sexta-feira, 28 de março de 2014
Escrita hieroglífica
Aproveitando o balanço do interessante curso de História da Escrita,
que continua a decorrer na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
todas as quartas-feiras, das 18 às 20 horas, no Anfiteatro III,
aqui se lança um pequeno desafio para os escribas de serviço.
Qual o nome do faraó que se encontra na inscrição hieroglífica?
E, já agora, o que diz o fragmentado texto em redor do nome real?
terça-feira, 25 de março de 2014
Talvez para o ano...
Com a instabilidade política e social que o Egito agora atravessa
e com a «crise» que nos aflige foram desmarcadas as visitas de estudo
ao Egito (cujo percurso seria o do ano passado) e às cidades da Europa
com coleções egípcias, inseridas no projeto «O Egito na Europa».
Agora resta a esperança que a situação no Egito melhore e acalme
para que no próximo ano possamos retomar as viagens ao país do Nilo
que o Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
inaugurou há catorze anos e que esta «crise» interrompeu.
Se na Páscoa de 2015 voltarmos a organizar uma visita de estudo
a um Egito mais tranquilo e estável, então poderemos tirar fotografias
como a que aqui se publica, tirada no interior do autocarro que nos levou
de Lucsor até Abido, pela longa estrada do deserto ocidental.
sexta-feira, 21 de março de 2014
História da Escrita
Continua a decorrer, com uma significativa assistência de interessados,
o primeiro curso de História da Escrita promovido pelo Centro de História
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Na passada quarta-feira, dia 19, o tema foi a escrita hieroglífica egípcia,
depois de nas semanas anteriores terem sido recordadas outras escritas,
a escrita cuneiforme (dia 5 de março) e as escritas da América Central,
desde os Maias aos Astecas (dia 12 de março).
Na próxima quarta-feira, dia 26 de março, será a vez das escritas
da Síria-Palestina, desde a inovadora escrita linear fenícia, às escritas
hebraica e aramaica, e ainda a escrita alfabética cuneiforme de Ugarit.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Já não há O Egito na Europa
A visita de estudo, prevista para a Páscoa, que estava a ser organizada
pelo Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
sob o tema «O Egito na Europa», já não se realiza.
É mais um sintoma da crise que nos aflige, e que se patenteou no número
de pessoas inscritas para a viagem, menos de 20, que era o número mínimo
para que esta inédita visita de estudo se pudesse concretizar.
Assim, deixaremos de visitar Berlim, Leiden, Paris e Londres (cuja fachada
neoclássica do British Museum se vê na imagem acima), e as excelentes
coleções de antiguidades egípcias que naquelas cidades poderíamos ver.
Resta-nos esperar que a situação político-social no Egito se esclareça,
para que no próximo ano possamos retomar as nossas visitas de estudo
ao país do Nilo, prosseguindo uma tradição iniciada há catorze anos,
quarta-feira, 12 de março de 2014
História da Escrita
Está a decorrer na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
com um significativo número de participantes inscritos, um curso livre
de História da Escrita, às quartas-feiras, das 18 às 20 horas,
organizado pelo Centro de História da Faculdade.
Já ocorreram as sessões dedicadas à Escrita Cuneiforme (dia 5 de março)
e às Escritas da Mesoamérica (dia 12 de março), seguindo-se uma sessão
dedicada à Escrita Hieroglífica Egípcia no dia 19 de março.
A imagem mostra uma pequena inscrição feita com belos hieróglifos
gravada numa das paredes do templo funerário de Ramsés III,
em Medinet Habu, Lucsor Ocidental.
O signo da esquerda é um bolo estilizado e é, nesta circunstância,
o verbo «dar» - mas dá o quê?
domingo, 9 de março de 2014
Este ano, são descobertas atrás de descobertas!
Arqueólogos egípcios e europeus descobriram a estátua de uma das filhas do faraó Amenhotep III, com quase 3.500 anos, na cidade monumental de Lucsor.
Uma equipa que trabalhava em Lucsor descobriu a estátua da princesa Iset, com 170 centímetros de altura e 52 centímetros de diâmetro, durante a renovação do mausoléu de Amenhotep III, na margem ocidental da cidade, referiu o ministro das Antiguidades, Mohamed Ibrahim, num comunicado.
«A estátua faz parte de uma escultura de alabastro com 14 metros de altura que estava na entrada do santuário do templo», afirmou o chefe da equipa, Hourig Sourouzian, referindo que Iset surge colocada junto ao seu pai, uma disposição inédita, já que a princesa só tinha sido descoberta representada em conjunto com os pais e os irmãos.
