sábado, 28 de novembro de 2015

Novidade do mundo da arqueologia egípcia!



Uma equipa de arqueólogos espanhóis encontrou um sarcófago de 3000 anos com a múmia do sacerdote Anj ef Jonsu no interior. O sarcófago, que foi descoberto numa campanha arqueológica na cidade egípcia de Luxor (antiga Tebas), está em óptimo estado de conservação.

“Trata-se de uma descoberta digna dos inícios da arqueologia”, disse à agência EFE Francisco Martín Valentín, o director da missão arqueológica que quer desvendar os mistérios das práticas funerárias no Antigo Egipto. Desde o século XIX, Tebas tem sido palco de inúmeras missões arqueológicas. É, por isso, raro encontrar-se um sarcófago contendo a respectiva múmia.

“São acontecimentos históricos muito relevantes”, declarou ainda o director, que chefiou a campanha arqueológica pedida pelo Instituto de Estudios del Antiguo Egipto, instituição que se dedica à investigação arqueológica e histórica da região.

A equipa de arqueólogos espanhóis vai agora estudar e restaurar o sarcófago, que deverá vir a ser exposto num museu. O sarcófago, que foi descoberto no passado dia 18, foi aberto na quinta-feira. O momento contou com a presença do ministro egípcio de Antiguidades, Mamduh al Damati, que salientou as “boas condições e o estado de conservação” do sarcófago. O presidente da Direcção Suprema de Antiguidades, Sultan Eid, também esteve presente e disse, em comunicado, que o sarcófago de madeira está decorado com hieróglifos e representa o sacerdote com uma barba entrançada, os braços cruzados sobre o peito e uma flor de papiro em cada mão.

O sacerdote Anj ef Jonsu era o escriba das oferendas do deus Ámon-Rá, a divindade egípcia do sol, no templo de Karnak. O sarcófago apresenta uma policromia intensa, com a representação de cenas do sacerdote a prestar culto a diferentes deuses como Osíris, Anúbis, Nefertum ou a deusa Hathor.


Fonte(s): http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/sarcofago-intacto-descoberto-por-arqueologos-espanhois-1715763

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O Egito de mota


Está agora a fazer um ano que um grupo de motociclistas de vários países
percorreu o Egito de mota, rodando pelas longas estradas do país do Nilo, 
com passagem pelos locais mais importantes, indo até ao mar Vermelho,
numa excitante experiência desportiva que se repetirá este ano de 2015.

O Cross Egypt Challenge de 2014 teve a presença do motard português
João Rebelo Martins, que durante a conferência de imprensa ocorrida
em março na Embaixada do Egito, em Lisboa, explicou e descreveu 
o percurso realizado no país dos faraós.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Novamente o Egito no El Corte Inglés



No dia 1 de outubro começou um novo curso sobre o antigo Egito,
que repete o anterior curso apresentado no El Corte Inglés em maio,
para poder responder às centenas de inscrições que então ocorreram.
O esquema do curso mantém-se organizado em seis sessões:

I. A geografia do antigo Egito: a terra e os homens
II. A história: ascensão, apogeu e queda
III: A religião: os deuses, os templos e o clero
IV. Uma arte para a eternidade
V. Literatura: as formas e os conteúdos
VI. Egiptologia e egiptomania

A matéria lecionada no curso está agora a ser convertida em texto
para ser publicada em livro pela Editora Arranha-céus, a pedido
de El Corte Inglés, prevendo-se que o volume possa sair em breve
com o lançamento antes do Natal - e será uma bela prenda natalícia.

VIII Curso de Egiptologia


Começou no dia 7 de outubro, na Faculdade de Letras de Lisboa,
o VIII curso de Egiptologia, continuando um projeto de divulgação
da antiga civilização egípcia iniciado em 2008 pelo Centro de História
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

As sessões decorrem às quartas-feiras, no Anfiteatro II da Faculdade,
das 18 às 20 horas, iniciando com o evocativo e apelativo tema
dos templos rupestres de Abu Simbel que a imagem acima mostra.
Eis o programa das sessões do curso:

A recuperação do património arqueológico egípcio: o caso de Abu Simbel 
(José das Candeias Sales)

Dos chauabtis aos uchebtis: as estatuetas funerárias egípcias 
(Luís Manuel de Araújo)

Construir um império: os carros de guerra egípcios 
(José Varandas)

