terça-feira, 11 de outubro de 2016
A família imperial brasileira visita as pirâmides de Gizé em 1871
sábado, 8 de outubro de 2016
Aprendendo os hieróglifos
Decorre na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
o curso livre de Iniciação à Escrita Hieroglífica, que agora
vai na sua terceira sessão com mais de trinta alunos inscritos,
o que é um número bom e muito estimulante para estes tempos,
deixando antever uma boa aceitação para o próximo curso de
temática egiptológica sobre «A Vida no Antigo Egipto».
Todas as quartas-feiras, das 18 às 20 horas, o Anfiteatro IV
recebe os dedicados e esforçados candidatos à aprendizagem
das regras essenciais da escrita hieroglífica, procurando-se
mostrar a sua génese, desenvolvimento e organização básica,
com os alunos a desenharem belos patos, abutres, codornizes,
lebres, serpentes, mochos, homens... Enfim, vão-se divertindo!
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
O bode de Banebdjedet em Vagos
Completando a anterior postagem alusiva aos magníficos bodes
que o egiptólogo Telo Ferreira Canhão tem na sua quinta de Vagos,
aqui estão mais imagens do exemplar que é conhecido pelo nome
de «senhor Mendes», evocando o bode sagrado que era venerado
em Mendés, no Delta, como animal de Banebdjedet, deus famoso
pelos seus apetites copuladores desvairados - daí o bode...
Aqui estão três imagens do «bode de Banebdjedet», bem tratado
com um generoso desvelo e afeto pelo seu proprietário, vendo-se
o esplêndido animal branco a pastar - de lado, de frente e de trás,
comprovando que se trata mesmo de um bode, atestando porventura
a ambiência libidinosa e concupiscente que ele fruía em Mendés.
Pirâmides e escrita egípcia em Aveiro
Realizou-se, no dia 6 de outubro, no auditório do Departamento
de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro, uma conferência
dedicada ao tema «Escrever no Antigo Egito: edições para esta vida
e para o outro mundo», a qual se integra no II Ciclo de Conferências
que tem o sugestivo título «Do manuscrito ao livro impresso».
A sessão foi preparada para os alunos do curso de Línguas e Estudos
Editoriais (licenciatura) e do curso de Estudos Editoriais (mestrado),
pelo Professor António Andrade, docente da Universidade de Aveiro,
a qual tem boas instalações (parcialmente vistas na imagem ao meio),
dispondo ainda de um amplo e aprazível campus universitário.
A ida a Aveiro foi aproveitada para visitar a cidade e os seus canais,
com destaque para o chamado «canal das pirâmides», recomendado
com insistência por amigos naturais da região - mas afinal as tais
«pirâmides», erguidas no século XIX para assinalar os trabalhos
de reabertura e de consolidação do principal canal da cidade,
não passam de dois modestos monumentos obeliscóides...
Como se pode ver numa fotografia antiga que aqui se reproduz,
os dois esguios monumentos do canal lembram mais obeliscos
do que pirâmides, e de resto estão de acordo com um certo gosto
de timbre egipcizante que na altura estava na moda no nosso país.
Banebdjedet em Vagos, Aveiro
A ida à Universidade de Aveiro, para lá fazer uma conferência sobre
as edições de textos no antigo Egito, motivou uma animada conversa
com o egiptólogo Telo Ferreira Canhão, que é daquela bonita região,
e que tem uma quinta em Vagos, com muitos animais - aliás, já foram
apresentados no blogue os gansos que ele lá tem, evocando o deus Geb.
Desta feita ficamos a saber que entre a variada fauna da sua quinta
existem dois bodes que acabam por evocar uma divindade egípcia
cultuada em Mendés (em egípcio Djedet), situada no Delta do Nilo.
e cujo animal sagrado era o bode, como se vê acima num belo bronze
datado da Época Baixa que representa Banebdjedet - o ba do senhor
de Djedet, que era casado com a deusa Hatmehit, uma deusa-peixe.
Na imagem de baixo está um magnífico bode branco de Mendés,
perdão, de Vagos, a quem o egiptólogo Telo Ferreira Canhão deu o
apropriado nome de «senhor Mendes» - note-se, porém, que ele tem
lá na quinta um outro bode que dá pelo nome mais helénico de Pã.
sábado, 24 de setembro de 2016
O Egito e a comunicação textual
Teve início na Faculdade de Belas-Artes o curso de mestrado sobre
Práticas Tipográficas e Editoriais Contemporâneas, coordenado
pelo Professor Jorge Reis, que inclui a nova unidade curricular
de Comunicação Textual e Editorial (1.º semestre), e que conta
com a colaboração da Faculdade de Letras de Lisboa.
