terça-feira, 15 de abril de 2014
V Congresso Ibérico de Egiptologia
Está já em marcha a preparação do V Congresso Ibérico de Egiptologia
que se realizará de 9 a 12 de março de 2015, na cidade de Cuenca,
em Espanha, sob os auspícios da Universidade de Castilha la Mancha.
Estão já constituídas a comissão de honra, a comissão científica
e a comissão organizadora, presidida pelo Prof. Antonio Pérez Largacha,
esperando-se que possa ser reeditado o sucesso do IV Congresso
Ibérico de Egiptologia realizado em Lisboa em setembro de 2010.
Esperemos que a presença de egiptólogos portugueses e estudantes
da área possa ser significativa em Cuenca, cuja imponente catedral
aqui se mostra, sendo um dos muitos monumentos de uma cidade
que a Unesco classificou como Património Cultural da Humanidade.
domingo, 30 de março de 2014
Sim, talvez para o ano...
Talvez no próximo ano, se voltarmos a organizar uma visita de estudo
ao Egito, possamos ver de novo um magnífico pôr do Sol em Lucsor,
na esplanada do requintado Hotel St. George, junto do rio Nilo.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Escrita hieroglífica
Aproveitando o balanço do interessante curso de História da Escrita,
que continua a decorrer na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
todas as quartas-feiras, das 18 às 20 horas, no Anfiteatro III,
aqui se lança um pequeno desafio para os escribas de serviço.
Qual o nome do faraó que se encontra na inscrição hieroglífica?
E, já agora, o que diz o fragmentado texto em redor do nome real?
terça-feira, 25 de março de 2014
Talvez para o ano...
Com a instabilidade política e social que o Egito agora atravessa
e com a «crise» que nos aflige foram desmarcadas as visitas de estudo
ao Egito (cujo percurso seria o do ano passado) e às cidades da Europa
com coleções egípcias, inseridas no projeto «O Egito na Europa».
Agora resta a esperança que a situação no Egito melhore e acalme
para que no próximo ano possamos retomar as viagens ao país do Nilo
que o Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
inaugurou há catorze anos e que esta «crise» interrompeu.
Se na Páscoa de 2015 voltarmos a organizar uma visita de estudo
a um Egito mais tranquilo e estável, então poderemos tirar fotografias
como a que aqui se publica, tirada no interior do autocarro que nos levou
de Lucsor até Abido, pela longa estrada do deserto ocidental.
sexta-feira, 21 de março de 2014
História da Escrita
Continua a decorrer, com uma significativa assistência de interessados,
o primeiro curso de História da Escrita promovido pelo Centro de História
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Na passada quarta-feira, dia 19, o tema foi a escrita hieroglífica egípcia,
depois de nas semanas anteriores terem sido recordadas outras escritas,
a escrita cuneiforme (dia 5 de março) e as escritas da América Central,
desde os Maias aos Astecas (dia 12 de março).
Na próxima quarta-feira, dia 26 de março, será a vez das escritas
da Síria-Palestina, desde a inovadora escrita linear fenícia, às escritas
hebraica e aramaica, e ainda a escrita alfabética cuneiforme de Ugarit.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Já não há O Egito na Europa
A visita de estudo, prevista para a Páscoa, que estava a ser organizada
pelo Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
sob o tema «O Egito na Europa», já não se realiza.
É mais um sintoma da crise que nos aflige, e que se patenteou no número
de pessoas inscritas para a viagem, menos de 20, que era o número mínimo
para que esta inédita visita de estudo se pudesse concretizar.
Assim, deixaremos de visitar Berlim, Leiden, Paris e Londres (cuja fachada
neoclássica do British Museum se vê na imagem acima), e as excelentes
coleções de antiguidades egípcias que naquelas cidades poderíamos ver.
Resta-nos esperar que a situação político-social no Egito se esclareça,
para que no próximo ano possamos retomar as nossas visitas de estudo
ao país do Nilo, prosseguindo uma tradição iniciada há catorze anos,
quarta-feira, 12 de março de 2014
História da Escrita
Está a decorrer na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
com um significativo número de participantes inscritos, um curso livre
de História da Escrita, às quartas-feiras, das 18 às 20 horas,
organizado pelo Centro de História da Faculdade.
Já ocorreram as sessões dedicadas à Escrita Cuneiforme (dia 5 de março)
e às Escritas da Mesoamérica (dia 12 de março), seguindo-se uma sessão
dedicada à Escrita Hieroglífica Egípcia no dia 19 de março.
