terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
LE VOYAGE DE L’OBÉLISQUE : LOUXOR / PARIS (1829-1836)
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Adeus Hurghada!
Na postagem anterior faltou dizer que a imagem era da estância balnear
de Hurghada, tal como esta bela vista que aqui podemos apreciar,
e onde este ano infelizmente não poderemos ir.
Hurghada é uma forma ocidentalizada do verdadeiro nome do local,
que é Ghardaka, na costa amena e soalheira do mar Vermelho,
onde nos últimos três anos temos descansado depois das visitas
aos locais históricos, em banhos de cultura que também cansam.
Por isso nada melhor que os banhos restauradores em Hurghada,
antes do regresso a Lisboa - mas tão cedo parece que não se poderá
concretizar a fruição desse paraíso junto ao mar.
Adeus Hurghada!
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Já não vamos ao Egito
Foi tomada a decisão de não se realizar na Páscoa deste ano a tradicional
visita de estudo ao Egito, dado que ainda se mantém o clima de incerteza
e de grande insegurança no pesado ambiente político-social.
Assim sendo, é melhor adiar esta viagem para uma melhor oportunidade,
estando agora a ser equacionada outra hipótese para substituir a ida
ao país do Nilo - e esta seria a 15.ª visita de estudo! Paciência...
Em breve será dada notícia acerca de um Plano B que está a ser pensado.
Sim, também nós temos direito a um Plano B!
sábado, 18 de janeiro de 2014
Mais uma descoberta arqueológica em 2014!!!
Arqueólogos egípcios e norte-americanos descobriram a tumba de um faraó até então desconhecido pelos historiadores, revelou nesta quarta-feira o Ministério de Antiguidades do Egito.
A tumba faraónica data de aproximadamente 1650 antes de Cristo e foi descoberta perto da cidade de Sohag, no sul do país, disse Mohamed Ibrahim, o ministro de Antiguidades.
Historiadores egípcios e arqueólogos da Universidade da Pensilvânia decifraram os hieróglifos encontrados no local e identificaram o rei como Seneb Kay, pertencente à 16ª dinastia.
Durante o segundo período intermediário do Egito Antigo, no qual os estudiosos situaram a tumba e o faraó, o país estava dividido entre diversos governantes. Também se trata de um período sobre o qual as informações ainda são escassas.
"A descoberta se soma a nossa história faraónica e lança luz em uma era sobre a qual conhecemos pouco até agora", observou Ali al-Asfar, diretor de Antiguidades da região de Assuão.
Fonte:
http://www.ecofinancas.com/noticias/tumba-farao-desconhecido-descoberta-no-egito
sábado, 11 de janeiro de 2014
Novidades em 2014!
The tomb of the Egyptian pharaoh King Sobekhotep I, believed to be first king of the 13th Dynasty (1781BC-1650BC), has been discovered by a team from the University of Pennsylvania at Abydos in Middle Egypt, 500km south of Cairo.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
O filão Tut é de facto inesgotável
In NBC News (3.1.2014)
Etiquetas:
tut
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Natal copta
No dia 7 de janeiro foi celebrado o Natal copta, reunindo
os cristãos egípcios na festa do nascimento de Jesus Cristo.
Os coptas seguem o calendário juliano, que está desfasado
em relação ao nosso calendário gregoriano, embora ambos
tenham a mesma origem: o antigo calendário do Egito faraónico.
Entretanto as forças armadas egípcias, que no ano passado
tomaram o poder, destituindo o presidente Mohamed Morsi
e proibindo as atividades da Irmandade Muçulmana,
publicaram este festivo cartão natalício, procurando
a aliança entre o exército e os coptas.
Agradecemos ao Prof. Adel Sidarus, da Universidade de Évora,
o envio da imagem, retendo a sua ideia de que esta mensagem
pode estar relacionada com as próximas eleições presidenciais.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Sob o signo da cerveja
A cerveja, mais uma vez!...
E tudo isto porque foi descoberto há pouco tempo em Lucsor Ocidental
um túmulo de um produtor egípcio de cerveja, datado da XIX dinastia,
certamente do reinado de Ramsés II (século XIII a. C.).
A nossa cerveja de hoje é melhor que a egípcia dos tempos faraónicos,
pelo menos é mais fresquinha, e este feliz momento, captado nas
últimas férias de Verão, na Praia das Maçãs, pretende demonstrar
o prazer de uma boa cerveja - mas bebida com moderação.