O programa do seminário propõe facultar aos alunos inscritos
o conhecimento das mais antigas práticas de comunicação textual,
onde se insere a escrita hieroglífica egípcia, vista e apreciada
como escrita do sagrado e como expressão de harmonia maética,
entre outras escritas antigas que no seminário serão evocadas.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Novo curso de Escrita Hieroglífica
Começará em breve, no dia 28 de setembro, quarta-feira, às 18 horas,
um curso livre de Iniciação à Escrita Hieroglífica, organizado pelo
Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
decorrendo agora as inscrições, mantendo-se o tradicional desconto
para os estudantes e as instituições com protocolo.
O curso tem por objetivo proporcionar aos interessados as noções
de base para uma compreensão do sistema de escrita hieroglífica
que foi utilizado no antigo Egito ao longo de mais de três mil anos,
estando estruturado em doze sessões, de setembro a dezembro.
Estão previstas duas sessões complementares para remate do curso
com visitas de estudo às coleções egípcias do Museu Nacional
de Arqueologia e do Museu Calouste Gulbenkian, onde poderão
ser apreciados vários objetos com inscrições hieroglíficas.
De novo no El Corte Inglés
Começou no passado dia 20 de setembro mais um curso sobre
o antigo Egito no El Corte Inglés, que é o quarto curso do género,
e que prosseguirá ao longo dos próximos anos para contemplar
o interesse das mais de setecentas pessoas que se inscreveram.
Como a sala onde decorrem as sessões, nas terças-feiras à tarde,
só tem capacidade para oitenta lugares, este curso será repetido,
tendo os alunos a possibilidade de adquirir o livro já editado
pela Arranha-céus e El Corte Inglés contendo a matéria do curso
e intitulado O Egito Faraónico: Uma civilização com três mil anos.
A primeira sessão do curso foi dedicada à geografia do antigo Egito,
tendo os alunos recebido mapas de apoio para melhor entenderem
a matéria apresentada, sendo enfatizada a importância do rio Nilo,
os recursos materiais e os recursos vivos, e ainda a população,
desde as elites administrativas (pat) aos camponeses (rekhit).
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Colóquio na Gulbenkian
Decorreu com grande sucesso, nos dias 19 e 20 de setembro,
na Fundação Calouste Gulbenkian, um colóquio internacional
subordinado ao interpelante tema «Bab el-Gasus in Context:
Egyptian funerary culture during the 21st Dynasty».
O evento foi uma excelente oportunidade para evocar o grande
túmulo coletivo encontrado em Bab el-Gasus (Deir el-Bahari),
Lucsor Ocidental, em 1891, contendo centenas de ataúdes
de membros do clero de Amon e de funcionários, com os seus
familiares, além de milhares de estatuetas funerárias chamadas
tradicionalmente chauabtis ou uchebtis, entre outros materiais.
O sucesso deve-se especialmente ao empenho do egiptólogo
Rogério Sousa, que para o efeito reuniu um pequeno grupo
de colaboradores, os quais, com notável esmero e eficácia,
contribuiram para a exitosa organização do encontro.
Surpresas em Tondela
Durante as agradáveis férias pelo Centro do País, jornadeando algures
pelo Caramulo e Tondela (para o ano há mais...), aparecem às vezes
surpresas curiosas mas também insólitas: um prédio novo em Tondela,
chamado Luxor, cuja maqueta se vê em cima, e que exibe decoração
chamativa, de tipo egipcizante (que na imagem não se vê bem).
E numa ampla avenida da simpática e airosa cidade de Tondela,
que é a variante nascente, destinada a facilitar o trânsito, a qual
pouco ou nenhum movimento de viaturas tem, encontra-se uma placa
invocando o antigo secretário de Estado Miguel Relvas (que depois
veio a ser ministro), que é lá apresentado com o título de «Dr.»,
motivando a perplexidade do veraneante: «Mas o que é isto?!!!»
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Amazing Drone Footage of Nubian Pyramids
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Mais de 200 000 visitantes!
Terminadas as férias e retomada a colaboração no nosso blogue,
foi uma agradável e surpreendente sensação verificar que o número
de visitantes do Faraó e Companhia tinha ultrapassado os 200 000,
mais precisamente 204 686 visitantes, como acima fica registado,
utilizando aqui os hieróglifos egípcios usados como números.
Vamos continuar!
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Procissão na Praia das Maçãs
No dia 28 de agosto, realizou-se na Praia das Maçãs a tradicional
procissão de Nossa Senhora da Praia, onde vários andores desfilaram
pela típica localidade, entrando depois pelo areal da praia até à água,
cumprindo um ato religioso que tem lugar no último domingo de agosto,
sendo o mais vistoso o que levava a imagem da padroeira da praia.
Já no antigo Egito se organizavam festivas procissões em certas datas
para homenagear diversas divindades, seguindo as imagens divinas
em andores engalanados e transportados aos ombros dos sacerdotes,
como se vê na imagem do meio que reproduz um relevo com um andor
em forma de barca colocada sobre os varais (templo de Karnak).
Na imagem de baixo está uma pintura moderna que visa reconstituir
a saída do andor em forma de barca sagrada para fora de um templo,
com o faraó e a rainha à frente da procissão, seguidos pelos sacerdotes
e pelas dançarinas que animavam a festa, perante o júbilo dos crentes.
