemos o faraó na companhia de: 

- Hathor, «Senhora do Deserto do Ocidente»;
- Anúbis, divindade protectora dos mortos e dos embalsamadores;
- Hathor desta vez na qualidade de «Senhora de Tebas», «Senhora do Céu», «Senhora das Duas Terras»;
- Osíris, deus do mundo subterrâneo, juíz dos mortos e do renascimento.

   Uma outra divindade está presente no painel, embora não se veja nesta imagem - é mais uma vez Hathor, de novo na capacidade de «Senhora de Tebas», «Senhora do Céu», «Senhora das Duas Terras». Outras partes da sala estão decoradas de acordo com os mesmos temas e padrões artísticos.

   Quem quiser saber mais pormenores do túmulo KV43, pode consultar o site www.osirisnet.net, onde estão listas da maioria dos principais monumentos egípcios, com narrativas detalhadas das suas descobertas e descrições das suas formas e conteúdos.

domingo, 14 de outubro de 2012

Erotismo no antigo Egito


Esgotada que está, desde há seis anos, a primeira edição da obra
Estudos sobre Erotismo no Antigo Egito, está agora em preparação
uma segunda edição revista e aumentada.

Aqui se deixa a imagem escolhida para a capa do volume,
prevendo-se que possa ter cerca de quinhentas páginas
profusamente ilustradas além de um caderno central a cores.

A sessão de lançamento está prevista (se tudo correr bem)
para o dia 19 de dezembro, quarta-feira, pelas 18 horas, 
no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

A edição do volume terá o generoso apoio do Centro de História
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
e o nome do apresentador da obra será anunciado em breve.


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

José do Egito, um mito ou um facto?



Esta é uma magnífica pintura de Peter von Cornelius (1783-1867), onde José aparece a interpretar o sonho do faraó.

Esta história é conhecida através do Antigo Testamento...
José teria sido enganado pelos seus irmãos que o venderam como escravo, sendo posteriormente levado para o Egito onde foi preso. 
José tinha o dom da interpretação dos sonhos e mesmo no cárcere as suas profecias eram certas, tendo granjeado bastante fama.
O faraó (talvez um faraó Hicso??) teve um sonho no qual havia 7 vacas gordas e 7 vacas magras, em que estas últimas comiam as primeiras mas mesmo assim não engordavam...
Intrigado com o significado desse sonho, o faraó pediu aos sacerdotes que o interpretassem, mas ninguém teve uma explicação convincente. Entretanto os rumores de que José tinha capacidade para descobrir o enigma chegaram aos ouvidos do faraó e este convocou-o para vir até à sua presença. 
José interpretou o sonho da seguinte maneira: o Egito iria ter 7 anos de fartura e 7 anos de seca. 
Segundo a Bíblia, a José foi atribuído o cargo de governador e foram construídos celeiros para guardar a produção nos 7 anos da abundância para servir de reserva para os 7 anos de escassez.

Até à presente data não temos a certeza se esta história foi real ou não passa de uma lenda. 

Fica a bonita pintura a a história bíblica... 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Quem é ele?



     Esta curiosa estátua de mármore, presente no Museu do Vaticano, em Roma, representa uma estranha forma de sincretismo religioso patente nos últimos séculos do Antigo Egito. 

     Aos mais participativos, lanço o desafio de tentarem identificar esta bizarra divindade. Atenção, o que poderá parecer à primeira vista, pode ser enganador! O vencedor terá uma «mosca de ouro» ou um cone de perfume como prémio - consoante o género!

      Boa sorte!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Natureza, religião e arte


     No Museu do Louvre, em Paris, encontramos esta bela peça de faiança, que representa um hipopótamo, a qual data da época do Império Médio, c. de 2150-1765 a.C.

    Os Antigos Egípcios perspectivavam o universo a partir dos seres e dos fenómenos naturais à sua volta. Assim esta peça é um perfeito exemplo da tripla associação entre a natureza, a religião e a arte: sendo o hipopótamo um animal selvagem, perigoso e destruidor, rapidamente o associaram ao deus Set, convertendo-o num tema para propósitos artísticos como estatuetas, esculturas ou pinturas, exibindo, deste modo, o seu simbolismo como animal da divindade do caos e da desordem.

    Quem for a Paris não deixe de visitar o Museu do Louvre onde entre a Mona Lisa e outros grandiosos objectos de arte, encontramos cerca de 50 mil peças egípcias, incluindo este simpático exemplar.
     