A figura de Iset está afetada pela erosão, «especialmente a face», e não tem pés, segundo o ministério. Na estátua estão inscritos o nome de Iset, os seus títulos e a mensagem «o amor de seu pai».
Fonte:
terça-feira, 4 de março de 2014
Faltam cinco semanas
Eis o obelisco egípcio reerguido no século XIX na Place de la Concorde,
e que visitaremos durante a nossa estada em Paris no dia 20 de abril,
no decurso da nossa viagem com o tema «O Egito na Europa».
Faltam cerca de cinco semanas para a partida e as inscrições decorrem
ainda junto da Agência Pinto Lopes Viagens, podendo o Instituto Oriental
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa prestar todas
as informações de âmbito histórico e científico sobre o percurso.
Quem quer vir?
Tesouros recuperados
Um cidadão francês ofereceu um pedaço de um antigo sarcófago decorado que ele herdou de seu avô. O Ministro do Estado para Antiguidades, Mohamed Ibrahim, anunciou que a peça tem 19 centímetros de comprimento e que o Ministério de Antiguidades está trabalhando com a embaixada egípcia em Paris para trazer a peça de volta ainda essa semana.
O ministro acrescentou que o Egito também recuperou uma estátua de mármore de um leão que estava na Alemanha e uma coleção de vasos de vidro do período Ptolemaico que estava na França. De acordo com Ibrahim, esses objetos foram roubados de galerias na cidade de Qantarah Al-Sharqiyya, sendo resultado da falta de segurança que invadiu o país após a revolução de janeiro de 2011.
Fontes:
http://antigoegito.org/uma-antiga-peca-de-sarcofago-retorna-para-egito/
http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/94586/Heritage/Ancient-Egypt/An-ancient-Egyptian-piece-of-a-sarcophagus-return-.aspx
domingo, 23 de fevereiro de 2014
O Egito em Leiden
Eis a bela fachada do Museu de Antiguidades de Leiden (Rijksmuseum
van Oudheden), onde estaremos na manhã do dia 17 de abril, durante
a nossa visita a vários museus da Europa que exibem coleções egípcias.
Embora o Egito seja o principal motivo da viagem do Instituto Oriental,
grande parte do percurso será dedicado a visitar os mais significativos
locais das várias cidades por onde passaremos.
As inscrições estão a decorrer, podendo ser contactada para o efeito
a Agência Pinto Lopes Viagens, Rua Viriato, 1 A (Picoas), Lisboa.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
E mais um novo achado!
Um sarcófago contendo uma múmia que data de 1600 a.C foi encontrado na antiga cidade egípcia de Lucsor. Arqueólogos espanhóis descobriram a múmia dentro de um sarcófago de madeira adornado com raras pinturas. Com dois metros de comprimento e cinquenta centímetros de largura, o sarcófago está em ótimas condições e suas cores ainda estão brilhando, disse nessa quinta-feira o Ministro de Antiguidades do Egito.
O sarcófago foi descoberto em um local de enterro na margem ocidental de Lucsor, perto de uma tumba pertencente ao administrador do armazém da rainha Hatchepsut. De acordo com exames preliminares nas suas inscrições, seu proprietário era um estadista importante.
Fontes:
http://www.sbs.com.au/news/article/2014/02/14/mummy-found-egypt-sarcophagus
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
O Egito na Europa
Como já foi anunciado, a visita de estudo ao Egito prevista para a Páscoa
foi desmarcada e substituída por uma viagem pelas grandes capitais
europeias que têm museus com excelentes coleções egípcias.
Assim, depois de catorze anos de viagens ao Egito durante as férias
da Páscoa, organizadas pelo Instituto Oriental da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, optámos agora por um «Plano B» que nos levará
a Berlim, Leiden, Paris e Londres, numa viagem de onze dias.
Em breve será divulgado o plano detalhado desta bela viagem,
estando os aspetos científicos e culturais a cargo do Instituto Oriental
e de vários docentes da Faculdade de Letras de Lisboa,
e as questões logísticas a cargo da Agência Pinto Lopes Viagens.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
LE VOYAGE DE L’OBÉLISQUE : LOUXOR / PARIS (1829-1836)
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Adeus Hurghada!
Na postagem anterior faltou dizer que a imagem era da estância balnear
de Hurghada, tal como esta bela vista que aqui podemos apreciar,
e onde este ano infelizmente não poderemos ir.
