quarta-feira, 12 de março de 2014
História da Escrita
Está a decorrer na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
com um significativo número de participantes inscritos, um curso livre
de História da Escrita, às quartas-feiras, das 18 às 20 horas,
organizado pelo Centro de História da Faculdade.
Já ocorreram as sessões dedicadas à Escrita Cuneiforme (dia 5 de março)
e às Escritas da Mesoamérica (dia 12 de março), seguindo-se uma sessão
dedicada à Escrita Hieroglífica Egípcia no dia 19 de março.
A imagem mostra uma pequena inscrição feita com belos hieróglifos
gravada numa das paredes do templo funerário de Ramsés III,
em Medinet Habu, Lucsor Ocidental.
O signo da esquerda é um bolo estilizado e é, nesta circunstância,
o verbo «dar» - mas dá o quê?
domingo, 9 de março de 2014
Este ano, são descobertas atrás de descobertas!
Arqueólogos egípcios e europeus descobriram a estátua de uma das filhas do faraó Amenhotep III, com quase 3.500 anos, na cidade monumental de Lucsor.
Uma equipa que trabalhava em Lucsor descobriu a estátua da princesa Iset, com 170 centímetros de altura e 52 centímetros de diâmetro, durante a renovação do mausoléu de Amenhotep III, na margem ocidental da cidade, referiu o ministro das Antiguidades, Mohamed Ibrahim, num comunicado.
«A estátua faz parte de uma escultura de alabastro com 14 metros de altura que estava na entrada do santuário do templo», afirmou o chefe da equipa, Hourig Sourouzian, referindo que Iset surge colocada junto ao seu pai, uma disposição inédita, já que a princesa só tinha sido descoberta representada em conjunto com os pais e os irmãos.
A figura de Iset está afetada pela erosão, «especialmente a face», e não tem pés, segundo o ministério. Na estátua estão inscritos o nome de Iset, os seus títulos e a mensagem «o amor de seu pai».
Fonte:
terça-feira, 4 de março de 2014
Faltam cinco semanas
Eis o obelisco egípcio reerguido no século XIX na Place de la Concorde,
e que visitaremos durante a nossa estada em Paris no dia 20 de abril,
no decurso da nossa viagem com o tema «O Egito na Europa».
Faltam cerca de cinco semanas para a partida e as inscrições decorrem
ainda junto da Agência Pinto Lopes Viagens, podendo o Instituto Oriental
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa prestar todas
as informações de âmbito histórico e científico sobre o percurso.
Quem quer vir?
Tesouros recuperados
Um cidadão francês ofereceu um pedaço de um antigo sarcófago decorado que ele herdou de seu avô. O Ministro do Estado para Antiguidades, Mohamed Ibrahim, anunciou que a peça tem 19 centímetros de comprimento e que o Ministério de Antiguidades está trabalhando com a embaixada egípcia em Paris para trazer a peça de volta ainda essa semana.
O ministro acrescentou que o Egito também recuperou uma estátua de mármore de um leão que estava na Alemanha e uma coleção de vasos de vidro do período Ptolemaico que estava na França. De acordo com Ibrahim, esses objetos foram roubados de galerias na cidade de Qantarah Al-Sharqiyya, sendo resultado da falta de segurança que invadiu o país após a revolução de janeiro de 2011.
Fontes:
http://antigoegito.org/uma-antiga-peca-de-sarcofago-retorna-para-egito/
http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/94586/Heritage/Ancient-Egypt/An-ancient-Egyptian-piece-of-a-sarcophagus-return-.aspx
domingo, 23 de fevereiro de 2014
O Egito em Leiden
Eis a bela fachada do Museu de Antiguidades de Leiden (Rijksmuseum
van Oudheden), onde estaremos na manhã do dia 17 de abril, durante
a nossa visita a vários museus da Europa que exibem coleções egípcias.
Embora o Egito seja o principal motivo da viagem do Instituto Oriental,
grande parte do percurso será dedicado a visitar os mais significativos
locais das várias cidades por onde passaremos.
As inscrições estão a decorrer, podendo ser contactada para o efeito
a Agência Pinto Lopes Viagens, Rua Viriato, 1 A (Picoas), Lisboa.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
E mais um novo achado!
Um sarcófago contendo uma múmia que data de 1600 a.C foi encontrado na antiga cidade egípcia de Lucsor. Arqueólogos espanhóis descobriram a múmia dentro de um sarcófago de madeira adornado com raras pinturas. Com dois metros de comprimento e cinquenta centímetros de largura, o sarcófago está em ótimas condições e suas cores ainda estão brilhando, disse nessa quinta-feira o Ministro de Antiguidades do Egito.
O sarcófago foi descoberto em um local de enterro na margem ocidental de Lucsor, perto de uma tumba pertencente ao administrador do armazém da rainha Hatchepsut. De acordo com exames preliminares nas suas inscrições, seu proprietário era um estadista importante.