Na verdade, já lá vão milhares de anos, mas...
Com o Egito em Azeitão
Nos últimos dias de férias houve ainda tempo para uns belos momentos
em Azeitão, onde o antigo Egito acabou por ser evocado em certa medida,
com o polo verde onde figura um pequeno olho de Hórus, udjat (adquirido
em Assuão na última viagem que lá fizemos na Páscoa), e na foto do meio,
com a T-shirt evocando o mar Vermelho, a pensar no Heb-sed de Hurgada.
Na terceira foto, e na falta das tranquilas e cálidas águas do mar Vermelho
ou das beneficentes águas do rio Nilo, o veraneante flutua na bela piscina
que os generosos cunhados Albino e Glória têm na sua casa de Azeitão,
ponto de animada reunião familiar neste final de férias estivais de 2016.
terça-feira, 16 de agosto de 2016
Com o Egito em Tondela
Aqui vão mais duas imagens das férias (apenas metade das férias,
porque elas continuam), onde o país do Nilo está presente na T-shirt
e no chapéu comprado em Lucsor numa das últimas visitas de estudo
ao Egito - que assim continua presente por cá, neste caso em Tondela.
Na imagem de cima, obtida à entrada do simpático Hotel S. José,
e em baixo, no início de um lauto pequeno-almoço, pode apreciar-se
o desenho impresso na T-shirt, reproduzindo uma das joias achadas
no túmulo de Tutankhamon, com o arranjo gráfico e artístico de um
dos nomes do jovem monarca em forma alada: Nebkheperuré.
A sugestiva imagem impressa na T-shirt do veraneante é a mesma
que está na capa do Dicionário do Antigo Egipto, editado em 2001,
e que agora está completamente esgotado - mas está em preparação
uma segunda edição, revista e aumentada, para sair em 2017.
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
No Caramulo com o Egito e a Faculdade
A exemplo dos anos anteriores, as primeiras duas semanas de férias
foram passadas na região do Caramulo, jornadeando por Tondela,
Besteiros, Santa Comba Dão e afins, sob uma elevada temperatura,
mas felizmente sem fogos (pelo menos até à partida para o Norte),
na continuação de uma agradável (e bem merecida) vilegiatura.
E, tal como nos anos anteriores, o Egito esteve presente na T-shirt
onde está gravado o logotipo do IV Congresso Ibérico de Egiptologia,
o qual se realizou com grande e notável sucesso em Lisboa em 2010,
como se vê na imagem em baixo, enquanto a Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa é lembrada, mesmo em tempo de férias,
na T-shirt branca que o veraneante enverga, algures no Caramulo.
Objetos egípcios de toilette
Agora que as férias estivais estão já na sua fase final, recordemos
que antes do Verão foi apresentada com êxito na Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa uma tese de mestrado de Sara Rodrigues,
dedicada aos artefactos egípcios de toilette existentes em Portugal,
em acervos públicos e privados, mostrando a imagem alguns objetos
desta temática da atraente coleção egípcia do Museu da Farmácia.
O arguente foi o egiptólogo Telo Canhão, que integrava um júri
presidido pelo emérito Professor Doutor José Augusto Ramos,
com Luís Araújo (orientador) e António Ramos dos Santos,
e agora a útil bibliografia egiptológica de autores portugueses
poderá ser enriquecida com a edição desta tese. Seria bom!
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Egito. Imagens proibidas do interior das tumbas de Vale dos Reis
Etiquetas:
Vale dos Reis
terça-feira, 14 de junho de 2016
Um táxi núbio
Recordando a viagem pela Núbia, navegando a bordo do Omar Khayam
entre Abu Simbel e Assuão, aqui se mostra o austero táxi núbio salvador
puxado por dois elegantes e bem tratados burros que transportou alguns
viajantes no longo percurso entre os templos de Uadi es-Sebua e Dakka.
Num dia de intenso calor (34º), a airosa carroça duramente almofadada
em cima e com rodas modernas, salvou os excursionistas mais idosos
por um preço módico e seriamente estipulado em prévia negociação,
contrastando com as torpes vigarices de certos taxistas lisboetas.
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Viajantes assíduos do Egito
Eis aqui alguns viajantes assíduos do Egito que, nos últimos anos,
têm feito do país do Nilo um destino favorito, apesar dos problemas
sociais, económicos e políticos que ainda não estão de todo resolvidos
num país que já foi uma grande potência turística até 2011-2012,
mas que agora está a recuperar - e para o ano lá voltaremos!
Em cima está Teresa Neves, que já foi ao Egito, como guia turística,
umas dez vezes, e na imagem de baixo está David Coelho, da Tryvel,
que já lá esteve mais de trinta vezes - pelo meio fica o egiptólogo
que tem conduzido as visitas de estudo anuais do Instituto Oriental
da Faculdade de Letras de Lisboa, e que já lá esteve dezoito vezes.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