A XX dinastia: começo auspicioso e ocaso dececionante 
(Luís Manuel de Araújo)

A instrução de Amenemhat ao seu filho Senuseret 
(Telo Ferreira Canhão)

A recuperação do património arqueológico egípcio: o caso de Filae 
(José das Candeias Sales)

O projecto Bab el-Gassus: 
Investigação recente de um importante espólio arqueológico
(Rogério Sousa)

A XXI dinastia; a reconstituição possível das Duas Terras 
(Luís Manuel de Araújo)

Os transportes no antigo Egipto 
(Telo Ferreira Canhão)

A decoração do pronaos do túmulo de Petosíris, em Tuna el-Guebel 
(José das Candeias Sales)

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Digam quem são!



De um faraó para uma divindade: identifiquem-nos! É o desafio que coloco aos meus colegas escribas e leitores deste simpático blogue! Um cone de perfume para a vencedora, uma mosca de ouro para o vencedor! Boa sorte!

Regresso de Sekhemka?


"O Ministério de Antiguidades do Egito iniciou uma campanha internacional para tentar comprar a estátua de 4.500 anos do escriba Sekhemka, vendida pelo Museu Britânico de Northampton para um comprador anónimo.
Em conferência de imprensa realizada hoje, o Ministro Mamdouh Eldamaty, anunciou que interrompeu toda colaboração e relação com o museu, por haver vendido no ano passado, a estátua para arrecadar fundos.
Logo após a venda, uma moratória foi imposta ao direito de importá-la. A medida expirava em 29 de julho, mas foi estendida para 29 de agosto. Agora, perto do prazo final, o Ministério de Antiguidades do Egito tenta arrecadar fundos para recuperar a estátua. «Estou chamando todos os egípcios em redor do mundo para que ajudem o país a preservar seu património e contribuir monetariamente para adquirir a estátua de Sekhemka», disse Eldamaty."

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Um novo ano letivo



Está agora a começar um novo ano letivo na Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, e mais uma vez serão lecionadas várias
cadeiras de licenciatura (1.º ciclo) onde o antigo Egito estará presente:

História da Antiguidade Pré-clássica (1.º semestre)
Introdução à Egiptologia (opcional, 1.º semestre)
Arte Pré-clássica (2.º semestre)
História da Cultura das Civilizações Pré-clássicas (2.º semestre)
Escrita Hieroglífica (opcional, 2.º semestre)

Na imagem de cima, uma saudação ao novo ano letivo de 2015-2016
com uma T-shirt e uma decoração apropriadas com um sabor egípcio
e em baixo um brinde ao novo ano académico com uma T-shirt inscrita,
insistindo para que os escribas e leitores tentem ler os hieróglifos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Seti e Ramsés



O nosso estimado escriba Fernando Azul publicou antes uma imagem
com dois vistosos leopardos, que quase ofuscam a beldade «egípcia»
que está entronizada numa pose displicente e pouco «faraónica»,
e que deixaria a rainha-faraó Hatchepsut muito incomodada.

Respondo à provocação com dois magníficos gatos, o Seti e o Ramsés,
que já não estão vivos, partiram para os campos de Osíris e para 
a Duat, onde também havia gatos convivendo com os humanos
(e um deles até combatia a maligna serpente Apopis que queria
parar o curso da barca solar de Ré para que o mundo acabasse).

Seti e Ramsés, nascidos na Praia das Maçãs e falecidos em Lisboa,
 não viveram muito tempo, mas foram felizes enquanto estiveram
com os seus «donos», e na verdade eram eles os donos da casa,
instalando-se soberanamente na secretária do gabinete de trabalho
e em todos os sítios que lhes apetecesse (apesar dos protestos).

Seti, com o pelo tigrado, e Ramsés, branco e preto, eram irmãos, 
 e faziam lembrar os faraós de idêntico nome: Seti I (c. 1325-1279)
e Ramsés II (c. 1300-1213), dois grandes reis do antigo Egito,
na XIX dinastia, que na realidade eram pai e filho.

E assim se presta homenagem a dois gatinhos inesquecíveis:
Seti (2003-2013) e Ramsés (2003-2007).

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Mulheres faraós!



