quarta-feira, 20 de abril de 2016

No 7.º dia: Lucsor, margem oriental





Visitada, no dia anterior, a margem ocidental, o 7.º dia da viagem
foi dedicado à margem direita do Nilo para ver os grandes templos
de Karnak e de Lucsor, dedicados ao deus Amon, o «rei dos deuses»,
protetor da realeza faraónica na fase expansionista do Império Novo.

As duas primeiras imagens testemunham a presença dos viajantes
no templo de Karnak, na área de saída da gigantesca sala hipostila,
e junto de um grande obelisco derrubado da rainha-faraó Hatchepsut
que tem lá outro ainda erguido, com cerca de 30 metros de altura.

A última imagem mostra o grupo à entrada do belo templo de Lucsor,
que naquele límpido final de tarde estava cheio de turistas e também
com muitos alunos egípcios de escolas - e é sempre bom verificar
o interesse que as novas gerações têm pelo seu passado histórico.

Também houve tempo para visitar o magnífico Museu de Lucsor,
o qual expõe sobretudo peças encontradas na vasta região tebana, 
desde os distantes tempos pré-históricos até ao período copta,
merecendo também referência o agradável passeio de charrete
através do mercado típico da cidade, repleto de produtos.

terça-feira, 19 de abril de 2016

No 6.º dia: Lucsor, margem ocidental




O primeiro dos dois dias passados em Lucsor, a antiga Uaset faraónica,
à qual, estranhamente, os Gregos irão depois chamar Tebas, foi dedicado
 à margem ocidental, a zona dos túmulos e dos templos funerários dos reis
do Império Novo (c. 1550-1070 a. C.), começando pelo de Hatchepsut,
à frente do qual o grupo tirou a tradicional fotografia «de família».

No Vale dos Reis, sob uma agradável temperatura, foram visitados
quatro túmulos: o de Tutmés III, da XVIII dinastia (KV 34), o de Siptah, 
da XIX dinastia (KV 47) o de Ramsés IX, da XX dinastia (KV 6), além
do famoso túmulo de Tutankhamon (KV 62), o único que foi poupado
aos assaltos que o Vale dos Reis sofreu, sendo descoberto em 1922.

O Vale dos Reis foi o destino final dos faraós do Império Novo,
mostrando a segunda imagem alguns dos túmulos da inóspita área,
com a numeração de cada um e a sigla KV (Kings Valley) - mas 
o desejo das pessoas entrarem nas tumbas de Ramsés II ou de Seti I 
não se pode concretizar: estão fechados desde há vários anos!

Em baixo o grupo posa numa colina do chamado «Vale dos Nobres»,
onde estivemos no túmulo do vizir Rekhmiré, com belas pinturas,
seguindo para Deir-el-Medina, com a vila operária e vários túmulos
de funcionários e de artesãos, com destaque para o de Sennedjem,
e dali para o templo funerário de Ramsés III em Medinet Habu.

«Huge prehistoric whale found in Egyptian desert»


«Researchers working in the Sahara desert have uncovered dozens of fossilised remains thought to be the prehistoric ancestors of whales.

The whale bones were found in the Wati El Hitan in the Egyptian desert, once covered by a huge prehistoric ocean, and one of the finds is a 37 million-year-old skeleton of a legged form of whale that measures more than 65 feet (20 metres) long. [...]»

(via escriba Jorge Mateus, in Facebook)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

domingo, 17 de abril de 2016

5.º dia: Abido e Dendera



Pela primeira vez desde que o Instituto Oriental da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa iniciou as visitas de estudo anuais ao Egito
foi experimentado um novo percurso na viagem: atingir Abido e Dendera
pelo norte, vindos do Cairo, em avião da Egyptair entre a capital e Sohag,
numa solução prática da Tryvel, com os guias Teresa Neves e Mustafa.

