sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Solidariedade egípcia no Rotary


Ah, lembrei-me agora! No mês passado teve lugar num hotel de Lisboa
um jantar de confraternização rotária seguido por uma palestra dedicada
ao tema «Solidariedade e afetos no antigo Egito», onde se enfatizou
a prática da maet - palavra egípcia com o amplo significado de justiça,
verdade, equilíbrio, harmonia, solidariedade, respeito, tolerância...

A sessão foi organizada pelo Rotary Clube de Lisboa-Estrela, e o tema 
estava bem de acordo com o espírito rotário, que privilegia comportamentos
relacionados com o afeto, a solidariedade e a entreajuda, pautando-se pelo
espírito humanitário de ajudar e servir os outros - e assim, os velhos ideais
egípcios da maet podem ainda hoje ser praticados em prol da humanidade.



domingo, 13 de outubro de 2013

Curso em marcha


O VI curso livre de Egiptologia, levado a efeito pelo Centro de História
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que decorre às
quartas-feiras, das 18 às 20 horas, no Anfiteatro III da Faculdade,
está em marcha e decorre com normalidade e com o habitual interesse.

Na semana de 14 a 20 de outubro o curso terá uma breve interrupção,
mas depois prosseguirá no dia 23, com uma matéria variada e já anunciada
 previamente, sendo algumas sessões dedicadas a três grandes faraós:
Tutmés III, Akhenaton e Horemheb, todos da XVIII dinastia.

O grande faraó Ramsés II, cujo sorridente, calmo e divino semblante se vê 
na imagem, não merecerá neste curso uma sessão específica, mas ele será
sempre uma figura tutelar das iniciativas de cariz egiptológico organizadas
pelo Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Publicidade à volta do Egipto:


Em "Illustração Portugueza", 2.ª série, n.º 44, 24-12-1906 (fonte: Porto Desaparecido - Facebook)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Na casa do considerado «pai da egiptologia»

Em Figeac, França.
Musée Champollion.

O espólio.

Os testemunhos.

A memória.

E uma imensa Pedra de Roseta na Place des Écritures.
Recomenda-se a visita.
A cidade e Champollion merecem.

sábado, 5 de outubro de 2013

Vamos lá a animar!


Eis a singela representação hieroglífica do coito sobre uma cama, 
gravada num túmulo rupestre de Beni Hassan, junto do rio Nilo,
datado do Império Médio (XI-XII dinastias).

A região de Beni Hassan, no Médio Egito, tem muitos túmulos rupestres 
feitos para altos funcionários da administração provincial e central,
numa inovadora solução funerária que veio alterar a anterior prática 
de construção de mastabas feitas de pedra e de tijolo típicas 
do Império Antigo (IV-VI dinastias).


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A dar uma de turistas...há nove anos!


Recordar é viver...

Pois bem me lembro da minha viagenzinha ao Egito, na Páscoa de 2004, no âmbito do Curso Livre de Egiptologia, patrocinado pela Associação dos Arqueólogos Portugueses e no qual tive o prazer de participar com muito gosto.

E eis que em frente ao Djeser-djeseru, o «Sublime dos Sublimes», o magnífico tempo mortuário da rainha-faraó Hatchepsut, na região de Deir-el-Bahari, na margem ocidental do rio Nilo, perto de Lucsor, me vejo nesta foto ao lado do nosso estimado professor Luís de Araújo.

Foi uma viagem estupenda, iniciada um tanto atrapalhadamente, sem direito no primeiro dia a um momento de descanso no Cairo, mas mágica e maravilhosa, com um bónus extra, não muito vulgar em viagens pelos pontos turísticos do Egito: uma visita à excelente cidade de Alexandria, a antiga capital dos Ptolemeus, e até - milagre dos milagres - uma entrada na nova Biblioteca Alexandrina (que estava encerrada nesse dia!), erguida em memória à sua antecessora, destruída há milénios.

Pena que não tenha nenhuma foto para partilhar convosco nessa ida à sucessora dessa afamada instituição cultural da Antiguidade, mas outras possuo que revejo com muita satisfação!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Esperando os turistas...


