quarta-feira, 11 de maio de 2016

Arte egípcia e arte copta







Realizou-se, no passado dia 7 de maio, mais uma visita de estudo
à coleção egípcia do Museu de História Natural e de Ciência
da Universidade do Porto, organizada pelo Instituto Oriental
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Foi a sexta visita de estudo à Universidade de Porto realizada
com sucesso pelo Instituto Oriental, com cerca de cinquenta alunos
idos de Lisboa, a que se juntaram outras tantas pessoas do Porto
que quiseram assistir à sessão sobre «Arte egípcia e arte copta»,
a qual antecedeu a visita ao interessante acervo egípcio.

A intenção foi mostrar as influências da arte egípcia na arte
dos cristãos do Egito, em especial nas representações de Hórus,
que surge amiúde a cavalo na tardia iconografia egípcia, e que terá
um notório desenvolvimento com os santos salvadores a cavalo 
presentes na iconografia cristã bizantina e medieval.

E se é verdade que na iconografia nem tudo vem do Egito,
reputados especialistas e iconógrafos atestam as anteriores
influências do país do Nilo, as quais se detetam também
nas âmbulas de São Menas e na adaptação do signo ankh,
utilizado em decorações funerárias dos coptas.

Palestras a bordo



Durante o cruzeiro, e cumprindo o programa previamente estabelecido, 
decorreram no confortável e amplo salão do Omar Khayam duas palestras 
temáticas: na primeira imagem Luís Araújo apresenta as coleções egípcias 
públicas e privadas existentes em Portugal, dando um especial destaque
aos principais acervos (Museu Nacional de Arqueologia, Museu Calouste
Gulbenkian, Museu da Farmácia e Museu de História Natural e de Ciência
da Universidade do Porto).

Na segunda imagem está o guia Mustafa el-Ashaby falando da situação
atual do Egito, sublinhando os aspetos político-sociais e económicos
decorrentes da revolução de janeiro de 2011 que depôs Hosni Mubarak,
mas esclarecendo também as questões acerca do turismo, da educação,
 da saúde, e da posição da mulher na sociedade egípcia em particular
e no mundo muçulmano em geral.

Embora as palestras a bordo tenham por breves momentos interrompido
as banhocas na piscina e as amenas conversas sob o toldo do convés,
os bronzeados viajantes concluiram que foram proveitosos momentos 
de enriquecimento cultural e para uma fecunda troca de ideias.
E assim sendo, para o ano há mais...

12.º dia: Uadi es-Sebua e Dakka




No 12.º dia de viagem pelo lago Nasser o Omar Khayam atingiu a região
de Uadi es-Sebua, onde chegámos manhã cedo, e depois do pequeno-almoço
fomos visitar o airoso templo, que é antecedido por uma pequena alameda
com esfinges leoninas, as quais deram o nome ao local: Uadi es-Sebua
significa Vale dos Leões, estando a dois quilómetros do seu sítio original.

O templo foi dedicado a três deuses: Amon-Ré, Ré-Horakhti e Ramsés II,
podendo ler-se em certas inscrições que o nome do edifício é Per-Amon, 
isto é, Casa de Amon, como que a miniaturizar o grande templo de Karnak, 
com o seu pilone, o pátio, a sala e o santuário com vários espaços anexos,
mantendo-se esta disposição após os trabalhos de transferência do templo,
feitos pelo Serviço das Antiguidades e financiados pelos Estados Unidos.

Mais para norte visitámos o templo de Dakka, consagrado ao deus Tot,
devendo-se a construção ao rei núbio Arkamon (Ergamenos), no tempo
de Ptolemeu II (Filadelfo), cujos herdeiros foram aumentando o espaço,
com obras que ainda continuaram no tempo do imperador Augusto,
como se atesta pelo nome deste (Autocrator) e de reis ptolemaicos
gravados nas paredes, onde se podem ler inscrições em escrita grega.