Depois foi a jornada entre Sohag e Abido de autocarro, por entre aldeias
e os campos verdejantes, vendo e sentindo a população laboriosa e afável, 
ou então pela estrada do deserto ocidental, até Baliana, e daqui para Abido
onde nos esperava o grande templo de Seti I e de Ramsés II, com alguns 
dos mais belos e expressivos baixos-relevos pintados da arte egípcia. 

Seguiu-se, alguns quilómetros para sul, a visita ao templo de Dendera,
onde era venerada a deusa Hathor, que nos últimos anos foi restaurado
com elevada qualidade, para benefício dos que visitam aquele local,
e sobretudo para preservar o passado, rematando-se com a tradicional
fotografia junto do relevo com o simpático deus Bés, à saída do templo.

sábado, 16 de abril de 2016

Ao 4.º dia, Alexandria



No 4.º dia da nossa viagem ao Egito, indo do Cairo para o Mediterrâneo,
por uma nova e larga autoestrada, mas com um trânsito por vezes maluco
e desvairado, com peões constantemente a atravessar aquela via rápida (!?),
 visitámos a Biblioteca de Alexandria, que há pouco tempo foi contemplada
 com o Prémio Calouste Gulbenkian pelo seu papel na cultura e na ciência.

A ida a Alexandria, com um tempo chuvoso e algum frio, também incluiu 
a visita às catacumbas de Kom Chugafa, do período romano, onde se pode
ver uma curiosa fusão de temas egípcios e greco-romanos na decoração,
passando pela chamada «coluna de Pompeu», rodeada por estatuária,
e pelo sítio onde já existiu outrora o célebre farol (hoje uma fortaleza). 

sexta-feira, 15 de abril de 2016

3.º dia: Sakara, Mênfis e Guiza




No nosso 3.º dia de viagem ao Egito cumpriu-se o programa clássico
de visitar a necrópole de Sakara, a antiga Mênfis e o planalto de Guiza,
num dia com alguma nebulosidade, fenómeno inusitado em fins de março,
com o sol sempre escondido, se bem que o tempo estivesse quente.

Em Sakara estivemos no vasto complexo funerário do Hórus Djoser, 
com a sua pirâmide escalonada em restauro (como se vê pelos andaimes),
e também na pirâmide de Teti (VI dinastia) com o seu interior repleto
com os famosos «Textos das Pirâmides», seguindo-se as mastabas 
de Mereruka, Kaguemeni e de Ti (onde o nosso Eça esteve em 1869),
rematando com o excelente Museu de Imhotep, muito bem organizado.

Depois foi a visita ao que resta da antiga cidade de Mênfis, desde
o grande colosso jacente de Ramsés II a um outro que está erguido,
onde se tirou a tradicional foto de grupo, sendo a tarde dedicada
a Guiza e às célebres pirâmides de Khufu, Khafré e Menkauré,
passando pela Esfinge e o templo do vale de Khafré.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

O 2.º dia: Museu Egípcio do Cairo




O segundo dia da nossa viagem ao Egito, já refeitos do longo percurso
desde Lisboa ao Cairo, passando por Istambul, foi muito bem preenchido
pela indispensável e tradicional visita ao grande Museu Egípcio do Cairo,
com a qual todos os anos iniciamos o intensivo programa cultural,
rematando, no final do dia. com o típico jantar no Parque de Al-Azhar,
onde afetuosa e amavelmente esteve, jantando connosco, a senhora
embaixadora de Portugal no Egito, Dra Madalena Fischer. 

Também se cumpriu a tradição de tirar uma fotografia com todo o grupo 
à entrada do Museu, cuja fachada aqui se vê, mais a sua sala principal,
repleta de estatuária colossal, sarcófagos e outras relíquias históricas,
tendo a foto sido tirada junto da estátua e do túmulo do egiptólogo francês
Auguste Mariette, o fundador do Museu e do Serviço das Antiguidades,
a quem a Egiptologia e o próprio Egito muito devem pelo que ele fez.