A imagem mostra uma pequena inscrição feita com belos hieróglifos
gravada numa das paredes do templo funerário de Ramsés III,
em Medinet Habu, Lucsor Ocidental.
O signo da esquerda é um bolo estilizado e é, nesta circunstância,
o verbo «dar» - mas dá o quê?
domingo, 9 de março de 2014
Este ano, são descobertas atrás de descobertas!
Arqueólogos egípcios e europeus descobriram a estátua de uma das filhas do faraó Amenhotep III, com quase 3.500 anos, na cidade monumental de Lucsor.
Uma equipa que trabalhava em Lucsor descobriu a estátua da princesa Iset, com 170 centímetros de altura e 52 centímetros de diâmetro, durante a renovação do mausoléu de Amenhotep III, na margem ocidental da cidade, referiu o ministro das Antiguidades, Mohamed Ibrahim, num comunicado.
«A estátua faz parte de uma escultura de alabastro com 14 metros de altura que estava na entrada do santuário do templo», afirmou o chefe da equipa, Hourig Sourouzian, referindo que Iset surge colocada junto ao seu pai, uma disposição inédita, já que a princesa só tinha sido descoberta representada em conjunto com os pais e os irmãos.
A figura de Iset está afetada pela erosão, «especialmente a face», e não tem pés, segundo o ministério. Na estátua estão inscritos o nome de Iset, os seus títulos e a mensagem «o amor de seu pai».
Fonte:
terça-feira, 4 de março de 2014
Faltam cinco semanas
Eis o obelisco egípcio reerguido no século XIX na Place de la Concorde,
e que visitaremos durante a nossa estada em Paris no dia 20 de abril,
no decurso da nossa viagem com o tema «O Egito na Europa».
Faltam cerca de cinco semanas para a partida e as inscrições decorrem
ainda junto da Agência Pinto Lopes Viagens, podendo o Instituto Oriental
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa prestar todas
as informações de âmbito histórico e científico sobre o percurso.
Quem quer vir?
Tesouros recuperados
Um cidadão francês ofereceu um pedaço de um antigo sarcófago decorado que ele herdou de seu avô. O Ministro do Estado para Antiguidades, Mohamed Ibrahim, anunciou que a peça tem 19 centímetros de comprimento e que o Ministério de Antiguidades está trabalhando com a embaixada egípcia em Paris para trazer a peça de volta ainda essa semana.
O ministro acrescentou que o Egito também recuperou uma estátua de mármore de um leão que estava na Alemanha e uma coleção de vasos de vidro do período Ptolemaico que estava na França. De acordo com Ibrahim, esses objetos foram roubados de galerias na cidade de Qantarah Al-Sharqiyya, sendo resultado da falta de segurança que invadiu o país após a revolução de janeiro de 2011.
Fontes:
http://antigoegito.org/uma-antiga-peca-de-sarcofago-retorna-para-egito/
http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/94586/Heritage/Ancient-Egypt/An-ancient-Egyptian-piece-of-a-sarcophagus-return-.aspx
domingo, 23 de fevereiro de 2014
O Egito em Leiden
Eis a bela fachada do Museu de Antiguidades de Leiden (Rijksmuseum
van Oudheden), onde estaremos na manhã do dia 17 de abril, durante
a nossa visita a vários museus da Europa que exibem coleções egípcias.
Embora o Egito seja o principal motivo da viagem do Instituto Oriental,
grande parte do percurso será dedicado a visitar os mais significativos
locais das várias cidades por onde passaremos.
As inscrições estão a decorrer, podendo ser contactada para o efeito
a Agência Pinto Lopes Viagens, Rua Viriato, 1 A (Picoas), Lisboa.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
E mais um novo achado!
Um sarcófago contendo uma múmia que data de 1600 a.C foi encontrado na antiga cidade egípcia de Lucsor. Arqueólogos espanhóis descobriram a múmia dentro de um sarcófago de madeira adornado com raras pinturas. Com dois metros de comprimento e cinquenta centímetros de largura, o sarcófago está em ótimas condições e suas cores ainda estão brilhando, disse nessa quinta-feira o Ministro de Antiguidades do Egito.
O sarcófago foi descoberto em um local de enterro na margem ocidental de Lucsor, perto de uma tumba pertencente ao administrador do armazém da rainha Hatchepsut. De acordo com exames preliminares nas suas inscrições, seu proprietário era um estadista importante.