Para espicaçar um pouco a curiosidade sobre o lado feminino e o poder no Antigo Egito. Infelizmente é somente um trecho do documentário. Quem quiser ver tudo terá de ir ao site da Vimeo e ouvir em Inglês, no seguinte link:

https://vimeo.com/12412771

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Sob a proteção de Bastet



Num fontanário muito antigo, existente em Salamonde, estava uma gatinha
apanhando banhos de sol... Não se sabe o nome dela, mas podia ser Bastet.
E se não era, passou a ser, evocando a meiga deusa do antigo Egito.

Durante as férias de Verão, num dia de muito calor em Salamonde, 
soube bem uma bebida bem fresquinha, já que o fontanário não tinha água.
O que seria?... Cerveja? Gasosa? Sumo? Água tónica? Um pirolito?
Seja como for, o refrescante líquido foi bebido sob a proteção de Bastet.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Com o Egito até Salamonde



As férias levaram o viajante até ao Minho, e aqui não faltaram visitas
em Paredes de Coura (mas não para o festival), Braga e Salamonde,
onde há vestígios históricos interessantes, entre os quais os indícios
de uma via romana que por lá passava, vinda de Bracara Augusta.

A imagem de cima mostra uma parte da pacata vila de Salamonde
tendo como fundo a impressionante e imensa serra do Gerês, 
separada da serra da Cabreira (onde fica Salamonde) pelo Cávado,
que corre lá em baixo até ser retido pela barragem que lá existe.

A foto de baixo mostra o viajante na sua agradável vilegiatura
chamando a atenção para o dístico que assinala a presença
do vestígio histórico local, ao mesmo tempo que homenageia
duas notáveis civilizações da história da humanidade:
a Roma antiga e o Egito faraónico, presente na T-shirt.

De novo no Caramulo




As férias de Verão (acabaram!...) permitiram fazer uma nova visita
 ao Museu do Caramulo para reapreciar a pequena coleção egípcia
que lá se encontra, com oito objetos, alguns dos quais oferecidos
por Sam Levy, antigo presidente da Comunidade Hebraica.

Entre as peças do acervo egípcio contam-se duas âmbulas de S. Menas,
doadas ao Museu por José Simões Pedro, mostrando a tradicional
iconografia eulógica do santo martirizado, com a cabeça ladeada 
por cruzes gregas, e entre dois dromedários que estão a seus pés.

Ahhhhhhh... As férias!



Acabaram as férias, que foram «repartidas», como nos anos anteriores,
jornadeando pelo centro do País (Caramulo, Tondela, Besteiros, Viseu), 
e também pelo Minho, Azeitão, Queluz, Janas e Praia das Maçãs.

O que mais interessa é que a ida ao Caramulo propiciou mais uma visita 
ao interessante Museu local, com um variegado acervo onde se incluem
oito objetos evocativos do antigo Egito, alguns deles do período copta.

Entretanto, com os calores do Verão, o consumo (moderado) de cerveja
aumentou razoavelmente, e para beber o precioso e fresquinho líquido
convém usar uma T-shirt apropriada, com uma mensagem que diz tudo.

O que estará escrito em hieróglifos na T-shirt de algodão egípcio?

terça-feira, 28 de julho de 2015

Final do ano letivo


Para assinalar o final de mais um ano letivo foi organizado um jantar
na Portugália, onde se comeu e bebeu muito bem (mas com moderação),
em solidário e festivo ambiente gastronómico-universitário que terminou
a horas um tanto tardias (na verdade uma aula demora menos tempo...).

A imagem mostra alguns dos professores e estudantes presentes no repasto,
e quase todos foram para os tradicionais bifes (ah, e os molhos...), e para
a apetecível cerveja, muito mais fresquinha que a do antigo Egito, vendo-se
na foto alguns alunos e alunas que frequentaram as cadeiras opcionais de
Introdução à Egiptologia e Escrita Hieroglífica.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Boletim n.º 30 da ACAPE



Acabou de sair o número 30 do Boletim da Associação Cultural 
de Amizade Portugal-Egipto, relativo ao quadrimestre de maio-agosto,
e uma vez mais a saída atempada de um novo número fica a dever-se
 ao empenho do egiptólogo Telo Canhão e do gráfico Paulo Emiliano,
sendo enviado apenas para aqueles que têm as suas quotas em dia.