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Eis o volume II


Depois de ter sido mostrada a capa do volume I desta obra, aqui está a bonita capa do volume II, reunindo os dois volumes (com mais de seiscentas páginas cada um) os textos dos egiptólogos portugueses, espanhóis, argentinos e brasileiros que estiveram presentes no IV Congresso Ibérico de Egiptologia que teve lugar em Lisboa em Setembro de 2010.

A obra terá uma sessão de lançamento no próximo dia 10 de outubro, uma quarta-feira, a partir das 18 horas, no Anfiteatro III da Faculdade de Letras de Lisboa - exatamente no dia e no local onde terá início mais um curso livre de Egiptologia organizado pelo Centro de História da mesma Faculdade,
estando agora a decorrer as inscrições para o curso.

sábado, 15 de setembro de 2012

Setembro e as vindimas


Eis o túmulo de Sennefer em Cheikh Abd el-Gurna (TT 96), decorado na sua antecâmara com grandes vinhas em latada de onde pendem abundantes cachos de uvas. Os troncos das vides partem da base das paredes e sobem por elas cobrindo o tecto, numa provável homenagem ao deus Osíris, considerado também como o «senhor do vinho» e símbolo de ressurreição. Visitámo-lo na Páscoa de 2010.

Fontes: Dicionário do Antigo Egipto (texto) e
Localyte (foto)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

«Ancient Egyptian Ostraca Art»

«A magnificent Egyptian painting, which is about 3300 years old, depicting an Egyptian woman dancer, performing a backbend, commonly found in performances of contortion, gymnastics and dances. The backbend, which requires intense training, shows the superior professionalism, talents and high skills of the dancer.

The dancing woman, wearing a typical black dance costume and gold hoop earrings, is perfectly at ease while bending, and in total control and balance. Her curly, wavy hair is left loose, and is flowing in a natural pattern in harmony with her dance movement. But her earrings are pointed upwards, defying gravitational force, and seems a bit odd in an otherwise perfect composition of art. It is hard to believe that the artist who painted this picture is aware of the effect of gravity on her hair which is lightweight, but he ignored it in the case of the comparatively heavier earrings.

However, the admirable bala...nce of colors and high standards of artistry seen in this painting requires very high levels of expertise. Like several other Ostraka art pieces, this painting is also from the ancient Egyptian village of Deir el-Medina, home to the artisans who worked on the tombs of the Valley of the Kings in Thebes where the Pharaohs of the 18th to 20th Dynasties of the New Kingdom period (1550 BC to 1080 BC) were buried.

The artwork is painted on ostracon, singular of ostraca, which refer to pieces of pottery and fragments of limestone. Because Papyrus was expensive, ostracon was extensively used in ancient Egypt because of its durability, cheap or free availability and ease of working on it. It was the most preferred medium for not only drawing and painting, but also everyday writing, such as letters, documents, receipts, stories, prescriptions, etc.

The art piece in this picture survived in an impeccable condition despite several centuries of neglect until it was collected by Bernardino Drovetti (1776-1852), Consul General of France in Egypt. Possibly the work would not have survived so long, if it was created on any other media, other than ostraca.

Though Drovetti collected Egyptian art and antiquities in the name of France, he built up a huge personal collection for himself. In 1824, King Charles Felix (Carlo Felice Giuseppe Maria) acquired much of his personal collection consisting of 5,268 pieces, which later formed the foundation for the Museo Egizio in Turin, the second largest Egyptology museum after Cairo.»

(via Francisco Filipe Cruz, in Facebook)

Vale a pena dar uma olhadela!

 
  A todos os interessados, venho por este meio apresentar-vos um site na Internet acerca dos túmulos e locais funerários no Egito. A página do site tem o nome da divindade presente à esquerda por óbvias razões: trata-se de Osíris, senhor do mundo dos mortos, do mundo subterrâneo e do ciclo da morte e ressurreição a quem é devoto um culto quase tão antigo como a própria fundação do Duplo País.

   O site em si tem o seguinte endereço:

   www.osirisnet.net

   Todos os que quiserem ou estiverem com vontade de saber mais sobre os túmulos no Antigo Egito são gratificados com uma lista imensa de sepulturas de todos os géneros e feitios, desde as grandiosas pirâmides
de Guiza às recônditas sepulturas dos artífices de Deir-el-Medina.