Hurghada é uma forma ocidentalizada do verdadeiro nome do local,
que é Ghardaka, na costa amena e soalheira do mar Vermelho,
onde nos últimos três anos temos descansado depois das visitas
aos locais históricos, em banhos de cultura que também cansam.
Por isso nada melhor que os banhos restauradores em Hurghada,
antes do regresso a Lisboa - mas tão cedo parece que não se poderá
concretizar a fruição desse paraíso junto ao mar.
Adeus Hurghada!
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Já não vamos ao Egito
Foi tomada a decisão de não se realizar na Páscoa deste ano a tradicional
visita de estudo ao Egito, dado que ainda se mantém o clima de incerteza
e de grande insegurança no pesado ambiente político-social.
Assim sendo, é melhor adiar esta viagem para uma melhor oportunidade,
estando agora a ser equacionada outra hipótese para substituir a ida
ao país do Nilo - e esta seria a 15.ª visita de estudo! Paciência...
Em breve será dada notícia acerca de um Plano B que está a ser pensado.
Sim, também nós temos direito a um Plano B!
sábado, 18 de janeiro de 2014
Mais uma descoberta arqueológica em 2014!!!
Arqueólogos egípcios e norte-americanos descobriram a tumba de um faraó até então desconhecido pelos historiadores, revelou nesta quarta-feira o Ministério de Antiguidades do Egito.
A tumba faraónica data de aproximadamente 1650 antes de Cristo e foi descoberta perto da cidade de Sohag, no sul do país, disse Mohamed Ibrahim, o ministro de Antiguidades.
Historiadores egípcios e arqueólogos da Universidade da Pensilvânia decifraram os hieróglifos encontrados no local e identificaram o rei como Seneb Kay, pertencente à 16ª dinastia.
Durante o segundo período intermediário do Egito Antigo, no qual os estudiosos situaram a tumba e o faraó, o país estava dividido entre diversos governantes. Também se trata de um período sobre o qual as informações ainda são escassas.
"A descoberta se soma a nossa história faraónica e lança luz em uma era sobre a qual conhecemos pouco até agora", observou Ali al-Asfar, diretor de Antiguidades da região de Assuão.
Fonte:
http://www.ecofinancas.com/noticias/tumba-farao-desconhecido-descoberta-no-egito
sábado, 11 de janeiro de 2014
Novidades em 2014!
The tomb of the Egyptian pharaoh King Sobekhotep I, believed to be first king of the 13th Dynasty (1781BC-1650BC), has been discovered by a team from the University of Pennsylvania at Abydos in Middle Egypt, 500km south of Cairo.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
O filão Tut é de facto inesgotável
In NBC News (3.1.2014)
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tut
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Natal copta
No dia 7 de janeiro foi celebrado o Natal copta, reunindo
os cristãos egípcios na festa do nascimento de Jesus Cristo.
Os coptas seguem o calendário juliano, que está desfasado
em relação ao nosso calendário gregoriano, embora ambos
tenham a mesma origem: o antigo calendário do Egito faraónico.
Entretanto as forças armadas egípcias, que no ano passado
tomaram o poder, destituindo o presidente Mohamed Morsi
e proibindo as atividades da Irmandade Muçulmana,
publicaram este festivo cartão natalício, procurando
a aliança entre o exército e os coptas.
Agradecemos ao Prof. Adel Sidarus, da Universidade de Évora,
o envio da imagem, retendo a sua ideia de que esta mensagem
pode estar relacionada com as próximas eleições presidenciais.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Sob o signo da cerveja
A cerveja, mais uma vez!...
E tudo isto porque foi descoberto há pouco tempo em Lucsor Ocidental
um túmulo de um produtor egípcio de cerveja, datado da XIX dinastia,
certamente do reinado de Ramsés II (século XIII a. C.).
A nossa cerveja de hoje é melhor que a egípcia dos tempos faraónicos,
pelo menos é mais fresquinha, e este feliz momento, captado nas
últimas férias de Verão, na Praia das Maçãs, pretende demonstrar
o prazer de uma boa cerveja - mas bebida com moderação.
Resta saber qual o nome em escrita hieroglífica que está gravado
na camisa do sorridente bebedor...
domingo, 5 de janeiro de 2014
Túmulo de produtor de cerveja descoberto em Luxor
«Uma parede do túmulo mostra o chefe cervejeiro, também chefe das reservas reais, a fazer oferendas aos deuses»(France Presse, via Público de 4.1.2014, notícia aqui)
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