O Boletim continua a desempenhar bem a sua missão de elo de ligação 
entre os elementos da Associação Cultural de Amizade Portugal-Egipto,
e neste número podem ser lidos textos sobre a exposição de Arte Copta
e do Oriente Cristão que está patente no Museu Nacional de Arqueologia,
e sobre gastronomia do antigo Egito, entre outras temáticas.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O Grande Museu Egípcio


Em construção, talvez demasiado perto das Pirâmides.
Fotos das obras e dos restauros em curso.
Fonte: The Cairo Post, via Grand Egyptian Museum (Facebook)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Mitri


«Mitri was a learned man of power and influence in Egypt's 5th dynasty - and he wanted you to know it. Despite his elite status, all anyone really cares about these days is those eyes. Who can resist those eyes?»
(in http://www.nilemagazine.com.au)

sábado, 27 de junho de 2015

Arte copta no Verão... e não só



A grande tela colocada na entrada do Museu Nacional de Arqueologia,
anunciando a exposição que lá está de Arte Copta e do Oriente Cristão,
chamará por certo a atenção de muitas das pessoas que habitualmente
passeiam pela aprazível e bela zona de Belém, incluindo os turistas.

São dois sugestivos telões divulgadores que convidam para a visita
às duas exposições temporárias que durante os meses deste Verão
estarão patentes: O Tempo Resgatado ao Mar, cujo comissário científico 
é o Professor Adolfo Silveira Martins, e a que se vê na imagem em baixo, 
dedicada ao cristianismo copta, etíope, arménio e moçárabe.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Egito Copta: Conferência




Após a abertura da exposição sobre Arte Copta e do Oriente Cristão
decorreu no bonito Salão Nobre do Museu Nacional de Arqueologia
uma conferência feita pelo comissário científico da exposição,
dedicada ao tema «Reflexos da arte egípcia na iconografia copta».

A imagem de cima mostra o conferencista a ser apresentado pelo
Professor Adel Sidarus, da Universidade de Évora, e membro
da Comissão Organizadora das Jornadas Coptas e do Oriente Cristão
promovidas pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica.

Na imagem de baixo pode ver-se parte da assistência que encheu
o Salão Nobre do Museu e que no final participou no Porto de Honra
oferecido pelo Grupo de Amigos do Museu Nacional de Arqueologia,
apropriadamente acompanhado pelos tradicionais pastéis de Belém. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Egito Copta: Exposição




Foi inaugurada no dia 19 de junho, no Museu Nacional de Arqueologia,
 a exposição sobre Arte Copta e do Oriente Cristão, com quarenta objetos
do cristianismo copta, etíope, arménio e moçárabe, os quais se exibem
num espaço concebido pelas arquitetas Manuela Fernandes e Mónica Cruz.

Na abertura da exposição falaram várias entidades, começando pelo
Dr. António Carvalho, diretor do Museu Nacional de Arqueologia,
que na imagem de cima está acompanhado pelo Professor João Lourenço,
diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa,
pelo embaixador do Egito, Dr. Ali Elashiry, pelo Dr. Vassallo e Silva,
diretor-geral do Património Cultural, pelo Dr. Jorge Rodrigues, do
Museu Calouste Gulbenkian, e pelo comissário científico.

A exposição sobre Arte Copta e do Oriente Cristão estará patente
até 7 de setembro, permanecendo assim à disposição do público
durante o Verão, aguardando-se também a visita de muitos turistas,
e por isso mesmo as legendas estão em português e em inglês.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Presença do Egito Copta


Inaugurou hoje, dia 19 de junho, no Museu Nacional de Arqueologia,
 a exposição sobre Arte Copta e do Oriente Cristão, que estará patente
ao público até ao dia 7 de setembro, acompanhada por um catálogo
que também foi lançado nesta ocasião e está à venda no Museu.

Os bonitos convites para o evento e para a conferência que se seguiu,
dedicada ao tema «Reflexos da arte egípcia na iconografia copta»,
circularam de mão em mão, tendo comparecido um número
significativo de pessoas, a testemunhar que o interesse pelo
Egito não se circunscreve apenas à longa fase faraónica.

Entretanto as Jornadas de Estudos Coptas e do Oriente Cristão,
abertas no dia 18 de junho na Universidade Católica Portuguesa,
culminarão no dia 20 de junho com uma eucaristia moçárabe
na Sé de Lisboa, pelas 18,30 horas (com entrada livre).

terça-feira, 16 de junho de 2015

Trinta anos depois...



No dia 10 de junho, aproveitando o feriado, reuniram-se as alunas e alunos
da antiga turma 11 N, do Liceu de Queluz, hoje Escola Secundária de Queluz
(ou Escola Secundária Padre Alberto Neto), para recordar o passado e falar
de coisas interessantes daqueles tempos, entre as quais o antigo Egito.