Na fotografia, que constitui um belo documento de evocação e recordação,
podem ver-se na fila de cima, da esquerda para a direita:
António Fernandez (arquiteto)
José Bettencourt (engenheiro e consultor)
Pedro Lloret (empresário)
Luís Araújo (professor universitário e egiptólogo)
Filipe Vaz (estudante de doutoramento; arqueologia)
António Goulão (engenheiro e gestor)
Mustafa Elashaby (guia egípcio)

E na fila de baixo, da esquerda para a direita:
Sidalia Rino (professora universitária)
Maria Goulão (socióloga)
Ângela Fernandez (dona de casa)
Jolanta Nadulska (economista)
Daniela Ferreira (estudante de doutoramento; arqueologia)
Helena Vaz (professora universitária)
Isabel Correia (gestora)
Teresa Neves (guia da Tryvel)

A mumificação, passo a passo:


terça-feira, 12 de abril de 2016

Viagem ao Egito: o 1.º dia


Aqui se inicia uma espécie de «reportagem» evocando a recente viagem
ao Egito que na passada semana se concluiu com sucesso, e que durante
catorze dias possibilitou um feliz e agradável convívio entre os quinze
viajantes que nas férias da Páscoa integraram mais uma visita de estudo
do Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Desta vez o percurso para o Cairo levou-nos a passar pelo aeroporto
 de Istambul, a antiga Constantinopla, o que permite lembrar o obelisco
egípcio que lá se encontra, com os seus originais 30 metros de altura
reduzidos agora para menos de 20 metros devido a vários acidentes 
no seu longo percurso desde o Egito e à sua trabalhosa recolocação.

Recorde-se que em outubro de 2011 o nosso escriba Jorge Pronto,
médico (sunu) e viajante por diferentes locais histórico-culturais,
tinha feito referência a este obelisco, aludindo ao faraó Tutmés III
que o mandara erguer no grande templo do deus Amon em Karnak, 
para depois, em 390, o imperador Teodósio I (378-395) o mandar
transportar de Alexandria para Constantinopla.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O Egito na Núbia


Em breve terá lugar uma sessão de apresentação do novo livro
de Eduardo Ferreira, dedicado à presença egípcia na Núbia,
materializada com a construção de poderosas fortalezas pelos
faraós da XII dinastia do Império Médio (c. 1980-1790 a. C.).

O jovem autor desta aliciante obra é mestre em História Militar, 
e defendeu a sua tese, com idêntico título, na Faculdade de Letras 
da Universidade de Lisboa, local onde o volume será apresentado
no dia 19 de abril, pelas 18 horas, no Anfiteatro III.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Leão devorando núbio


«A lion devouring a Nubian, crafted during the 19th dynasty possibly as a fly-whisk handle, symbolizes ‪E‎gypt‬ subjugating the Nubians.»
(in Grand Egyptian Museum, Facebook)

segunda-feira, 28 de março de 2016

Peitoral divino


Pectoral bearing a cartouche with the name of the 19th Dynasty Pharaoh Ramesses II “the Great” (r. 1279-1213 BCE), held up by the vulture goddess #Nekhbet and the cobra goddess #Wadjet. Now in the Louvre. (in Grand Egyptian Museum no Facebook)

quarta-feira, 23 de março de 2016

Vida e prosperidade


Quase de partida para mais uma visita de estudo ao Egito,
aqui fica, em nome pessoal e em nome dos viajantes prestes
a seguir para o país do Nilo, os votos de vida e prosperidade.

Este emblema, enquadrando o signo da vida (ankh), entre dois
signos de prosperidade (uase), surge repetidamente no templo
de Hórus, em Edfu, onde estaremos dentro de alguns dias.

