PS: A fotografia foi tirada em condições difíceis, pois este sarcófago encontrava-se atrás de uma vitrina com escassa iluminação. Recusei, como era o meu dever, usar o flash (embora houvesse gente que o utilizasse) pois provoca a deterioração irreversível das pinturas.
domingo, 1 de julho de 2012
O sarcófago dos dois irmãos
PS: A fotografia foi tirada em condições difíceis, pois este sarcófago encontrava-se atrás de uma vitrina com escassa iluminação. Recusei, como era o meu dever, usar o flash (embora houvesse gente que o utilizasse) pois provoca a deterioração irreversível das pinturas.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
O Ramesseum, de balão
quarta-feira, 20 de junho de 2012
O dia a dia
Fonte: National Museum of Scotland
terça-feira, 19 de junho de 2012
O falcão de Gulbenkian
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Um servidor de Akhenaton
Um Akhenaton "escocês"
quinta-feira, 14 de junho de 2012
As «Múmias de Belém»
domingo, 27 de maio de 2012
A Grande Pirâmide
quarta-feira, 23 de maio de 2012
«Fascinating Mummies»
sábado, 19 de maio de 2012
Na Praça Tahrir
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Um pouco mais acerca de Tutmés IV e da «Estela do Sonho»
Tutmés IV será um grande monarca, o instaurador da paz definitiva com o antigo Reino de Mitanni, com o qual o Egito sob os dois reinados anteriores, havia estado em conflito frequente. As pacíficas relações entre os dois países deram origem a uma época de paz e tranquilidade quase absolutas no Médio Oriente Antigo durante quase 75 anos, aquilo que alguns chamam o «1º equilíbrio internacional».
Eu acho que se poderá dizer que a Esfinge cumpriu bem - talvez além das expetativas - o seu trato em fazer de Tutmés IV o soberano de todo o Egito! E este não foi ingrato, protegendo a enorme estátua leonina dos azares do tempo e da incúria dos homens.
O que acham os leitores?
Tutmés IV e a lenda
Filho de Amenhotep II, Tutmés IV (XVIII Dinastia) não era o primogénito, pois, pelo menos, dois irmãos mais velhos faleceram prematuramente. Aparentemente, para reforçar a legitimidade do novo faraó, os sacerdotes tebanos do deus Amon criaram as condições para uma eficaz manipulação política e fizeram correr uma lenda em benefício do jovem Tutmés.
Segundo essa lenda era sugerido que o faraó devia o seu trono à Esfinge de Guisa que, já nessa altura, era muito antiga.
A história contava que Tutmés após uma caçada se tinha deitado à sombra da Esfinge, a qual, na altura se encontrava parcialmente coberta pela areia do deserto. Num sonho, a Esfinge disse-lhe: "Dar-te-ei a realeza sobre a Terra como cabeça dos seres vivos; tu levarás a coroa branca e a coroa vermelha sobre o trono de Geb o príncipe dos deuses. É aqui, que agora, a areia do deserto me atormenta, a areia por cima da qual eu estava em outro tempo. Ocupa-te de mim, para que possais realizar tudo que desejas. Eu sei que tu és meu filho e protetor". Tutmés mandou então retirar a areia que cobria a Esfinge e proceder à sua restauração. Mandou também erguer uma estela na qual contou o extraordinário sonho. Essa estela foi colocada entre as patas dianteiras da Esfinge, que ainda hoje se encontra no mesmo local, o que não deixa de ser impressionante.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Consulta ortopédica no Egito
As 10 maiores descobertas do Egito antigo
No templo de Lucsor
domingo, 13 de maio de 2012
"Trailer" do filme "The Mummy"
Hollywood explorou à sua maneira um dos maiores medos do ser humano, o encontro com um morto-vivo.
Mesmo que seja inverosímel, levou milhões de pessoas a terem umas noites mal dormidas. LOL
Let´s look at the trailer...
e o resumo da história do filme...(em inglês)
Clique aqui para ter acesso à sinopse do filme!
sábado, 12 de maio de 2012
A Múmia!
quarta-feira, 9 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
O banho depois da cultura
sábado, 5 de maio de 2012
Astérix & Cléopâtre - Les Egyptiens parlaient comme ça
terça-feira, 1 de maio de 2012
História de um obelisco enviado para Roma
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Em Abu Simbel
Determinativo vivo
Foto: «I Am Egypt»
domingo, 29 de abril de 2012
Imagens de peças do Museu de Antiguidades Egípcias do Cairo
Para ver as imagens em tela cheia há que clicar nas setas em cruz no cantinho inferior direito... Apreciem!