Foi no ano letivo de 1985-1986, e era de facto uma turma de grande nível, 
que na imagem de cima aparece à entrada do Palácio da Pena, em Sintra, 
numa visita de estudo lá realizada, e na foto de baixo posa em grande estilo 
antes do agradável almoço de convívio em Queluz, trinta anos depois.

Alguns alunos e alunas levaram os filhos, que podem agora ver as figuras
dos pais quando eram estudantes do ensino secundário, e poderão mesmo
comparar a imagem do professor que está na relíquia fotográfica em cima,
quando era um jovem recém-chegado do Egito, e na recente foto em baixo.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Temos mais novidades!



«Uma equipa de arqueólogos egípcios descobriu seis sepulturas, com múmias datadas de há mais de 2.500 anos, na localidade meridional de Assuão, informou hoje o ministro egípcio de Antiguidades, Mamdouh al Damati.

As sepulturas foram encontradas em escavações realizadas nos arredores do mausoléu de Agha Khan III - líder espiritual dos muçulmanos ismaelitas -, na ribeira oeste do rio Nilo, na cidade de Assuão, explicou o ministro num comunicado.
Os sepulcros datam da XXVI dinastia (654-525 a.C.), pertencente ao Período Tardio (724-343 a.C.).
As múmias encontravam-se dentro de sarcófagos de pedra e madeira, junto ao quais estavam as estátuas de barro, que representam os quatro filhos do deus Hórus, e um conjunto de amuletos e estatuetas de madeira dessa divindade, representada como um falcão.

Hórus, de acordo com as crenças egípcias antigas, protegia o defunto dos demónios e espíritos malignos.
Al Damati salientou a importância da descoberta porque, como observou, é a primeira vez que se encontram tumbas do Período Tardio nesta zona, que tem túmulos que datam dos Impérios Antigos, Médio e Novo.
O diretor-geral de Antiguidades da cidade egípcia, Nasr Salama, disse, numa nota, que a maioria desses túmulos começa com uma escadaria que conduz à entrada principal da sepultura, cujo interior está dividido em três ou quatro câmaras sem inscrições.
Indicou ainda que o tipo de escavação das sepulturas é diferente do que é usado nas outras descobertas na mesma área, que eram escavadas na rocha da montanha, já que estas seis foram encontradas no cume da meseta montanhosa.»
Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=776571

O Egito copta


No próximo dia 19 de junho abrirá ao público uma exposição
inédita no nosso país com o tema «Arte Copta e do Oriente Cristão»
organizada pelo Museu Nacional de Arqueologia.

A iniciativa insere-se nas Jornadas Coptas e do Oriente Cristão,
um evento científico previsto para os dias 18, 19 e 20 de junho,
que tem vindo a ser preparado pela Faculdade de Teologia
da Universidade Católica Portuguesa.

As peças expostas evocam o cristianismo egípcio, etíope,
arménio e moçárabe, cedidas pelo Museu Calouste Gulbenkian,
Museu Nacional de Arte Antiga, Museu Nacional de Arqueologia
e Centro Cultural Copta Ortodoxo do Porto.

domingo, 7 de junho de 2015

O Antigo Egito no El Corte Inglés




Terminou no passado dia 4 o curso sobre o Antigo Egito organizado
pelo serviço de Âmbito Cultural de El Corte Inglés em seis sessões
e para o qual se inscreveram mais de oitocentas pessoas!

O problema foi a sala só permitir a presença de cerca de oitenta,
e por isso ficou desde já aprazado que em breve o curso seria repetido
a fim de possibilitar a sua frequência a algumas das outras pessoas.

Com as múltiplas tarefas de apoio bem preparadas e agilizadas 
pela Dra Kátia Duarte, sob a direção da Dra Susana Santos 
(que na imagem faz a apresentação do docente do curso),
tudo correu sem problemas para geral agrado dos presentes
que no final do curso receberam um diploma.

Usos e costumes no país das Duas Terras


Terminou no dia 3 mais um curso promovido pelo Centro de História
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, subordinado ao tema
«Usos e costumes», inserido no III Curso sobre A Vida no Antigo Egipto.