   Não só tem uma lista bastante vasta, como cada túmulo apresentado contém descrições pormenorizadas da sua planta arquitectónica, da sua decoração, das suas inscrições, dos seus conteúdos, das circunstâncias da sua descoberta. Sem contar com as descrições de numerosos outros monumentos, além de diversos artigos e referências a questões religiosas e quotidianas, assim como novidades do mundo da Egiptologia. E para completar o ramalhete, existem versões 3D, versões virtuais de algumas plantas tumulares. Só não sei se podem ver nos vossos computadores essas versões tridimensionais. Eu não consegui...

   A única particularidade será o facto de o site estar apresentado em duas línguas estrangeiras possíveis - ou em Inglês ou em Francês, não em Português, infelizmente. Portanto, espero que saibam uma de ambas para lerem e compreenderem as matérias apresentadas que são muito interessantes.

   De resto acho que vale a pena dar uma olhadela! Divirtam-se!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Os Jardins de Nakht!


   Os Antigos Egípcios também se revelaram jardineiros de primeira qualidade. Durante milénios a cultivarem plantas de inúmeros tipos e espécies em hortas para a sua subsistência, gradualmente desenvolveram os jardins nos templos, nos palácios e nas residências privadas dos abastados, não só como fonte de produção alimentar e medicinal - muitas das plantas eram hortícolas e medicinais assim as árvores eram de fruto para abastecer as cozinhas e as mesas - mas também como espaço de recreio, lazer e descanso para os respectivos proprietários. 

   À medida que crescia a riqueza do Antigo Egito, especialmente no Império Novo, os jardins dos privilegiados e dos templos tornaram-se ainda mais elaborados e luxuriantes, com todo o género de plantas exóticas, flores bizarras, delicadas e belas e até mesmo piscinas e lagos com peixes e aves aquáticas como ornamentos decorativos.

   E evidentemente, quando faleciam, os Antigos Egípcios procuravam recriar os jardins na forma de modelos funerários em miniatura que sepultavam nos túmulos dos seus proprietários a fim de lhes permitir gozarem esses prazeres verdejantes na vida além da morte.
     
   A bonita imagem acima provém do túmulo de Nakht, um jardineiro real, nos princípios do século XIV a.C. - meados do Império Novo - e representa os "Jardins de Amon", do Templo de Karnak, tal como ele se lembra de os gerir e orientar. Esses jardins produziam flores, plantas e árvores para abastecimento das cozinhas, para questões medicinais e para os ritos religiosos, ligados com os ciclos da natureza e das estações do ano. Esta pintura pode ser vista no Museu Real de Arte e História, em Bruxelas, na Bélgica.


P.S. Para quem quiser saber um pouco mais sobre antiga jardinagem egípcia é favor ver o seguinte link: http://en.wikipedia.org/wiki/Gardens_of_Ancient_Egypt.

«De pequenino... »


Aqui fica uma sugestão para o público dos 8 aos 80.
A revisão científica é do Prof. Luís Manuel de Araújo.

Mais uma mudança no Egipto

«A woman presenter has appeared on Egyptian state TV in an Islamic headscarf for what is believed to be first time since it opened in 1960.

Fatima Nabil wore a cream-coloured headscarf as she read a news bulletin.

Under the regime of ex-President Hosni Mubarak there was an unofficial ban on women presenters covering their hair.

But the new Muslim Brotherhood-led government has introduced new rules, saying that nearly 70% of Egyptian women wear the headscarf. [...]» (in BBC News)

sábado, 1 de setembro de 2012

O Faraó de Prata!


   Meus caros colegas e amigos, achei este vídeo no Youtube, sobre Psusennes I, faraó da XXI dinastia, c. de 1039-991 a.C. Lamento que esteja em inglês e sem legendas, mas ainda assim pode ter interesse para aqueles que dominam o idioma e compreendem ou conhecem um pouco a história deste monarca do Terceiro Período Intermediário, cujo reinado foi um dos mais longos e importantes da época e cujo túmulo é quase tão extraordinário como o de Tutankhamon, embora muito menos divulgado ao público em geral.

   A maior curiosidade acerca de Psusennes I advém do seu espectacular sarcófago, inteiramente feito em prata - daí em parte da designação deste documentário - e a sua fabulosa máscara de ouro, que rivaliza com a Tutankhamon em beleza e estilo. Mas o resto eu remeto para o vídeo, que espero que gostem!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Aí estão as Actas do Congresso


Depois de longos meses de trabalho e de preparação para edição 
acabaram de sair as Actas do IV Congresso Ibérico de Egiptologia 
que se realizou em Lisboa de 13 a 17 de Setembro de 2010.