Votos de boa estada por cá, com muita saúde!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Um arco-íris auspicioso


Ontem, no final de uma tarde chuvosa, um bonito e auspicioso arco-íris
cobriu o céu em Queluz, quando estava a preparar a mala para a viagem
ao Egito, para onde partiremos em breve em mais uma visita de estudo.

O belo e raro fenómeno celeste, com que por vezes a natureza nos brinda,
 pode ser apreciado como um bom augúrio de uma boa viagem pascal,
que entre 23 de março e 5 de abril nos levará pelo país do Nilo.

domingo, 20 de março de 2016

O Egito romano



Terminou, na passada sexta-feira, a primeira parte do seminário
de Armas e Sociedades: Mundo Pré-clássico, integrado no curso
de mestrado em História Militar que decorre na Faculdade de Letras
da Universidade de Coimbra, com uma sessão sobre o Egito romano.

Agora seguem-se as férias da Páscoa, com muitas amêndoas e bombons, 
uns passarão os dias pascais por cá, outros irão até ao Egito, para ver
os locais que nas aulas são referidos, antes do recomeço da atividade
letiva em abril, com a sociologia bélica da Mesopotâmia, do Hatti,
da Síria-Palestina e da Pérsia Aqueménida.

E seja na Baixa da Banheira, em Alexandria, em Lucsor, em Assuão,
ou em aprazível cruzeiro no lago Nasser, boas férias para todos!

O antigo Egito na Futurália



Tal como em anos anteriores, na passada semana decorreu mais uma edição
da Futurália, um notável evento realizado na Feira Internacional de Lisboa,
de 15 a 20 de março, a par de atividades de divulgação que tiveram lugar
no Pavilhão de Portugal, que agora pertence à Universidade de Lisboa.

Uma vez mais, no espaço da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
que lá divulgou os seus muitos e variados cursos de licenciatura, mestrado 
e doutoramento, esteve presente o curso de História, junto dos cursos
de História da Arte e de Arqueologia, a par de Artes e Humanidades,
Estudos Asiáticos, Estudos Europeus, Estudos Africanos, e Ciências 
da Cultura, entre outros cursos com grande procura dos alunos. 

Não faltou no espaço, muito concorrido por estudantes do ensino secundário
e pessoas interessadas nas atividades da Faculdade de Letras de Lisboa,
 o tradicional quadro onde o docente de serviço foi escrevendo os nomes 
na forma hieroglífica de todos os que desejavam ter uma recordação
da sua passagem pela Futurália de 2016. E para o ano há mais!

sexta-feira, 18 de março de 2016

sexta-feira, 11 de março de 2016

História Militar: a Núbia e o Egito



Continua a decorrer o mestrado em História Militar, em terceira edição, 
na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com a realização
de mais uma sessão, desta vez dedicada à presença núbia no Egito,
quando, em finais do século VIII a. C., a XXV dinastia, vinda do Sul,
transformou a antiga colónia de Kuch em suserana das Duas Terras.

Os reis de origem núbia invadiram o Egito, onde então reinavam 
ao mesmo tempo três dinastias de origem líbia (a XXII, XXIII e XXIV),
num período de conflito interno e de acesa rivalidade entre diferentes
fações, e fizeram-no em nome de Amon-Ré, para reunificar o Egito
e invocando a necessidade de repor a maet no país das Duas Terras.

Tutankhamon, o Faraó Sem Coração, ou A Osírificação de Tut!

Enigma of the Heartless Pharaoh: Who Stole the Heart of King Tut, and Why?