Os docentes do curso e os títulos das sessões foram os seguintes:
Telo Ferreira Canhão: A alimentação
José das Candeias Sales: O mobiliário
Luís Manuel de Araújo: A magia dos números
Rogério Sousa: Simbolismo e decoração dos ataúdes antropomórficos
José Varandas: Navios de guerra (evocado na imagem)

Convirá acrescentar que os temas apresentados no III curso sobre A Vida
no Antigo Egipto, sairão no próximo número da revista Hapi (n.º 3) 
com edição prevista para o próximo mês de outubro.


domingo, 24 de maio de 2015

Iremos mirar de novo o Farol de Alexandria?



«Autoridades egípcias aprovaram os planos para reconstruir uma das sete maravilhas do mundo antigo, o Farol de Alexandria. A edificação foi concluída por volta de 280 d.C. e tinha entre 110 metros e 130 metros de altura. O plano é reconstruí-la a poucos metros de onde ficava originalmente, na cidade litorânea de Alexandria. Atualmente, o local é ocupado pela Citadela de Quaitbay, informou o jornal egípcio The Cairo Post.

O comitê permanente do Egito para antiguidades aprovou a proposta que, agora, depende apenas apenas da aprovação do governo regional de Alexandria para sair do papel, afirmou Mostafa Amim, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, ao site de notícias Youm7.
“A construção original compreendia três andares: uma base quadrada com um núcleo central, uma seção mediana octogonal e um topo circular”, afirmou o professor de arqueologia Fathy Khourshid ao Cairo Post. O farol guiava navios usando um espelho durante o dia e uma chama durante a noite. A construção sofreu graves danos durante uma série de terremotos e acredita-se que tenha sido destruída por um tremor no início do século 14. Resquícios da estrutura foram usados para construir a Citadela de Qaitbay. Outros restos foram descobertos no porto de Alexandria, em 1990.»

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O Egito na Universidade do Porto



Realizou-se no passado sábado, dia 9 de maio, a visita de estudo anual
organizada pelo Instituto Oriental da Faculdade de Letras de Lisboa
à Reitoria da Universidade do Porto, para apreciar a coleção egípcia
que está exposta no Museu de História Natural da Universidade do Porto.

Pelo quinto ano sucessivo teve lugar esta viagem, partindo de Lisboa
o autocarro cheio com alunos de licenciatura, mestrado e doutoramento,
a que se juntaram algumas pessoas que frequentam o curso de Egiptologia
promovido pelo Centro de História da Faculdade de Letras de Lisboa.

Aos 50 «lisboetas» que demandaram a bela Cidade Invicta juntaram-se 
os interessados «portuenses» que quiseram conhecer o acervo exposto
e ouvir a conferência que decorreu no magnífico Salão Nobre da Reitoria
com o tema «A rainha Hatchepsut, um notável rei do antigo Egito», 
ficando o espaço bem composto com cerca de 120 assistentes.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Um tesouro (re)descoberto...aqui perto!


HABRÍA SIDO UN REGALO QUE SE ENVIÓ DESDE EL CAIRO A MADRID PARA FORTALECER LAS RELACIONES ENTRE AMBOS PAÍSES 
«La pasada semana se anunciaba el hallazgo en una de las dependencias de la Embajada de Egipto en Madrid de un ejemplar compuesto por 23 volúmenes de la obra titulada "Descripción de Egipto", encargada por Napoleón durante su estancia en el país de las pirámides. El ejemplar, probablemente un obsequio, había quedado en el olvido, aunque en los registros figura que su llegada se produjo en 1958.

Un insólito tesoro bibliográfico ha permanecido casi seis décadas olvidado en una de las sedes de la embajada de Egipto en Madrid. Hasta esta misma semana ningún bibliófilo, bibliotecario o egiptólogo español intuía siquiera su existencia pero el jueves, en una fugaz exposición dispuesta en los salones nobles del Museo Arqueológico Nacional (MAN), se puso fin a cincuenta y siete años de desmemoria.
"Según consta en nuestros libros de registro esta joya llegó a España en 1958", comenta el profesor Basem Saleh con una sonrisa de oreja a oreja. "Se trata, casi con certeza, de un regalo que se envió desde El Cairo a Madrid para fortalecer las relaciones entre ambos países y que, por alguna razón que se nos escapa, nunca se dio a conocer... hasta hoy". Saleh, consejero cultural de la embajada egipcia, se refiere así a una colección de veintitrés volúmenes impresos entre 1809 y 1826 en París por orden de Napoleón Bonaparte y a los que se conoce como la Descripción de Egipto.
Algunos de los tomos tienen más de un metro de envergadura y cuesta levantarlos. Son la partida de nacimiento de la moderna egiptología. "Pero lo que hemos encontrado no es una edición cualquiera", precisa el embajador de Egipto Ahmed Ismail. "Se trata de la Edición Imperial del informe que Bonaparte en persona ordenó redactar a un grupo de científicos sobre Egipto".
Esta es una de las obras colectivas más impresionantes jamás realizadas. 167 sabios -entre ellos 21 matemáticos, 17 ingenieros civiles, 13 naturalistas, 22 impresores, 10 escritores, 8 diseñadores, 4 arquitectos, 3 astrónomos...- participaron en su elaboración. Sus informes abordaron los más variados aspectos del país: desde su Historia antigua, a la cartografía, la descripción urbana de sus ciudades y pueblos, la zoología o la botánica.