Resta saber qual o nome em escrita hieroglífica que está gravado
na camisa do sorridente bebedor...
domingo, 5 de janeiro de 2014
Túmulo de produtor de cerveja descoberto em Luxor
«Uma parede do túmulo mostra o chefe cervejeiro, também chefe das reservas reais, a fazer oferendas aos deuses»(France Presse, via Público de 4.1.2014, notícia aqui)
domingo, 29 de dezembro de 2013
Egipto tenta impedir que peças traficadas cheguem aos leilões
In Público Online 29/12/2013
Por Alexandra Prado Coelho
Etiquetas:
leilões
domingo, 15 de dezembro de 2013
Boas Festas!
Com este artístico postal natalício de temática piramidal
desejo aos escribas e aos muitos leitores deste faraónico blogue
Boas Festas e um Bom Ano Novo, que em antigo egípcio seria:
HEBU NEFERU UEPET RENPET NEFERT
Resta dizer que o autor desta festiva e artística montagem gráfica,
feita a partir do texto hieroglífico elaborado pelo escriba que assina
esta postagem, foi o egiptólogo Telo Ferreira Canhão.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Festa de Natal
Para os escribas e leitores deste faraónico blogue lembrei-me
de uma apropriada sugestão para a quadra natalícia, muito propícia
para lautas comezainas e excessos pantagruélicos.
Aqui se mostram as apetitosas vitualhas encontradas num túmulo
do Império Novo, que agora se encontram no Museu Egípcio de Turim,
fazendo certamente crescer água na boca aos visitantes.
Não faltam suculentos nacos de carne, costeletas magníficas,
pães e bolinhos, frutos secos (claro!) e outras iguarias...
Falta apenas o vinho licoroso adocicado com mel
e a quentinha e espessa cerveja egípcia... mas não se pode ter tudo!
Boa ceia de Natal!!!
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Um Amenemhat pouco conhecido...
Quem for ao Museu Britânico, em Londres, poderá encontrar esta esfinge de um peculiar tipo de rocha denominada "gneiss" (em inglês). Representa um rei pouco notável da XII dinastia: Amenemhat IV, penúltimo da sua linhagem, que terá reinado por volta de 1780-1770 a.C.
Maekheruré Amenemhat - para tratá-lo pelo prenome e nome - não se destaca no compêndio da XII dinastia. As suas ligações familiares ainda são motivo de debate: em tempos achou-se que seria um príncipe menor, casado com a princesa Neferusobek, talvez herdeira de Amenemhat III, assumindo o trono através dela. Hoje tem-se mais ideia de que seria filho de Amenemhat III, sucedendo-lhe como único varão sobrevivente, após uma curta regência conjunta, atestada por inscrições em rochas na Núbia. A brevidade do seu reinado talvez se deva à idade avançada do próprio monarca aquando da morte do pai. O Papiro Real de Turim confere-lhe 9 anos, 3 meses e 27 dias de reinado.
No essencial é uma época tranquila e isenta de ameaças externas: o rei limita-se a finalizar as obras iniciadas pelo pai nos templos em Medinet Maadi e possivelmente a ele se deve a construção de um templo em Kasr-el Sagha, no nordeste do Faium. Conhecem-se referências de quatro expedições ao Sinai em busca de turquesas e uma ao Uadi el-Hudi, na procura de ametistas.
Contudo o poder real começa seriamente a declinar nesta época. Registos contemporâneos dão conta de secas sucessivas que terão levado ao fracasso das colheitas, fragilizando a base de uma economia agrícola e com ela os rendimentos da monarquia faraónica. É possível que, no fim do Império Médio, os recursos tenham sido explorados ao ponto do esgotamento, tornando-se insuficientes para uma população crescente, ainda mais com o início de um fluxo de imigrantes de origem asiática.
Acrescentem-se problemas de ordem dinástica: possivelmente o longo reinado de Amenemhat III privou a monarquia de herdeiros capazes, razão que dita a ascensão de uma mulher ao trono, Neferusobek, talvez meia-irmã e esposa de Amenemhat IV e sua imediata sucessora, derradeira representante de uma dinastia moribunda e em processo de extinção.
Desconhece-se com exatidão o local de enterro de Amenemhat IV: uma pequena pirâmide em Mazghuna, a sul de Dahchur terá sido feita para ele, supostamente como morada final para a eternidade.
Desconhece-se com exatidão o local de enterro de Amenemhat IV: uma pequena pirâmide em Mazghuna, a sul de Dahchur terá sido feita para ele, supostamente como morada final para a eternidade.
sábado, 30 de novembro de 2013
Horemheb e Hapi
Realiza-se no próximo dia 4 de dezembro, quarta-feira, pelas 18 horas,
mais uma sessão do VI curso livre de Egiptologia, no Anfiteatro III
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
A sessão é dedicada a um faraó pouco conhecido chamado Horemheb,
que reinou em finais da XVIII dinastia do Império Novo (c. 1320-1292 a. C.)
e que preparou o caminho para a XIX dinastia de Seti e de Ramsés II.