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                The tomb of Tutankhamun revealed a wealth of anomalies, beginning with its discovery in 1922, right through the subsequent years of its excavation. The plethora of mysteries that surround the boy king's mummification and royal burial have endured for nearly a century, from the time they were first noted by the assiduous archaeologist, Howard Carter.
We know the most famous puzzle of them all—the abnormal and excessive use of large amounts of a black, resinous liquid that was liberally poured on the coffin and over the body of the deceased pharaoh. As a result, the mummy was terribly degraded by a chemical reaction caused by these oils and unguents that were intended to regenerate the dead body. Additionally, there exists evidence that this liquid was twice poured into Tutankhamun's skull after the brain was removed. In all, it has been estimated that the mummy's skin and wrappings were coated with a staggering 20 liters (5 gallons) of embalming oils―an exceptional amount.
In October 1925, Carter observed, "The most part of the detail is hidden by a black lustrous coating due to pouring over the coffin a libation of great quantity." Upon unwrapping the mummy, he was moved to describe the corpse as a “charred wreck”. At various places in the tomb, the British archeologist also found lightly wrapped packets of linen “like soot” and “charred powder.”
Howard Carter opens the innermost shrine of King Tutankhamen's tomb near Luxor, Egypt. ( Public Domain )
That the mummy seems to have been suspended upside down for a period is also extremely strange; the X-rays of the skull show unguents solidified in a level consistent with being allowed to settle for some time. The whole burial process seems to have been carried out in a very unusual and slipshod manner. Surely, the tumult of Tutankhamun’s lifetime seems to have followed him into his tomb.
Tutankhamun Mummy Replica, Upper Body and Head. (Flickr/ CC BY-SA 2.0 )
All this is quite odd, because the art of mummification had reached its zenith in the illustrious 18th Dynasty. Some of the finest examples of preservation that serve as a tribute to the ancient embalmers' skill occurred in that era. Scholars, beginning with Carter himself, have opined that the use of the black liquid was part of an intentional plan to depict Tutankhamun as Osiris, the god of the underworld, “… dark with the rich soil of the inundation, and the source of fertility and regeneration,” according to renowned mummy expert and professor of Egyptology at the American University in Cairo, Salima Ikram.

Heralding the Underworld

There exists a strong case for such theorization because the art on the north wall of the boy king's burial chamber depicts him as Osiris. This iconography is to be found in no other tomb in the Valley of the Kings; because the paintings always show the deceased ruler either being welcomed by Osiris in the afterlife; or in the act of making offerings to the deity—never as the god himself. Further proof for this can be had from the way in which Tutankhamun's arms are positioned; they are not crossed high on his chest as in traditional royal mummies, but very near his waist, such that his protruding elbows mimic the posture of Osiris.
Detail; Pharaoh Tutankhamun embracing god Osiris, scene from the tomb of Tutankhamun, KV62. ( Public Domain )
By all counts, this "fixation" to portray the young pharaoh as Osiris could well have been an overt and physical means of declaring to the gods that the ancient religious order had been restored; considering that Tutankhamun had himself presided over the dismantling of Akhenaten's doomed religious experiment.

Left, depiction of Egyptian god Osiris. Right, Opening of the Mouth ceremony, Tutankhamun depicted as Osiris. (Public Domain)
These possibilities, speculations, and discrepancies aside, the mother of all mysteries is the case of the teenager's missing heart. The ancient Egyptians considered the heart a vital and highly valued organ. Why? Because they believed it was the seat of learning, emotions―and more importantly, thought.
Explaining this, Dr. Bob Brier, the world's foremost expert on human mummies says, "That's why on Valentine's Day you send chocolate hearts and not chocolate brains," and adds, "The Egyptians were resurrectionists. They believed your body would literally get up and go in the next world. So you had to have a complete body, including your internal organs."