Antes de regressar ao barco ainda houve tempo para visitar o templo
de Maharaka, dedicado a Ísis e Serápis, atestando assim a veneração
destas duas divindades na Núbia. O edifício, que tem a porta principal 
 voltada para o lago, data do período romano e ficou incompleto.

domingo, 8 de maio de 2016

Pôr do sol no lago Nasser




Eis algumas imagens de um romântico pôr do sol no lago Nasser,
durante o inesquecível cruzeiro na Núbia, a bordo do Omar Khayam,
navegando placidamente entre Abu Simbel e Assuão, de 1 a 3 de abril.

Entre as muitas imagens captadas pelos viajantes no convés do navio,
no final do dia 2 de abril, aqui fica esta pequena e sugestiva seleção, 
rematando com a ousada pose cinéfila do Pedro e da Isabel.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O cruzeiro no lago Nasser




Do nascer ao pôr do sol o Omar Khayam foi navegando para norte,
parando nos locais históricos e arqueológicos que importava visitar,
e ainda houve tempo para desfrutar da piscina e do convés do navio,
vendo a paisagem árida e desértica das margens do lago Nasser, 
onde por vezes se via alguma vegetação e raras habitações.

Foi entre a contemplação da paisagem núbia e os lanches no convés,
sorvendo um sumo ou uma cerveja fresca, ou mergulhando na piscina,
que foi possível desembarcar para visitar os templos de Amada e Derr
e o túmulo de Pennut (que já foram referidos), mais os templos de Dakka,
Maharaka e Uadi es-Sebua (que serão evocados em próxima postagem).

quarta-feira, 4 de maio de 2016

O túmulo do governador Pennut




Depois da visita aos templos de Amada e Derr, no 11.º dia de viagem,
caminhando pelo deserto sob um sol escaldante mas rejuvenescedor,
fomos até ao túmulo de Pennut, escavado num rochedo com uma forma
vagamente piramidal, cujo interior está bem conservado, e que estava
no século passado a quarenta quilómetros mais para sul, em Aniba.

A transferência do túmulo de Pennut fez-se graças ao apoio financeiro 
dos Estados Unidos, o que implicou cortar a colina em fragmentos,
num trabalho semelhante ao que se efetuou, em muito maior escala,
nos templos ramséssidas de Abu Simbel (onde fomos no 10.º dia),
estando agora a uma altura superior e a salvo das águas do lago.

Pennut foi governador da Baixa Núbia (Uauat) durante o reinado 
de Ramsés VI, da XX dinastia (século XII a. C.), num tempo difícil
para o Egito, que ia perdendo os seus territórios na Ásia Menor
e também na Alta Núbia (Kuch), e que atravessava momentos 
conturbados na própria corte, tendo Ramsés VI subido ao trono
depois de o usurpar a seu sobrinho Ramsés V (c. 1140 a. C.).

Enquanto isto se passava no Egito, lá longe, na Núbia, Pennut
cumpria a sua missão governando a região onde acabou por ficar
sepultado num túmulo onde ele surge com a sua esposa e filhos,
levando flores e venerando os deuses, enquanto na parede leste
se lê um texto onde o governador afirma que a região de Uauat
estava bem controlada e que pertencia ao faraó Ramsés VI. 

O templo núbio de Amada





O templo núbio de Amada, relativamente bem conservado, está hoje
a mais de dois quilómetros do seu sítio original e a mais de sessenta
metros mais elevado para não ficar submerso no lago Nasser, tendo
sido deslocado num único bloco, envolvido por aço e betão reforçado,
para ser transportado por uma via férrea tripla feita para esse efeito,
devido à fragilidade das pinturas e esculturas do santuário e capelas.

A notável proeza de engenharia na transferência deste templo núbio
teve o apoio técnico e financeiro da França, podendo hoje os raros
visitantes do local apreciar as belas imagens e os textos das paredes,
que datam da época de Tutmés III e Amen-hotep II (século XV a. C.),
surgindo o nome deste último numa grande estela posta no santuário.

O quarto nome do rei está inscrito dentro da tradicional cartela,
na sua forma de Aakheperuré, antecedido pelos sonantes títulos 
de deus beneficente (netjer nefer), rei do Alto e do Baixo Egito
(nesu-biti), e senhor das Duas Terras (neb-taui), como se vê
na segunda imagem que mostra o texto hieroglífico da estela.