Fontes:
http://www.sbs.com.au/news/article/2014/02/14/mummy-found-egypt-sarcophagus
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
O Egito na Europa
Como já foi anunciado, a visita de estudo ao Egito prevista para a Páscoa
foi desmarcada e substituída por uma viagem pelas grandes capitais
europeias que têm museus com excelentes coleções egípcias.
Assim, depois de catorze anos de viagens ao Egito durante as férias
da Páscoa, organizadas pelo Instituto Oriental da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, optámos agora por um «Plano B» que nos levará
a Berlim, Leiden, Paris e Londres, numa viagem de onze dias.
Em breve será divulgado o plano detalhado desta bela viagem,
estando os aspetos científicos e culturais a cargo do Instituto Oriental
e de vários docentes da Faculdade de Letras de Lisboa,
e as questões logísticas a cargo da Agência Pinto Lopes Viagens.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
LE VOYAGE DE L’OBÉLISQUE : LOUXOR / PARIS (1829-1836)
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Adeus Hurghada!
Na postagem anterior faltou dizer que a imagem era da estância balnear
de Hurghada, tal como esta bela vista que aqui podemos apreciar,
e onde este ano infelizmente não poderemos ir.
Hurghada é uma forma ocidentalizada do verdadeiro nome do local,
que é Ghardaka, na costa amena e soalheira do mar Vermelho,
onde nos últimos três anos temos descansado depois das visitas
aos locais históricos, em banhos de cultura que também cansam.
Por isso nada melhor que os banhos restauradores em Hurghada,
antes do regresso a Lisboa - mas tão cedo parece que não se poderá
concretizar a fruição desse paraíso junto ao mar.
Adeus Hurghada!
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Já não vamos ao Egito
Foi tomada a decisão de não se realizar na Páscoa deste ano a tradicional
visita de estudo ao Egito, dado que ainda se mantém o clima de incerteza
e de grande insegurança no pesado ambiente político-social.
Assim sendo, é melhor adiar esta viagem para uma melhor oportunidade,
estando agora a ser equacionada outra hipótese para substituir a ida
ao país do Nilo - e esta seria a 15.ª visita de estudo! Paciência...
Em breve será dada notícia acerca de um Plano B que está a ser pensado.
Sim, também nós temos direito a um Plano B!
sábado, 18 de janeiro de 2014
Mais uma descoberta arqueológica em 2014!!!
Arqueólogos egípcios e norte-americanos descobriram a tumba de um faraó até então desconhecido pelos historiadores, revelou nesta quarta-feira o Ministério de Antiguidades do Egito.
A tumba faraónica data de aproximadamente 1650 antes de Cristo e foi descoberta perto da cidade de Sohag, no sul do país, disse Mohamed Ibrahim, o ministro de Antiguidades.
Historiadores egípcios e arqueólogos da Universidade da Pensilvânia decifraram os hieróglifos encontrados no local e identificaram o rei como Seneb Kay, pertencente à 16ª dinastia.
Durante o segundo período intermediário do Egito Antigo, no qual os estudiosos situaram a tumba e o faraó, o país estava dividido entre diversos governantes. Também se trata de um período sobre o qual as informações ainda são escassas.
"A descoberta se soma a nossa história faraónica e lança luz em uma era sobre a qual conhecemos pouco até agora", observou Ali al-Asfar, diretor de Antiguidades da região de Assuão.
Fonte:
http://www.ecofinancas.com/noticias/tumba-farao-desconhecido-descoberta-no-egito
sábado, 11 de janeiro de 2014
Novidades em 2014!
The tomb of the Egyptian pharaoh King Sobekhotep I, believed to be first king of the 13th Dynasty (1781BC-1650BC), has been discovered by a team from the University of Pennsylvania at Abydos in Middle Egypt, 500km south of Cairo.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
O filão Tut é de facto inesgotável
In NBC News (3.1.2014)
Etiquetas:
tut
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Natal copta
No dia 7 de janeiro foi celebrado o Natal copta, reunindo
os cristãos egípcios na festa do nascimento de Jesus Cristo.
Os coptas seguem o calendário juliano, que está desfasado
em relação ao nosso calendário gregoriano, embora ambos
tenham a mesma origem: o antigo calendário do Egito faraónico.