Na imagem surge Horemheb, quando ainda não era faraó, exibindo os seus
importantes títulos de «membro da elite (iri-pat), governador (hatiá),
escriba real verdadeiro (sech-nesu maé), seu amado (meri-ef; amado
do rei, que era Akhenaton ou Tutankhamon ou Kheperkheperuré Ai),
grande comandante do exército (imirá-mechá uer)».
Mas antes da entrada em cena de Horemheb será feito o lançamento
da nova revista Hapi, com uma intervenção do seu diretor, o egiptólogo
Telo Ferreira Canhão, vice-presidente da Associação Cultural
de Amizade Portugal-Egipto.
domingo, 24 de novembro de 2013
Quem é este feioso?!
Esta estátua representa uma divindade egípcia muito em voga no Império Novo. A sua popularidade é atestada até mesmo fora do Antigo Egito, já que a estátua que aqui admiramos foi descoberta nas ruínas da antiga cidade real de Amatus, na ilha de Chipre, em pleno Mar Mediterrâneo. Presentemente encontra-se no Museu Arqueológico de Istambul, na República da Turquia.
Protetor dos lares, tinha diversas funções, como afastar espíritos malignos, destruir todas as manifestações negativas que ameaçavam mulheres e crianças, auxiliar nos partos, portanto, atuando à semelhança dos espanta-espíritos que ainda hoje em muitos lares ocidentais, são colocados à entrada das casas, para reter todas as influências maléficas e proteger a família.
E assim sendo, eu lanço a pergunta: quem é este feioso?!
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Chegou a Hapi
Saiu uma nova revista de temática egiptológica, com o nome de Hapi,
editada pela Associação Cultural de Amizade Portugal-Egipto,
com direção de Telo Ferreira Canhão, vice-presidente da Associação.
O tema geral do volume, que tem 160 páginas, é «A vida no Antigo Egipto»
reunindo artigos referentes às sessões de um curso com idêntico título
realizadas nos meses de abril e maio de 2013 pelo Centro de História
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
O primeiro artigo é da autoria de Ahmed Zaki, médico de origem egípcia
que há muitos anos reside em Portugal, apresentando um tema bem atual:
«O Egito contemporâneo: tendências e raízes».
Os restantes artigos da revista têm por tema o Egito faraónico:
«Viver no campo», de Telo Ferreira Canhão
«Viver na cidade», de José das Candeias Sales
«Viver no templo», de Luís Manuel de Araújo
«Viver no exército», de José Varandas
Quanto ao preço deste primeiro número de Hapi, é de 10 euros
para estudantes e membros da Associação de Amizade Portugal-Egipto,
e de 15 euros para não sócios da Associação.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Regresso à Escola
Decorreu no dia 13 de novembro na Escola Secundária de Queluz
(Escola Secundária Padre Alberto Neto), uma conferência sobre
Escrita Hieroglífica Egípcia.
A assistência no amplo auditório da Escola era formada pelos alunos
do 7º ano, reunindo oito turmas e os seus respetivos professores,
com mais de duzentas pessoas (e todos desejavam ver o seu nome
em escrita hieroglífica, mas era impossível!).
E assim o antigo Egito com a sua escrita esteve presente entre a ruidosa
mas atenta e bem comportada assistência, e o conferencista
voltou à Escola onde deu aulas entre 1985 e 1987. Saudades...
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Adivinhem quem é a divindade representada!
Esta bonita estela funerária, de madeira pintada, data da XXII dinastia, c. de 1069-930 a.C. e está atualmente no Museu do Louvre, em Paris. Exibe a Dama Taperet - a elegante e bem vestida mulher à direita - que presta culto a uma divindade que está à esquerda. Em frente à respetiva dama, encontram-se oferendas e ela própria coloca-se em posição respeitosa de oração, sendo abençoada pelo deus através de raios de luz que milagrosamente se transformam em flores.
Para quem quiser adivinhar que divindade é esta, dou apenas uma pista: é uma divindade que resulta do sincretismo dos atributos de duas outras.
Boa sorte, caros colegas leitores e escribas!!!
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Há vinte anos...
Descobri no «baú» da minha «mastaba» uma imagem antiga que tem o mérito
de recordar os tempos distantes em que ainda se usava o giz e o apagador
nos quadros antigos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
que hoje já desapareceram, dando lugar aos quadros brancos com canetas!
A inédita foto é de 1993, tem por isso vinte anos, atestando deste modo
a antiguidade da cadeira opcional de Escrita Hieroglífica na Faculdade,
com um assistente relativamente jovem (mas promissor...), aqui a desenhar,
como zeloso escriba, os seus «bonecos» hieroglíficos a giz.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
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