Depois o rei Tutmés IV (século XIV a. C.) acrescentou uma sala
hipostila com doze pilares, onde se apresenta como eterno amado 
de várias divindades, entre as quais a preponderante deusa Maet,
 cujo nome está num dos pilares da sala (terceira imagem), tendo
o templo de Amada servido como igreja cristã a partir do século V.

domingo, 1 de maio de 2016

11.º dia: percurso na Núbia





Navegando tranquilamente pelo lago Nasser, numa bela noite cálida,
sob um imenso céu estrelado, eis que o Omar Khayam ancorou de dia
mesmo em frente da ilha onde se encontra a fortaleza de Kasr Ibrim,
a única fortaleza da Baixa Núbia (Uauat) que hoje pode ser vista,
como se observa na primeira imagem, o que propiciou a evocação
da complexa rede de fortalezas erigidas pelos faraós mais para sul.

A viagem prosseguiu rumo a Amada e a Derr, e após o lauto almoço
chegámos a este destino isolado, onde o barco parou - e depois foi
desembarcar em pleno deserto núbio (segunda imagem) sob um sol
inclemente, num céu raivosamente azul (como diria Eça de Queirós),
marcando os termómetros do navio uns abrasadores 35º.

Caminhando pelo deserto, sempre à vista do lago, imitando os antigos
expedicionários egípcios em campanha na Núbia, eis que atingimos
o primeiro objetivo: o templo de Amada (terceira imagem), um templo
erguido entre os reinados de Tutmés III e Seti I (séculos XV-XIII a. C.),
que amanhã merecerá uma postagem apropriada e mais desenvolvida.

Um pouco mais adiante visitámos o templo de Derr (quarta imagem), 
do reinado de Ramsés II (século XIII a. C.), e dedicado a Amon-Ré,
mas onde o célebre faraó se pode ver a venerar diversas divindades,
estando as imagens divinas do santuário muito danificadas - mas se
estivessem intactas podíamos reconhecer Ptah, Amon-Ré, Ramsés II
e Ré-Horakhti, tal como em Abu Simbel, que serviu de inspiração.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

A Vida no Antigo Egipto (IV)


Começou na quarta-feira na Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa mais um curso dedicado ao tema «A Vida no Antigo Egipto»
organizado pelo Centro de História, e a decorrer no Anfiteatro II,
todas as quartas-feiras, entre as 18 e as 20 horas.

Este é o quarto curso egiptológico do género, desta vez com o tema
«Práticas e Hábitos», com o programa que o cartaz acima mostra,
e que conta com a colaboração de docentes que são investigadores 
do Centro de História e habituais presenças nestes cursos.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Ao 10.º dia: Abu Simbel




No décimo dia de viagem partimos de avião de Assuão até Abu Simbel,
num percurso rápido, que em anos anteriores fazíamos de autocarro,
em longa viagem pelo deserto, saindo de Assuão às quatro da manhã, 
para ver o nascer do sol a caminho de Abu Simbel, já em plena Núbia.

A manhã foi passada no barco Omar Khayam, conhecendo as instalações
e almoçando a bordo, saindo à tarde de autocarro para ver os templos
de Abu Simbel, o maior dedicado a quatro deuses (Ptah, Ré-Horakhti, 
Amon-Ré e ao próprio Ramsés II) e o mais pequeno feito para Hathor
e para a rainha Nefertari, a esposa preferida do grande Ramsés II.

A jornada foi gratificante, visitando os templos na parte da tarde,
com uma temperatura aprazível (uns 28º) e com boa luminosidade,
sendo evocada a grande obra de engenharia moderna que conseguiu
transferir no século passado (anos 60) os templos do seu antigo local 
pondo-os a salvo da subida das águas do imenso lago Nasser.