Eis aqui dois simpáticos dromedários, festivamente ajaezados,
 alimentando-se na hora do almoço no planalto de Guiza, 
tendo como fundo os enormes blocos da Grande Pirâmide 
que nos últimos catorze anos temos visitado pela Páscoa.

Quanto à viagem do próximo ano, ainda se mantém a dúvida, porque
a situação político-social do Egito não está de todo clarificada,
embora na verdade não tenham chegado notícias de violências
nas últimas semanas...

Entretanto, e até melhor hipótese, os dromedários continuarão
à espera dos turistas, junto dos monumentos faraónicos.

Novas datas sobre a origem do Antigo Egipto?


«New timeline for origin of ancient Egypt
By Rebecca Morelle, Science reporter, BBC World Service [...]

Previous records suggested the pre-Dynastic period, a time when early groups began to settle along the Nile and farm the land, began in 4000BC. But the new analysis revealed this process started later, between 3700 or 3600BC.[...]»

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Curso de Egiptologia


Começou hoje na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
mais um curso livre de Egiptologia, o sexto desde que em 2008
o Centro de História iniciou este projeto.

A primeira sessão teve por tema «O clero do antigo Egito: ao
serviço dos deuses e da monarquia», prosseguindo o curso as suas
sessões às quartas-feiras, das 18 às 20 horas, até Dezembro.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Ammut


Começou hoje na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
mais um curso livre promovido pelo Centro de História com o tema
«Monstros», inserido na História do Maravilhoso e do Fantástico.

A primeira sessão deste interessante curso foi dedicada a uma
criatura monstruosa, chamada Ammut, «A Devoradora de Corações»,
também conhecida por «A Fera do Ocidente», cuja terrível função era
deglutir os corações impuros e indignos de irem para o paraíso.

Lá está ela na imagem de um papiro com a cena do julgamento final,
em que o coração do defunto era colocado no prato de uma balança 
e no outro estava a leve pena da deusa Maet, ilustrando desta forma
o capítulo 125 do «Livro dos Mortos», a chamada «confissão negativa».

A inquietante figura monstruosa reunia em si as três mais perigosas feras 
do antigo Egito, e por isso ela tinha cabeça de crocodilo, a parte da frente 
era de leão ou pantera, e a traseira era de hipopótamo.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Um museu vazio


Esta imagem mostra o Museu Egípcio do Cairo surpreendentemente
sem ninguém, o que é de facto invulgar num local sempre com
grandes multidões dentro e fora do imenso edifício, situado num
dos topos da famosa Praça Tahrir, o coração do Cairo.

Como a comunicação social tem mostrado, rarearam as manifestações
 ruidosas e violentas de centenas de milhares de pessoas na Praça Tahrir
e os blindados do exército continuam a proteger o Museu.

A verdade é que desde há umas duas semanas que não chegam notícias
de acontecimentos trágicos no Egito, o que também dá para pensar:
as forças armadas conseguiram impor a paz, ou esta calmaria
esconde alguma coisa em preparação?...

Em todo o caso, a visita de estudo ao Egito, na Páscoa de 2014,
não está totalmente posta de lado!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O Egito no Caramulo (3)



Sim, é verdade!!!


O tema desta postagem é uma cópia descarada da anterior
feita pelo nosso escriba Fernando Azul, que em boa hora
regressou das suas férias (nas Bahamas?) para evocar
um velho provérbio egípcio acerca de uma das mais antigas
e saborosas bebidas da humanidade: a cerveja.

Durante as recentes férias no Caramulo pude testemunhar,
no decurso das agradáveis duas semanas em que lá estive,
a virtuosa e fresquíssima atualidade deste provérbio egípcio
bebendo à saúde dos escribas e dos leitores deste blogue.

Seneb!!! - que é como quem diz: Saúde!!!



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

"A boca de um homem perfeitamente contente está repleta de cerveja."

    O título desta postagem é um provérbio datado c. de 2200 a.C. (fins do Império Antigo) e concerne, obviamente, a uma das bebidas mais antigas da Humanidade: a cerveja. Não só era bebida para lazer, mas também era prescrita para curar doenças e usada como oferta nos rituais aos deuses. Era consumida por toda a sociedade egípcia, incluindo a realeza. Existem diversas referências e representações da mesma em túmulos, o que atesta a sua importância até na vida além da morte. Nesta imagem abaixo, podemos observar como escreviam "cervejeiro" e "cerveja".