Aqui se mostra a atraente capa do 1º volume, porque devido ao grande
 número de textos entregues a obra ficou em dois belos volumes, 
num excelente trabalho da Gráfica Clássica do Porto.

Os participantes no IV Congresso, sejam comunicantes ou assistentes, 
receberão os seus exemplares - mas os escribas do nosso blogue 
também serão contemplados com a oferta da obra!

sábado, 25 de agosto de 2012

Estela de uma rainha

Apresenta-se aqui a estela, de uma conhecida rainha da época ptolomaica, que se encontra no Museu do Louvre.
O nome dela pode ser facilmente lido do grego, que era nessa altura a língua oficial.
Exatamente na segunda linha pode-se ler...

ΚΛΕΟΠΑΤΡΑ



Foi  Cleópatra VII a última rainha ptolomaica antes da conquista do Egito pelos Romanos. Aparentemente ter-se-à suicidado para evitar ser enviada com escrava para Roma.

Nesta estela ela encontra-se ofertando à deusa Ísis.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Uma tríade divina


   Uma escultura em basalto, presente no Museu das Belas Artes em Boston, E.U.A. representa a deusa Hathor, sentada no centro, rodeada pelo faraó Menkauré - o construtor da terceira e mais pequena das Pirâmides de Guiza - e por uma divindade feminina de uma província local com o símbolo de uma lebre em cima da sua cabeça.

     Sensivelmente datada entre 2550-2530 a.C., é uma representação da tríade divina em homenagem ao rei Menkauré, tendo sido encontrada no Templo do Vale referente a este soberano, no Planalto de Guiza. Pretende demonstrar a ligação do monarca ao mundo do além, exibindo a posição sagrada da monarquia faraónica, que no Império Antigo, se reveste de um cariz  absoluto, quando os antigos reis egípcios eram considerados nada menos do que deuses na Terra e intermediários entre este mundo e o mundo celestial.

    O Templo do Vale de Menkauré apresenta uma significativa lista de estátuas deste faraó, frequentemente associado a divindades femininas ou então puramente solitárias, de onde se obteve o pouco que se sabe do seu reinado pouco esclarecido.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Khufu, da Grande Pirâmide à pequena estatueta

Do Faraó Khufu (Quéops), construtor da Grande Pirâmide de Guisa (IV dinastia) apenas existe uma pequena estatueta conhecida e que se encontra no Museu Egípcio do Cairo.

O caricato é que ela tem apenas 7,5 cm de altura contrastando com a imponência da sua colossal pirâmide...







A Pirâmide de Khufu é a que se encontra na imagem à direita e é ligeiramente maior que aquela do seu filho Khafré, também na imagem  logo atrás da famosa esfinge

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O Príncipe Ankh-haf


   No Museu de Belas Artes em Boston, E.U.A., encontra-se este singelo busto que retrata Ankh-haf, um príncipe da IV dinastia, filho do grande rei Seneferu e de uma esposa secundária desconhecida. Meio-irmão do poderoso rei Khufu, criador da Grande Pirâmide de Guiza, Ankh-haf deteve vários cargos importantes, entre eles o de vizir e supervisor das obras reais durante o reinado de Khafré, seu sobrinho.

   Ankh-haf terá testemunhado a construção da Grande Pirâmide de Guiza e provavelmente teve destaque na construção do segundo conjunto piramidal, assim como na criação da Grande Esfinge, a enorme estátua leonina que se pensa representar o faraó Khafré.

   A sua mastaba - G 5710 - localizada na zona leste do planalto funerário de Guiza, é uma das maiores da região e contém representações da sua esposa, a princesa Hetep-herés. Esse nome aliado à posição de sacerdotisa de Seneferu sugere que a mulher de Ankh-haf talvez seja a filha primogénita do fundador da IV dinastia e da sua esposa principal, a rainha Hetep-herés, portanto meia-irmã do seu esposo.

   O túmulo também representa um rapazinho chamado Ankhetef, que aparentemente terá sido neto de Ankh-haf e Hetep-herés através de uma filha de ambos, conforme o indicam as inscrições. Isto pode ser um indicador que Ankh-haf terá chegado a uma idade avançada aquando da construção da sua tumba.
  
   Nessa mesma estrutura tumular, foi encontrado o busto que se pode ver na imagem e que é considerado um dos mais perfeitos da Arte Egípcia do Império Antigo.

    Quem estiver com vontade de ir aos E.U.A. e particularmente a Boston, não se esqueça de visitar o Museu de Belas Artes e de admirar o soberbo busto que ilustra este homem da Antiguidade!