A visita terminou em beleza com um bem organizado espetáculo
de som e luz à noite, melhor que os de Filae, Karnak ou Guiza, 
recordando a história do Egito faraónico, em especial o reinado
de Ramsés II, com os seus tempos de guerra (batalha de Kadech)
e de amor (a paixão por Nefertari), em excelente recriação.


sexta-feira, 22 de abril de 2016

9.º dia: Assuão, Filae e Kalabcha




O 9.º dia foi muito preenchido, saindo cedo para visitar a ilha de Filae
(na verdade a ilha de Agilkia) com o belo templo dedicado à deusa Ísis
e as construções envolventes, entre elas o pavilhão de Augusto-Trajano
que as imagens mostram - e à noite voltámos à ilha para ver o espetáculo 
de som e luz, em que os visitantes vão percorrendo o templo e escutando 
a história de Ísis e Osíris, e do filho Hórus, que vai sendo contada.

Ainda antes do almoço houve tempo para estar nas pedreiras de Assuão,
vendo lá o impressionante Obelisco Inacabado, e para perceber como
os antigos Egípcios extraíam no local o granito escuro e o granito rosado
utilizados nas grandes construções como nos templos de Karnak e Lucsor,
e nas estruturas internas das pirâmides de Dahchur, de Guiza e de Sakara, 
as quais ficam a uns 800 quilómetros para norte de Assuão!

De tarde foi a visita à ilha onde atualmente está o templo de Kalabcha, 
mas que no século passado estava a 40 quilómetros para sul e foi salvo
de ficar submerso nas águas do lago Nasser, juntamente com outros
monumentos que lá se encontram, como o templo de Beit el-Uali.
Ah, e ainda demos um belo passeio de feluca pelo rio Nilo rodeando 
a ilha de Elefantina (a antiga Abu) e fomos ver uma aldeia núbia!

quinta-feira, 21 de abril de 2016

«Festa egípcia» a bordo




Mantendo uma antiga tradição também na viagem deste ano ao Egito
se realizou a bordo, durante o cruzeiro no rio Nilo, a «festa egípcia»
que culminou com um jantar agradável e opíparo, servido com requinte
enquanto o barco navegava tranquilamente à noite rumo a Assuão.

Na imagem de cima os viajantes posam em «trajos típicos regionais»
na escadaria nobre do barco, antes de seguirem para a sala de jantar,
ao meio estão os três guias, Luís Araújo, Teresa Neves e Mustafa, 
e em baixo estão alguns dos viajantes jantando com os seus trajos.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

8.º dia: Edfu e Kom Ombo




O 8.º dia decorreu navegando para sul, em aprazível cruzeiro no Nilo.
passando de noite pela comporta de Esna, rumo a Edfu, onde chegámos
pela manhã para visitar o templo do deus Hórus, muito bem conservado,
onde foi tirada a obrigatória fotografia de grupo junto da grande estátua 
do falcão divino, repetindo o gesto de Calouste Gulbenkian em 1934.

O templo foi percorrido com calma, desde o pilone, o pátio hipostilo,
a escura sala hipostila com as suas altas colunas, e as restantes salas
com sugestivos baixos-relevos, até ao santuário recôndito de Hórus, 
saindo para o corredor externo que envolve o templo entre altos muros
pejados de imagens - entre elas a vitória de Hórus sobre o malvado Set.

Mais a sul, no templo duplo de Kom Ombo, dedicado a Hórus e Sobek,
e que está parcialmente destruído, como se vê na terceira fotografia,
ainda deu para imaginar como seria a construção original, datada
da Época Greco-romana, completada pelo seu profundo nilómetro.

O dia terminou muito bem com a visita ao Museu de Kom Ombo,
excelentemente organizado, sendo impressionantes os crocodilos
mumificados que lá estão expostos, assim como as belas peças
que na sua maioria evocam Sobek, o deus benfazejo do local.
À noite, no barco, foi a «festa egípcia», mas fica para amanhã.

No 7.º dia: Lucsor, margem oriental





Visitada, no dia anterior, a margem ocidental, o 7.º dia da viagem
foi dedicado à margem direita do Nilo para ver os grandes templos
de Karnak e de Lucsor, dedicados ao deus Amon, o «rei dos deuses»,
protetor da realeza faraónica na fase expansionista do Império Novo.