Entretanto as forças armadas egípcias, que no ano passado
tomaram o poder, destituindo o presidente Mohamed Morsi
e proibindo as atividades da Irmandade Muçulmana,
publicaram este festivo cartão natalício, procurando
a aliança entre o exército e os coptas.
Agradecemos ao Prof. Adel Sidarus, da Universidade de Évora,
o envio da imagem, retendo a sua ideia de que esta mensagem
pode estar relacionada com as próximas eleições presidenciais.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Sob o signo da cerveja
A cerveja, mais uma vez!...
E tudo isto porque foi descoberto há pouco tempo em Lucsor Ocidental
um túmulo de um produtor egípcio de cerveja, datado da XIX dinastia,
certamente do reinado de Ramsés II (século XIII a. C.).
A nossa cerveja de hoje é melhor que a egípcia dos tempos faraónicos,
pelo menos é mais fresquinha, e este feliz momento, captado nas
últimas férias de Verão, na Praia das Maçãs, pretende demonstrar
o prazer de uma boa cerveja - mas bebida com moderação.
Resta saber qual o nome em escrita hieroglífica que está gravado
na camisa do sorridente bebedor...
domingo, 5 de janeiro de 2014
Túmulo de produtor de cerveja descoberto em Luxor
«Uma parede do túmulo mostra o chefe cervejeiro, também chefe das reservas reais, a fazer oferendas aos deuses»(France Presse, via Público de 4.1.2014, notícia aqui)
domingo, 29 de dezembro de 2013
Egipto tenta impedir que peças traficadas cheguem aos leilões
In Público Online 29/12/2013
Por Alexandra Prado Coelho
Etiquetas:
leilões
domingo, 15 de dezembro de 2013
Boas Festas!
Com este artístico postal natalício de temática piramidal
desejo aos escribas e aos muitos leitores deste faraónico blogue
Boas Festas e um Bom Ano Novo, que em antigo egípcio seria:
HEBU NEFERU UEPET RENPET NEFERT
Resta dizer que o autor desta festiva e artística montagem gráfica,
feita a partir do texto hieroglífico elaborado pelo escriba que assina
esta postagem, foi o egiptólogo Telo Ferreira Canhão.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Festa de Natal
Para os escribas e leitores deste faraónico blogue lembrei-me
de uma apropriada sugestão para a quadra natalícia, muito propícia
para lautas comezainas e excessos pantagruélicos.
Aqui se mostram as apetitosas vitualhas encontradas num túmulo
do Império Novo, que agora se encontram no Museu Egípcio de Turim,
fazendo certamente crescer água na boca aos visitantes.
Não faltam suculentos nacos de carne, costeletas magníficas,
pães e bolinhos, frutos secos (claro!) e outras iguarias...
Falta apenas o vinho licoroso adocicado com mel
e a quentinha e espessa cerveja egípcia... mas não se pode ter tudo!
Boa ceia de Natal!!!
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Um Amenemhat pouco conhecido...
Quem for ao Museu Britânico, em Londres, poderá encontrar esta esfinge de um peculiar tipo de rocha denominada "gneiss" (em inglês). Representa um rei pouco notável da XII dinastia: Amenemhat IV, penúltimo da sua linhagem, que terá reinado por volta de 1780-1770 a.C.
Maekheruré Amenemhat - para tratá-lo pelo prenome e nome - não se destaca no compêndio da XII dinastia. As suas ligações familiares ainda são motivo de debate: em tempos achou-se que seria um príncipe menor, casado com a princesa Neferusobek, talvez herdeira de Amenemhat III, assumindo o trono através dela. Hoje tem-se mais ideia de que seria filho de Amenemhat III, sucedendo-lhe como único varão sobrevivente, após uma curta regência conjunta, atestada por inscrições em rochas na Núbia. A brevidade do seu reinado talvez se deva à idade avançada do próprio monarca aquando da morte do pai. O Papiro Real de Turim confere-lhe 9 anos, 3 meses e 27 dias de reinado.
No essencial é uma época tranquila e isenta de ameaças externas: o rei limita-se a finalizar as obras iniciadas pelo pai nos templos em Medinet Maadi e possivelmente a ele se deve a construção de um templo em Kasr-el Sagha, no nordeste do Faium. Conhecem-se referências de quatro expedições ao Sinai em busca de turquesas e uma ao Uadi el-Hudi, na procura de ametistas.