Foto da fachada principal do museu
A minha Nut
Na Eneáde de Heliópolis, Nut é irmã e esposa de Geb, filha de Chu e Tefnut, mãe de Osíris, de Ísis, de Set e de Néftis. Segundo os textos mitológicos, Nut uniu-se a seu irmão sem conhecimento de Ré ou contra a vontade dele, o que levou o pai dos deuses a ordenar a Chu a separação brutal do casal e a decretar a sua esterilidade em todos os meses do ano. Tot, o deus da lua, teve piedade dela e, jogando com a lua, ganhou-lhe a septuagésima segunda parte da sua luz ou seja, cinco dias. Estes cinco dias intercalares, epagómenos, foram introduzidos no calendário egípcio antes do Ano Novo e, em cada um destes, Nut conseguiu ter um filho.
Embora separada de Geb, durante o dia, por Chu, à noite, encontrava-se com o marido criando assim as trevas. Quando havia tempestades durante o dia, os egípcios atribuíam o fenómeno ao estremecer dos quatro pilares do céu por Nut.
Esta Nut veio comigo do Egipto em 1999.
Fonte: As Divindades Egípcias (J. Candeias Sales)
Confabulações de um arquiteto no Antigo Egito..
Clique aqui neste Link! ... sim, aqui mesmo em cima destas letrinhas! ;-)
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Breve introdução sobre a cor no Antigo Egito
A título de exemplo e duma maneira um pouco simplista:
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Em Deir el-Bahari
terça-feira, 24 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Refastelado
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Egito - Nefertiti, A Rainha Misteriosa
Acima de tudo, põe-se a maior pergunta de todas: onde se encontra Nefertiti? Um desafio ainda por solucionar...
segunda-feira, 16 de abril de 2012
De regresso
terça-feira, 10 de abril de 2012
O Barão Vivant Denon

«Toda a minha vida desejei fazer a viagem ao Egipto, mas o tempo que tudo desgasta já tinha desgastado essa vontade. Logo que surgiu a hipótese desta expedição, que devia tornar-nos donos dessa região, a possibilidade de executar o meu antigo projecto, acordou em mim o desejo. Um palavra do herói que comandava a expedição decidiu a minha partida: ele prometeu levar-me consigo, e eu não duvidava do meu regresso. Depois de ter segurado a sorte daqueles que dependiam da minha existência, tranquilo com o passado, eu pertencia por completo ao futuro. Sabendo que o homem que desejava constantemente algo, adquire logo a faculdade de alcançar o seu objectivo, eu já não pensava nos obstáculos ou, pelo menos, sentia dentro de mim tudo o que era necessário para os ultrapassar. O meu coração palpitava sem que conseguisse descobrir se aquela emoção era de tristeza ou de alegria. Eu caminhava errante, evitando todos, agitando-me sem ideia, sem prever nem saber o que iria ser útil num país assim tão desprovido de todos os recursos.»
Regressado a Paris, em 1802, publica este seu relato ilustrado
com 141 gravuras da sua autoria.
Voando sobre um ninho de pirâmides...
http://www.airpano.ru/files/Egypt-Cairo-Pyramids/start_e.html
As imagens link acima referido são obtidas de helicóptero e podemos ter uma perspetiva única sem ser de balão...
Nota: com o rato, a imagem vira 360º; com a roda do referido "roedor" podemos fazer zoom in e out.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
A irmã de Ísis
Pouco compreendida, mas nem por isso menos importante deusa do panteão egípcio, Néftis é uma peça destacada no culto da imortalidade relacionado com Osíris e Ísis, os quais também eram seus irmãos.
Curiosamente, Néftis é também irmã e esposa do assassino invejoso de Osíris - o deus Set - e dele, segundo alguns mitos, deu à luz Anúbis, o deus dos ritos funerários. Néftis - que desaprovara o assassinato feito pelo marido - auxiliou a sua irmã Ísis no processo de ressurreição de Osíris.
Néftis simboliza, de certo modo, a experiência da caminhada pela morte ao passo que Ísis simboliza a experiência do renascimento. Enquanto Ísis realiza os encantamentos destinados à recuperação do sopro da vida ao corpo de Osíris, Néftis protege o falecido dos monstros, demónios e outros perigos durante o seu percurso pelo Duat, o mundo subterrâneo.