   Escavações em Guiza trouxeram à luz vestígios de padarias e cervejarias para a alimentação dos trabalhadores e não será descabido teorizar que os seus salários possivelmente consistiam não em moeda, mas pão e cerveja. O processo de fabrico era simples: após germinarem, os grãos de cevada eram esmagados, virando malte, o qual recebia mistura de farinha de pão e água e seguidamente era colocado no forno até estar no ponto. Finalmente era filtrado e armazenado em jarros para consumo.

   Na imagem seguinte, datada da XVIII dinastia, observa-se como era feito o consumo da cerveja: este mercenário sírio, ladeado pela esposa, sentada à sua frente, é auxiliado por um servo a usar o canudo como uma espécie de filtro para absorver o líquido, evitando assim o resíduo amargo na boca.


   O fabrico e consumo de cerveja perdurou durante toda a civilização faraónica, a qual, por sua vez, os transmitiu aos Gregos, estes aos Romanos e assim sucessivamente até hoje. Atualmente, a cerveja é mais fácil de produzir e mais agradável de consumir do que na era faraónica, tendo, contudo, perdido o seu estatuto de oferta sagrada ou de medicação prescrita para doenças. Todavia tal como descreve o provérbio já mencionado, podemos afirmar que a nível de lazer, ela não perdeu nenhuma da sua popularidade! 

Fonte(s): http://antigoegito.org/a-cerveja-no-antigo-egito/

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Egito no Caramulo (2)


Durante as recentes férias no Caramulo levei comigo o Egito, que lá
esteve representado por uma camisola verde do IV Congresso Ibérico 
de Egiptologia, organizado com grande sucesso em Lisboa em 2010, 
e um chapéu evocando Luxor, comprado a muito custo e regateio na
última viagem ao Egito metido entre dois vendedores que vociferavam
e gesticulavam a elogiar a qualidade dos chapéus. 

O Egito no Caramulo (1)


Fachada do Museu do Caramulo que possui, entre a grande variedade
de obras de arte de muitas épocas e estilos, uma pequena coleção
 de antiguidades egípcias, oferecidas por diversos beneméritos.

A exemplo dos anos anteriores, passei duas semanas de férias 
na aprazível região de Tondela e Caramulo, antes de começarem
os horrorosos e dramáticos incêndios que depois lá deflagraram, 
e de novo estive no Museu do Caramulo.

Aqui fica o anúncio para conhecimento dos interessados, e quando
lá forem visitem este agradável museu e vejam a notável coleção
de carros antigos, os belos quadros e objetos lá expostos,
e, claro, o interessante acervo egípcio.



quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Voltaremos?...


Eis o nosso guia Mustafa, com a bandeira portuguesa, avançando
para a entrada do templo de Hórus, em Edfu, à frente do grupo
de viajantes na visita do Instituto Oriental na Páscoa de 2013.

Será que a cena se repetirá na Páscoa de 2014?...

domingo, 18 de agosto de 2013

Lá volta a ameaça dos saques


«An Egyptian antiquities museum, the Malawi National Museum, was ransacked, looted, and parts of it torched during recent violence in Egypt. More than 1,000 pieces of history were reported to have stolen, and the few pieces that remained were damaged and left in the rubble. The Museum, located in Minya, was broken into by armed individuals last Thursday. The photo below shows one part of the museum. The attack on the museum shows the dire need to ensure the protection of Egypt's history and culture, and explains why the Military has blocked off all access to Tahrir Square, where the Egyptian National Museum is located. Museum across the country and other archaeological sites remain closed to the public due to security concerns.»

(fonte: Egyptian streets)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O Egipto em Dorset


Um obelisco de Philae e um quarto recheado de egiptologia, são os atractivos principais de Kingston Lacy, no Dorset, graças a William John Bankes (1786–1855) e às suas aventuras e explorações no Egipto.

(foto: Patrick Costello)