As duas primeiras imagens testemunham a presença dos viajantes
no templo de Karnak, na área de saída da gigantesca sala hipostila,
e junto de um grande obelisco derrubado da rainha-faraó Hatchepsut
que tem lá outro ainda erguido, com cerca de 30 metros de altura.

A última imagem mostra o grupo à entrada do belo templo de Lucsor,
que naquele límpido final de tarde estava cheio de turistas e também
com muitos alunos egípcios de escolas - e é sempre bom verificar
o interesse que as novas gerações têm pelo seu passado histórico.

Também houve tempo para visitar o magnífico Museu de Lucsor,
o qual expõe sobretudo peças encontradas na vasta região tebana, 
desde os distantes tempos pré-históricos até ao período copta,
merecendo também referência o agradável passeio de charrete
através do mercado típico da cidade, repleto de produtos.

terça-feira, 19 de abril de 2016

No 6.º dia: Lucsor, margem ocidental




O primeiro dos dois dias passados em Lucsor, a antiga Uaset faraónica,
à qual, estranhamente, os Gregos irão depois chamar Tebas, foi dedicado
 à margem ocidental, a zona dos túmulos e dos templos funerários dos reis
do Império Novo (c. 1550-1070 a. C.), começando pelo de Hatchepsut,
à frente do qual o grupo tirou a tradicional fotografia «de família».

No Vale dos Reis, sob uma agradável temperatura, foram visitados
quatro túmulos: o de Tutmés III, da XVIII dinastia (KV 34), o de Siptah, 
da XIX dinastia (KV 47) o de Ramsés IX, da XX dinastia (KV 6), além
do famoso túmulo de Tutankhamon (KV 62), o único que foi poupado
aos assaltos que o Vale dos Reis sofreu, sendo descoberto em 1922.

O Vale dos Reis foi o destino final dos faraós do Império Novo,
mostrando a segunda imagem alguns dos túmulos da inóspita área,
com a numeração de cada um e a sigla KV (Kings Valley) - mas 
o desejo das pessoas entrarem nas tumbas de Ramsés II ou de Seti I 
não se pode concretizar: estão fechados desde há vários anos!

Em baixo o grupo posa numa colina do chamado «Vale dos Nobres»,
onde estivemos no túmulo do vizir Rekhmiré, com belas pinturas,
seguindo para Deir-el-Medina, com a vila operária e vários túmulos
de funcionários e de artesãos, com destaque para o de Sennedjem,
e dali para o templo funerário de Ramsés III em Medinet Habu.

«Huge prehistoric whale found in Egyptian desert»


«Researchers working in the Sahara desert have uncovered dozens of fossilised remains thought to be the prehistoric ancestors of whales.

The whale bones were found in the Wati El Hitan in the Egyptian desert, once covered by a huge prehistoric ocean, and one of the finds is a 37 million-year-old skeleton of a legged form of whale that measures more than 65 feet (20 metres) long. [...]»

(via escriba Jorge Mateus, in Facebook)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

domingo, 17 de abril de 2016

5.º dia: Abido e Dendera



Pela primeira vez desde que o Instituto Oriental da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa iniciou as visitas de estudo anuais ao Egito
foi experimentado um novo percurso na viagem: atingir Abido e Dendera
pelo norte, vindos do Cairo, em avião da Egyptair entre a capital e Sohag,
numa solução prática da Tryvel, com os guias Teresa Neves e Mustafa.

Depois foi a jornada entre Sohag e Abido de autocarro, por entre aldeias
e os campos verdejantes, vendo e sentindo a população laboriosa e afável, 
ou então pela estrada do deserto ocidental, até Baliana, e daqui para Abido
onde nos esperava o grande templo de Seti I e de Ramsés II, com alguns 
dos mais belos e expressivos baixos-relevos pintados da arte egípcia. 

Seguiu-se, alguns quilómetros para sul, a visita ao templo de Dendera,
onde era venerada a deusa Hathor, que nos últimos anos foi restaurado
com elevada qualidade, para benefício dos que visitam aquele local,
e sobretudo para preservar o passado, rematando-se com a tradicional
fotografia junto do relevo com o simpático deus Bés, à saída do templo.