Odisea tipográfica
Las otras ediciones de este trabajo que se conservan en España son todas más modernas. La Biblioteca Nacional, la Real, la del Museu Egipci de Barcelona o la del Instituto Bíblico Oriental de León sólo disponen de una versión posterior, la Panckoucke, impresa a partir de 1821 en volúmenes de menor formato y calidad. También son valiosos, pero menos. Y es que imprimir esta edición fue la mayor odisea tipográfica de su tiempo.
Para acometerla se utilizaron seis imprentas diferentes -una de ellas se fabricó expresamente para el proyecto-, a las que se ajustaron 837 planchas en cobre que reproducían ruinas de templos y pirámides, mezquitas y hasta insectos o plantas. Por primera vez 74 de ellas se grabaron a color y se retocaron a mano. Sus mapas eran de una precisión pasmosa y la obra pronto se convirtió en el orgullo del Siglo de las Luces. Nunca antes ningún colectivo había elaborado una radiografía semejante de ninguna región de la Tierra.
Cuando en 1809 se llevó a imprenta el primer volumen de la serie, Napoleón ordenó imprimir sólo mil copias, todas en papel de vitela, e incluso puso a trabajar a los mejores ebanistas de París para que elaboraran una serie limitada de muebles-escritorio que protegieran los tomos que iban saliendo de las prensas. De aquel millar de copias se vendieron muy pocas. Casi nadie podía permitirse un lujo como aquel, así que el Emperador -que había preparado aquella operación para celebrar sus primeros diez años en el trono- terminó regalándolos a instituciones, amigos y miembros de las principales casas reales europeas. "Por eso, que uno de esos ejemplares, completo, esté en España y nadie lo haya sabido hasta hoy es algo que debemos reparar de inmediato", declara el embajador.

Hallazgo histórico
Tras el hallazgo, y con la voluntad de darlo a conocer lo antes posible, se ha procedido a presentarlo la pasada semana, coincidiendo con la primera visita oficial del presidente de Egipto Abdelfatah Al Sisi a Madrid.
El embajador Ismail consideró que era interesante darlo a conocer cuanto antes en un claro gesto de aperturismo y apuesta de su Gobierno por la cultura. "Creemos que esta maravilla pudo haber llegado a Madrid gracias al sueño de nuestro ministro de Educación más querido, el escritor Taha Hussein", sugiere el profesor Basem. "Creó el primer gran programa de alfabetización del país y fundó el Instituto Egipcio en Madrid en 1950. Estaba convencido de que serviría de puente entre las dos orillas del Mediterráneo. Un regalo como este encaja a la perfección con ese ideario... Pero no estamos seguros", admite. "Como comprenderá, aún estamos deslumbrados por este hallazgo".»

Fonte:

http://arqueologia-paleoramaenred.blogspot.com.es/2015/05/descubierto-en-madrid-ejemplar-de-la.html

domingo, 3 de maio de 2015

No Egito: Abu Simbel


Continuando a evocar a nossa recente visita de estudo ao país do Nilo,
eis parte do grupo de viajantes em frente do templo funerário de Ramsés II
em Abu Simbel, o ponto mais a sul do Egito, na Núbia, onde estivemos.

Já houve anos em que íamos de Assuão para Abu Simbel de autocarro,
partindo às 4 da manhã, para estarmos nos templos rupestres na alvorada,
mas nas últimas visitas de estudo temos preferido o avião, é mais prático,
embora tenha acabado o «romantismo» da rota pelo deserto ocidental.