Fontes:
http://www.sbs.com.au/news/article/2014/02/14/mummy-found-egypt-sarcophagus
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
O Egito na Europa
Como já foi anunciado, a visita de estudo ao Egito prevista para a Páscoa
foi desmarcada e substituída por uma viagem pelas grandes capitais
europeias que têm museus com excelentes coleções egípcias.
Assim, depois de catorze anos de viagens ao Egito durante as férias
da Páscoa, organizadas pelo Instituto Oriental da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, optámos agora por um «Plano B» que nos levará
a Berlim, Leiden, Paris e Londres, numa viagem de onze dias.
Em breve será divulgado o plano detalhado desta bela viagem,
estando os aspetos científicos e culturais a cargo do Instituto Oriental
e de vários docentes da Faculdade de Letras de Lisboa,
e as questões logísticas a cargo da Agência Pinto Lopes Viagens.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
LE VOYAGE DE L’OBÉLISQUE : LOUXOR / PARIS (1829-1836)
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Adeus Hurghada!
Na postagem anterior faltou dizer que a imagem era da estância balnear
de Hurghada, tal como esta bela vista que aqui podemos apreciar,
e onde este ano infelizmente não poderemos ir.
Hurghada é uma forma ocidentalizada do verdadeiro nome do local,
que é Ghardaka, na costa amena e soalheira do mar Vermelho,
onde nos últimos três anos temos descansado depois das visitas
aos locais históricos, em banhos de cultura que também cansam.
Por isso nada melhor que os banhos restauradores em Hurghada,
antes do regresso a Lisboa - mas tão cedo parece que não se poderá
concretizar a fruição desse paraíso junto ao mar.
Adeus Hurghada!
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Já não vamos ao Egito
Foi tomada a decisão de não se realizar na Páscoa deste ano a tradicional
visita de estudo ao Egito, dado que ainda se mantém o clima de incerteza
e de grande insegurança no pesado ambiente político-social.
Assim sendo, é melhor adiar esta viagem para uma melhor oportunidade,
estando agora a ser equacionada outra hipótese para substituir a ida
ao país do Nilo - e esta seria a 15.ª visita de estudo! Paciência...
Em breve será dada notícia acerca de um Plano B que está a ser pensado.
Sim, também nós temos direito a um Plano B!
sábado, 18 de janeiro de 2014
Mais uma descoberta arqueológica em 2014!!!
Arqueólogos egípcios e norte-americanos descobriram a tumba de um faraó até então desconhecido pelos historiadores, revelou nesta quarta-feira o Ministério de Antiguidades do Egito.
A tumba faraónica data de aproximadamente 1650 antes de Cristo e foi descoberta perto da cidade de Sohag, no sul do país, disse Mohamed Ibrahim, o ministro de Antiguidades.
Historiadores egípcios e arqueólogos da Universidade da Pensilvânia decifraram os hieróglifos encontrados no local e identificaram o rei como Seneb Kay, pertencente à 16ª dinastia.
Durante o segundo período intermediário do Egito Antigo, no qual os estudiosos situaram a tumba e o faraó, o país estava dividido entre diversos governantes. Também se trata de um período sobre o qual as informações ainda são escassas.
"A descoberta se soma a nossa história faraónica e lança luz em uma era sobre a qual conhecemos pouco até agora", observou Ali al-Asfar, diretor de Antiguidades da região de Assuão.
Fonte:
http://www.ecofinancas.com/noticias/tumba-farao-desconhecido-descoberta-no-egito
sábado, 11 de janeiro de 2014
Novidades em 2014!
The tomb of the Egyptian pharaoh King Sobekhotep I, believed to be first king of the 13th Dynasty (1781BC-1650BC), has been discovered by a team from the University of Pennsylvania at Abydos in Middle Egypt, 500km south of Cairo.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
O filão Tut é de facto inesgotável
In NBC News (3.1.2014)
Etiquetas:
tut
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Natal copta
No dia 7 de janeiro foi celebrado o Natal copta, reunindo
os cristãos egípcios na festa do nascimento de Jesus Cristo.
Os coptas seguem o calendário juliano, que está desfasado
em relação ao nosso calendário gregoriano, embora ambos
tenham a mesma origem: o antigo calendário do Egito faraónico.
Entretanto as forças armadas egípcias, que no ano passado
tomaram o poder, destituindo o presidente Mohamed Morsi
e proibindo as atividades da Irmandade Muçulmana,
publicaram este festivo cartão natalício, procurando
a aliança entre o exército e os coptas.
Agradecemos ao Prof. Adel Sidarus, da Universidade de Évora,
o envio da imagem, retendo a sua ideia de que esta mensagem
pode estar relacionada com as próximas eleições presidenciais.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Sob o signo da cerveja
A cerveja, mais uma vez!...
E tudo isto porque foi descoberto há pouco tempo em Lucsor Ocidental
um túmulo de um produtor egípcio de cerveja, datado da XIX dinastia,
certamente do reinado de Ramsés II (século XIII a. C.).