Néftis é quase sempre associada a Ísis ou a Set, razão pela qual é pouco compreendida e pouco conhecida. Durante o Império Novo, particularmente nos inícios da XIX dinastia, a predilecção faraónica por Set permitiu que Néftis ganhasse algum destaque, em especial numa antiga localidade chamada Sepermeru, nos arredores de Fayium.
Dado que Sepermeru era um dos principais locais de culto a Set, aqui se erguera um templo em sua honra - «Casa de Set, Senhor de Sepermeru».
A ele associada, mas a nível independente, Néftis também era aqui cultuada num santuário chamado «Casa de Néftis de Ramsés-Meriamun». Parece que Ramsés II dedicou especial atenção ao culto a Néftis pois o santuário desta deusa em Sepermeru aparenta ter sido fundado no reinado deste monarca.
sábado, 7 de abril de 2012
O Templo de Debod

Mais informações sobre este templo (desmontado entre 1960-61, em operação patrocinada pela Unesco para salvar os vestígios arquitectónicos da Núbia, e oferecido pelo Egipto a Espanha em 1968) ... aqui.
Foto: TMS
Tríade famosa
sábado, 24 de março de 2012
Quem quiser vai de balão
quinta-feira, 22 de março de 2012
Sincretismo cultural
Mesmo que Cleópatra tenha sido degradada pela propaganda do 1º Imperador de Roma, Otávio César Augusto como sedutora oriental e vil, destruidora das virtudes romanas, os novos senhores estrangeiros a dominar o Egito durante meio milénio influenciaram e foram influenciados pela cultura egípcia, especialmente na área dos rituais funerários.Se os corpos destas pessoas foram mumificados de acordo com a antiga tradição funerária egípcia, as faces foram representadas através de retratos pintados ou máscaras funerárias ao estilo romano, exibindo o que terão sido os seus verdadeiros traços em vida. Em muitos casos, os seus nomes estavam registados em grego antigo.
Isto mostra uma fabulosa simbiose de culturas - a clássica greco-romana com a oriental-egípcia - que persistiu durante os primeiros três séculos da dominação romana no país do Nilo até à altura em que o Cristianismo começa lentamente a superar as antigas religiões pagãs, por volta de meados do século III da nossa era.
Mais de 900 destes retratos foram descobertos na necrópole do Fayum, frequentemente bem preservados devido ao clima seco do Egito. Actualmente muitos deles estão espalhados por diversos museus um pouco por todo o Mundo.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Faltam oito dias
apenas oito dias para a partida do grupo que viajará para o Egito
em mais uma visita de estudo organizada pelo Instituto Oriental
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
passando depois por Sakara, e visitando as relíquias de três religiões
na capital egípcia: a mesquita de Mohamed Ali, a igreja copta
da Sagrada Família e a sinagoga de Ben Ezra.
depois o templo de Kalabcha, seguindo-se o cruzeiro no Nilo
que nos levará aos templos de Kom Ombo e de Edfu, até Lucsor,
onde há muito para ver e para aprender.
Deir el-Medina e os túmulos particulares de funcionários e artesãos,
mais os templos funerários de Deir el-Bahari (Hatchepsut)
e de Medinet Habu (Ramsés III).
e de Lucsor (Ipet-resit), seguindo depois para norte,
através do Egito rural e profundo, até Abido
(templo cenotáfio de Seti I) e Dendera (templo de Hathor).
Egípcio do Cairo (em que estado se encontra ele?),o Museu de Imhotep
em Sakara, e o belo Museu de Lucsor - e se houver tempo
daremos um salto ao novo Museu de Kom Ombo.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Antes da avalanche dos turistas...






Tem-se uma perspectiva do país numa época de pureza, de simplicidade e de tranquilidade quando a população não conhecia as enormes afluências das massas turísticas, nem o ritmo frenético da era moderna. Era um país parado no tempo, capturado através das lentes dessa recém-inventada caixa mágica, onde apenas se via o mundo de então e o mundo de outrora...
sexta-feira, 9 de março de 2012
O Egito! Sempre o Egito...
quarta-feira, 7 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
O Mapa de Turim!

A criação deste mapa topográfico teve a ver com a vontade régia de enviar expedições para explorar as minas em Wadi Hammamat à procura dos blocos de pedra bekhen usados no fabrico de estátuas do rei. Uma estela encontrada numa dessas pedreiras datada do 3º ano do reinado de Ramsés IV confere-nos as informações a essa expedição, a qual teria mais de 8 mil homens.