Contudo o poder real começa seriamente a declinar nesta época. Registos contemporâneos dão conta de secas sucessivas que terão levado ao fracasso das colheitas, fragilizando a base de uma economia agrícola e com ela os rendimentos da monarquia faraónica. É possível que, no fim do Império Médio, os recursos tenham sido explorados ao ponto do esgotamento, tornando-se insuficientes para uma população crescente, ainda mais com o início de um fluxo de imigrantes de origem asiática.
Acrescentem-se problemas de ordem dinástica: possivelmente o longo reinado de Amenemhat III privou a monarquia de herdeiros capazes, razão que dita a ascensão de uma mulher ao trono, Neferusobek, talvez meia-irmã e esposa de Amenemhat IV e sua imediata sucessora, derradeira representante de uma dinastia moribunda e em processo de extinção.
Desconhece-se com exatidão o local de enterro de Amenemhat IV: uma pequena pirâmide em Mazghuna, a sul de Dahchur terá sido feita para ele, supostamente como morada final para a eternidade.
Desconhece-se com exatidão o local de enterro de Amenemhat IV: uma pequena pirâmide em Mazghuna, a sul de Dahchur terá sido feita para ele, supostamente como morada final para a eternidade.
sábado, 30 de novembro de 2013
Horemheb e Hapi
Realiza-se no próximo dia 4 de dezembro, quarta-feira, pelas 18 horas,
mais uma sessão do VI curso livre de Egiptologia, no Anfiteatro III
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
A sessão é dedicada a um faraó pouco conhecido chamado Horemheb,
que reinou em finais da XVIII dinastia do Império Novo (c. 1320-1292 a. C.)
e que preparou o caminho para a XIX dinastia de Seti e de Ramsés II.
Na imagem surge Horemheb, quando ainda não era faraó, exibindo os seus
importantes títulos de «membro da elite (iri-pat), governador (hatiá),
escriba real verdadeiro (sech-nesu maé), seu amado (meri-ef; amado
do rei, que era Akhenaton ou Tutankhamon ou Kheperkheperuré Ai),
grande comandante do exército (imirá-mechá uer)».
Mas antes da entrada em cena de Horemheb será feito o lançamento
da nova revista Hapi, com uma intervenção do seu diretor, o egiptólogo
Telo Ferreira Canhão, vice-presidente da Associação Cultural
de Amizade Portugal-Egipto.
domingo, 24 de novembro de 2013
Quem é este feioso?!
Esta estátua representa uma divindade egípcia muito em voga no Império Novo. A sua popularidade é atestada até mesmo fora do Antigo Egito, já que a estátua que aqui admiramos foi descoberta nas ruínas da antiga cidade real de Amatus, na ilha de Chipre, em pleno Mar Mediterrâneo. Presentemente encontra-se no Museu Arqueológico de Istambul, na República da Turquia.
Protetor dos lares, tinha diversas funções, como afastar espíritos malignos, destruir todas as manifestações negativas que ameaçavam mulheres e crianças, auxiliar nos partos, portanto, atuando à semelhança dos espanta-espíritos que ainda hoje em muitos lares ocidentais, são colocados à entrada das casas, para reter todas as influências maléficas e proteger a família.
E assim sendo, eu lanço a pergunta: quem é este feioso?!
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Chegou a Hapi
Saiu uma nova revista de temática egiptológica, com o nome de Hapi,
editada pela Associação Cultural de Amizade Portugal-Egipto,
com direção de Telo Ferreira Canhão, vice-presidente da Associação.
O tema geral do volume, que tem 160 páginas, é «A vida no Antigo Egipto»
reunindo artigos referentes às sessões de um curso com idêntico título
realizadas nos meses de abril e maio de 2013 pelo Centro de História
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
O primeiro artigo é da autoria de Ahmed Zaki, médico de origem egípcia
que há muitos anos reside em Portugal, apresentando um tema bem atual:
«O Egito contemporâneo: tendências e raízes».
Os restantes artigos da revista têm por tema o Egito faraónico:
«Viver no campo», de Telo Ferreira Canhão
«Viver na cidade», de José das Candeias Sales
«Viver no templo», de Luís Manuel de Araújo
«Viver no exército», de José Varandas
Quanto ao preço deste primeiro número de Hapi, é de 10 euros
para estudantes e membros da Associação de Amizade Portugal-Egipto,
e de 15 euros para não sócios da Associação.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Regresso à Escola
Decorreu no dia 13 de novembro na Escola Secundária de Queluz
(Escola Secundária Padre Alberto Neto), uma conferência sobre
Escrita Hieroglífica Egípcia.