A nossa cerveja de hoje é melhor que a egípcia dos tempos faraónicos,
pelo menos é mais fresquinha, e este feliz momento, captado nas
últimas férias de Verão, na Praia das Maçãs, pretende demonstrar
o prazer de uma boa cerveja - mas bebida com moderação.
Resta saber qual o nome em escrita hieroglífica que está gravado
na camisa do sorridente bebedor...
domingo, 5 de janeiro de 2014
Túmulo de produtor de cerveja descoberto em Luxor
«Uma parede do túmulo mostra o chefe cervejeiro, também chefe das reservas reais, a fazer oferendas aos deuses»(France Presse, via Público de 4.1.2014, notícia aqui)
domingo, 29 de dezembro de 2013
Egipto tenta impedir que peças traficadas cheguem aos leilões
In Público Online 29/12/2013
Por Alexandra Prado Coelho
Etiquetas:
leilões
domingo, 15 de dezembro de 2013
Boas Festas!
Com este artístico postal natalício de temática piramidal
desejo aos escribas e aos muitos leitores deste faraónico blogue
Boas Festas e um Bom Ano Novo, que em antigo egípcio seria:
HEBU NEFERU UEPET RENPET NEFERT
Resta dizer que o autor desta festiva e artística montagem gráfica,
feita a partir do texto hieroglífico elaborado pelo escriba que assina
esta postagem, foi o egiptólogo Telo Ferreira Canhão.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Festa de Natal
Para os escribas e leitores deste faraónico blogue lembrei-me
de uma apropriada sugestão para a quadra natalícia, muito propícia
para lautas comezainas e excessos pantagruélicos.
Aqui se mostram as apetitosas vitualhas encontradas num túmulo
do Império Novo, que agora se encontram no Museu Egípcio de Turim,
fazendo certamente crescer água na boca aos visitantes.
Não faltam suculentos nacos de carne, costeletas magníficas,
pães e bolinhos, frutos secos (claro!) e outras iguarias...
Falta apenas o vinho licoroso adocicado com mel
e a quentinha e espessa cerveja egípcia... mas não se pode ter tudo!
Boa ceia de Natal!!!
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Um Amenemhat pouco conhecido...
Quem for ao Museu Britânico, em Londres, poderá encontrar esta esfinge de um peculiar tipo de rocha denominada "gneiss" (em inglês). Representa um rei pouco notável da XII dinastia: Amenemhat IV, penúltimo da sua linhagem, que terá reinado por volta de 1780-1770 a.C.
Maekheruré Amenemhat - para tratá-lo pelo prenome e nome - não se destaca no compêndio da XII dinastia. As suas ligações familiares ainda são motivo de debate: em tempos achou-se que seria um príncipe menor, casado com a princesa Neferusobek, talvez herdeira de Amenemhat III, assumindo o trono através dela. Hoje tem-se mais ideia de que seria filho de Amenemhat III, sucedendo-lhe como único varão sobrevivente, após uma curta regência conjunta, atestada por inscrições em rochas na Núbia. A brevidade do seu reinado talvez se deva à idade avançada do próprio monarca aquando da morte do pai. O Papiro Real de Turim confere-lhe 9 anos, 3 meses e 27 dias de reinado.
No essencial é uma época tranquila e isenta de ameaças externas: o rei limita-se a finalizar as obras iniciadas pelo pai nos templos em Medinet Maadi e possivelmente a ele se deve a construção de um templo em Kasr-el Sagha, no nordeste do Faium. Conhecem-se referências de quatro expedições ao Sinai em busca de turquesas e uma ao Uadi el-Hudi, na procura de ametistas.
Contudo o poder real começa seriamente a declinar nesta época. Registos contemporâneos dão conta de secas sucessivas que terão levado ao fracasso das colheitas, fragilizando a base de uma economia agrícola e com ela os rendimentos da monarquia faraónica. É possível que, no fim do Império Médio, os recursos tenham sido explorados ao ponto do esgotamento, tornando-se insuficientes para uma população crescente, ainda mais com o início de um fluxo de imigrantes de origem asiática.
Acrescentem-se problemas de ordem dinástica: possivelmente o longo reinado de Amenemhat III privou a monarquia de herdeiros capazes, razão que dita a ascensão de uma mulher ao trono, Neferusobek, talvez meia-irmã e esposa de Amenemhat IV e sua imediata sucessora, derradeira representante de uma dinastia moribunda e em processo de extinção.
Desconhece-se com exatidão o local de enterro de Amenemhat IV: uma pequena pirâmide em Mazghuna, a sul de Dahchur terá sido feita para ele, supostamente como morada final para a eternidade.
Desconhece-se com exatidão o local de enterro de Amenemhat IV: uma pequena pirâmide em Mazghuna, a sul de Dahchur terá sido feita para ele, supostamente como morada final para a eternidade.
Subscrever:
Mensagens (Atom)














-BritishMuseum-August19-08.jpg)