O Mapa de Turim apresenta um esquema com as rotas, as pedreiras, os montes e colinas circundantes e a mina de ouro junto à localidade de Bir Umm Fawakhir. Apresenta numerosas anotações sobre distâncias, destinos e localizações dos vários pontos importantes da região. Também pode ser considerado um dos primeiros, senão o primeiro mapa geológico existente, pois o seu criador teve o cuidado de assinalar mediante o uso de cores e anotações as várias formações rochosas com as devidas características pela região assinalada.
A localização desses espaços descritos nesse papiro está notavelmente correcta o que demonstra que os antigos egípcios tinham boas noções de Geografia e Geologia apesar de não disporem dos conhecimentos e instrumentos dos dias de hoje.
O Mapa de Turim foi descoberto aparentemente em Deir-el-Medina, perto de Tebas, por agentes de Bernardo Drovetti, procônsul francês no Egito, algures entre os anos de 1821-24 e actualmente encontra-se no Museu de Antiguidades Egípcias de Turim.
P.S. Podem saber mais pormenores sobre o Mapa de Turim no seguinte site:
www.eeescience.utoledo.edu/Faculty/Harrell/Egypt/Turin Papyrus/Harrell_Papyrus_Map_tex.htm
Nesse site, James A. Harrell, professor de Geologia do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade de Toledo, em Ohio, EUA, faz uma descrição e análise do mesmo. Está em inglês, infelizmente, portanto, espero que o dominem para compreender a leitura do artigo!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Instrumentos cirúrgicos na Antiguidade
Neste instrumental destaco:
foreceps; serra para os ossos; várias sondas; cateteres; pipetas; tesoura; pinças; esponjas, facas, vasos, espéculos, etc.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O Inferno de antes..

Se as inegáveis semelhanças dos 10 mandamentos bíblicos com a confissão negativa do capítulo 125 do livro dos mortos nos dão que pensar, o que dizer então do conceito de Inferno? Bom, de acordo com Josép Padró, os antigos egípcios não tinham propriamente a conceptualização formal de um inferno, ou seja, o maior castigo para os que não superavam o tribunal de Osíris era, coisa já de si absolutamente terrível, a não imortalidade. Contudo, um texto escrito em demótico, datado do séc VI a.c. , os Prodígios Mágicos de Siosires, contem passagens particularmente reveladoras, de que, numa tradução livre do castelhano, vou enumerar apenas algumas passagens:
“ O pequeno Siosires pegou na mão de seu pai, Setne, (filho de Ramsés II), e conduziu-o a um lugar que ele conhecia na montanha de Menfis, ali haviam 7 grandes salas, nas quais se apinhavam homens de todas as condições…ao entrarem na 4ª sala Setne viu pessoas que corriam, agitadas, enquanto alguns burros comiam sobre as suas costas, outros tinham a sua comida, água e pão, pendurados sobre as suas cabeças, esticando os braços para os alcançar, enquanto outros cavavam valas debaixo dos seus pés para os impedir…na 5ª sala Setne viu uns defuntos em posição venerável, enquanto os que haviam sido acusados de cometer crimes, estavam de pé atrás da porta, suplicantes e com a dobradiça da porta espetada num olho.”
Bom, meus caros, por aqui me fico, para depressões já nos basta a crise..
Fonte: Paper de Josep Padró "El mal, el pecado y el castigo en el antiguo Egipto"
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Curiosa divindade...quem será?
Esta estranha criatura é a representação de um membro importante do panteão religioso egípcio, crucial no desenvolvimento do antigo mito da morte e da ressurreição, tão caro ao coração e mente do povo do Antigo Egito.A sua participação nesse mito igualmente simboliza a compreensão dualista que os antigos egípcios tinham do seu mundo: de um lado a estreita faixa verde ao longo do Nilo que providenciava os recursos para o crescimento das culturas; do outro lado o universo estéril, seco e perigoso dos desertos do Sahara e da zona oriental cujas forças ameaçavam de forma constante a sobrevivência da civilização do Nilo.
Faço a pergunta: quem é esta divindade que está associada a essas forças ameaçadoras?
Já disse o suficiente, penso eu...agora depende de quem conseguir descobrir a solução. Uma «mosca de ouro» ou um cone de perfume, escolham o que quiserem!
Boa investigação!



