A assistência no amplo auditório da Escola era formada pelos alunos
do 7º ano, reunindo oito turmas e os seus respetivos professores,
com mais de duzentas pessoas (e todos desejavam ver o seu nome
em escrita hieroglífica, mas era impossível!).
E assim o antigo Egito com a sua escrita esteve presente entre a ruidosa
mas atenta e bem comportada assistência, e o conferencista
voltou à Escola onde deu aulas entre 1985 e 1987. Saudades...
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Adivinhem quem é a divindade representada!
Esta bonita estela funerária, de madeira pintada, data da XXII dinastia, c. de 1069-930 a.C. e está atualmente no Museu do Louvre, em Paris. Exibe a Dama Taperet - a elegante e bem vestida mulher à direita - que presta culto a uma divindade que está à esquerda. Em frente à respetiva dama, encontram-se oferendas e ela própria coloca-se em posição respeitosa de oração, sendo abençoada pelo deus através de raios de luz que milagrosamente se transformam em flores.
Para quem quiser adivinhar que divindade é esta, dou apenas uma pista: é uma divindade que resulta do sincretismo dos atributos de duas outras.
Boa sorte, caros colegas leitores e escribas!!!
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Há vinte anos...
Descobri no «baú» da minha «mastaba» uma imagem antiga que tem o mérito
de recordar os tempos distantes em que ainda se usava o giz e o apagador
nos quadros antigos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
que hoje já desapareceram, dando lugar aos quadros brancos com canetas!
A inédita foto é de 1993, tem por isso vinte anos, atestando deste modo
a antiguidade da cadeira opcional de Escrita Hieroglífica na Faculdade,
com um assistente relativamente jovem (mas promissor...), aqui a desenhar,
como zeloso escriba, os seus «bonecos» hieroglíficos a giz.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
O Egito em coreano
Aqui está a capa e a contracapa de um livro do famoso egiptólogo
Christian Jacq, traduzido em coreano, com o título Viagem no Egito,
e que teve a tradução de Kim Bong Uk a partir do original francês.
A edição comprova a grande difusão universal das obras de Christian Jacq
traduzidas em dezenas de línguas, entre as quais o português, cuja leitura
se recomenda - mas atenção, algumas têm tradução deficiente...
Mas quem quiser ler esta versão em coreano posso emprestar!
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Mais uma novidade egiptológica...
Uma equipe de arqueólogos checos descobriu na necrópole de Abusir, a
tumba de um médico real da V dinastia, informaram as autoridades
egípcias nesta terça-feira. A tumba pertence ao chefe dos médicos reais Chabskaf Ankh, que certamente gozou de uma posição privilegiada, informou
o Ministério de Estado de Antiguidades do Egito em comunicado.
Trata-se da terceira tumba de um médico encontrada na necrópole, destacou
o Ministro de Antiguidades Mohammed Ibrahim, que ressaltou que o mesmo
deve ter tido fortes laços com o faraó. No local, os arqueólogos acharam
uma porta com inscrições onde se menciona a profissão do médico e os
sobrenomes que recebeu como “sacerdote do deus Ré”, o que, segundo a
nota, revela a posição social e profissional de seu dono.
Fontes:
http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/84509/Heritage/Ancient-Egypt/Tomb-of-Head-of-Pharaohs-Physicians-of-fifth-dynas.aspx
http://noticias.terra.com.br/ciencia/arqueologos-tchecos-descobrem-tumba-de-mais-de-4-mil-anos-no-egito,061625eb1cbd1410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Não fora a crise e ...todos a Roma!
I secolo d.C., basalto, Musée du Louvre, Paris
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Solidariedade egípcia no Rotary
Ah, lembrei-me agora! No mês passado teve lugar num hotel de Lisboa
um jantar de confraternização rotária seguido por uma palestra dedicada
ao tema «Solidariedade e afetos no antigo Egito», onde se enfatizou
a prática da maet - palavra egípcia com o amplo significado de justiça,
verdade, equilíbrio, harmonia, solidariedade, respeito, tolerância...
A sessão foi organizada pelo Rotary Clube de Lisboa-Estrela, e o tema
estava bem de acordo com o espírito rotário, que privilegia comportamentos
relacionados com o afeto, a solidariedade e a entreajuda, pautando-se pelo
espírito humanitário de ajudar e servir os outros - e assim, os velhos ideais
egípcios da maet podem ainda hoje ser praticados em prol da humanidade.
domingo, 13 de outubro de 2013
Curso em marcha
O VI curso livre de Egiptologia, levado a efeito pelo Centro de História
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que decorre às
quartas-feiras, das 18 às 20 horas, no Anfiteatro III da Faculdade,
está em marcha e decorre com normalidade e com o habitual interesse.
Na semana de 14 a 20 de outubro o curso terá uma breve interrupção,
mas depois prosseguirá no dia 23, com uma matéria variada e já anunciada
previamente, sendo algumas sessões dedicadas a três grandes faraós:
Tutmés III, Akhenaton e Horemheb, todos da XVIII dinastia.
O grande faraó Ramsés II, cujo sorridente, calmo e divino semblante se vê
na imagem, não merecerá neste curso uma sessão específica, mas ele será
sempre uma figura tutelar das iniciativas de cariz egiptológico organizadas
pelo Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Na casa do considerado «pai da egiptologia»
Musée Champollion.
O espólio.
Os testemunhos.
A memória.
E uma imensa Pedra de Roseta na Place des Écritures.
Recomenda-se a visita.
A cidade e Champollion merecem.
sábado, 5 de outubro de 2013
Vamos lá a animar!
Eis a singela representação hieroglífica do coito sobre uma cama,
gravada num túmulo rupestre de Beni Hassan, junto do rio Nilo,
datado do Império Médio (XI-XII dinastias).
A região de Beni Hassan, no Médio Egito, tem muitos túmulos rupestres
feitos para altos funcionários da administração provincial e central,
numa inovadora solução funerária que veio alterar a anterior prática
de construção de mastabas feitas de pedra e de tijolo típicas
do Império Antigo (IV-VI dinastias).
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
A dar uma de turistas...há nove anos!
Recordar é viver...
Pois bem me lembro da minha viagenzinha ao Egito, na Páscoa de 2004, no âmbito do Curso Livre de Egiptologia, patrocinado pela Associação dos Arqueólogos Portugueses e no qual tive o prazer de participar com muito gosto.
E eis que em frente ao Djeser-djeseru, o «Sublime dos Sublimes», o magnífico tempo mortuário da rainha-faraó Hatchepsut, na região de Deir-el-Bahari, na margem ocidental do rio Nilo, perto de Lucsor, me vejo nesta foto ao lado do nosso estimado professor Luís de Araújo.
Foi uma viagem estupenda, iniciada um tanto atrapalhadamente, sem direito no primeiro dia a um momento de descanso no Cairo, mas mágica e maravilhosa, com um bónus extra, não muito vulgar em viagens pelos pontos turísticos do Egito: uma visita à excelente cidade de Alexandria, a antiga capital dos Ptolemeus, e até - milagre dos milagres - uma entrada na nova Biblioteca Alexandrina (que estava encerrada nesse dia!), erguida em memória à sua antecessora, destruída há milénios.
Pena que não tenha nenhuma foto para partilhar convosco nessa ida à sucessora dessa afamada instituição cultural da Antiguidade, mas outras possuo que revejo com muita satisfação!
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Esperando os turistas...
Eis aqui dois simpáticos dromedários, festivamente ajaezados,
alimentando-se na hora do almoço no planalto de Guiza,
tendo como fundo os enormes blocos da Grande Pirâmide
que nos últimos catorze anos temos visitado pela Páscoa.
Quanto à viagem do próximo ano, ainda se mantém a dúvida, porque
a situação político-social do Egito não está de todo clarificada,
embora na verdade não tenham chegado notícias de violências
nas últimas semanas...
Entretanto, e até melhor hipótese, os dromedários continuarão
à espera dos turistas, junto dos monumentos faraónicos.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Curso de Egiptologia
Começou hoje na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
mais um curso livre de Egiptologia, o sexto desde que em 2008
o Centro de História iniciou este projeto.
A primeira sessão teve por tema «O clero do antigo Egito: ao
serviço dos deuses e da monarquia», prosseguindo o curso as suas
sessões às quartas-feiras, das 18 às 20 horas, até Dezembro.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















-BritishMuseum-August19-08.jpg)


















.jpg)