The Heart of the Matter

Even though the four extravagantly decorated golden canopic coffinettes contained the king's viscera, there was no sign of his heart. Generally, the heart was separately embalmed and placed back in the body. This procedure was not followed in Tutankhamun's embalming. However, we know that at times a heart scarab was placed in the body, in the absence of the real organ.
A canopic coffinette of king Tutankhamun. It was discovered from his intact KV62 tomb. ( CC BY-SA 2.0 )
The fact that Carter had found an unmolested nest of coffins, beneath a granite lid that weighed a ton and a quarter, negated the possibility of the tomb robbers who had breached the sealed doorway to the sepulchral chamber in antiquity having made away with the heart scarab. Sir Winston Churchill's observations in an entirely different context serve to explain this baffling situation perfectly, for it is no less than "a riddle wrapped in a mystery inside an enigma."
A heart scarab on a necklace. ( CC BY 2.0 )
However, the body was not without a scarab, for on the outer bandages of the mummy, above the golden hands and regalia suspended with pieces of gold mummy bands was a large black resin scarab (Carter object 256a) upon a decorated and inscribed gold base scarab. But this scarab ought to have been placed where the heart is located – within the body cavity – and certainly not in the outer wrappings, close to the navel. The smaller scarab, Carter object 256q, was found under the outer wrappings and in the correct position for a heart scarab. Again, not inside the body.
In a documentary titled ‘Tutankhamun: The Mystery of the Burnt Mummy’, Chris Naunton, Director of the Egypt Exploration Society, set out to investigate the perplexity behind the boy king’s death. The usually perfect process of mummification that allowed bodies of the deceased to be preserved for all eternity had somehow been botched up in Tutankhamun’s case.
What Naunton’s research revealed was staggering―the oils used on the pharaoh’s body had combined with the linen of the shroud and oxygen inside the casket, resulting in a fiery combustion! But could only the heart have suffered the ill-fate of being reduced to ashes in such a chemical reaction?
Salima Ikram postulates in her research paper, ‘Some Thoughts on the Mummification of King Tutankhamun’: “The absence of the heart is far more serious. However, some of the publicly available CT-scans do show a space or absence which might have once been where the heart was located. If the heart had been lost by the embalmers, it would be likely that they would make some effort to provide a stand-in, made from linen and resin, or some other material, as is seen when extremities are lost in other mummies, though doubtless this would be done discreetly. If the heart were lost due to the manner in which Tutankhamun died, then there is even more reason for a significant (and visible) heart substitute to have been provided, unless the heart was deliberately removed for a more sinister purpose, or was tied in to a novel method of mummification with a slightly different theological/ideological stress than that used before. Tutankhamun appears to have neither the heart intact, nor a scarab specifically placed on the left side of the chest that would serve as a substitute and insurance for a safe passage to the hereafter. Additionally, neither Burton’s photographs nor Carter’s narrative record a traditional style of heart scarab located directly over the heart.”
However, Egyptologist Sofia Aziz, who differs with this belief, posits that the heart was not always left in the mummy. Reflecting on her research paper titled ‘Mummification: all heart, no brain?’ she states, “This is a common misconception. The brain was also not always removed. A recent study found several mummies without a heart, or an amulet to replace the heart. We don't actually know what was done with the brain or heart that was removed. There's still a lot to learn about mummification, but most importantly Tutankhamun's mummy was not unique in not having a heart. The argument is that a pharaoh’s heart would surely have been left in the mummy for the afterlife; but then, this should have been the case for all Egyptians, as everyone wanted to live on in the after death… it's confusing why mummification varies so much.”
In an effort to solve this conundrum one must turn to the great legend of Osiris. We are informed in this story that Seth, the evil brother, brutally cut the body of the god into several pieces, ripped his heart out and buried the severed parts in locations across the land. So, was Tutankhamun’s post-embalmment appearance an allusion in action?

quarta-feira, 9 de março de 2016

Cruzeiro no lago Nasser






Esta apetitosa e bem sugestiva série de imagens mostra alguns aspetos
do barco Omar El-Khayam (de 5 estrelas), que nos levará durante os
três dias de cruzeiro no lago Nasser, amenizando os tempos de visitas
culturais e históricas com o lazer próprio de um merecido Heb-sed.

A grande novidade da visita de estudo ao Egito que o Instituto Oriental 
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e a Agência Tryvel
programaram para este ano está precisamente no cruzeiro no lago Nasser,
que complementa o outro cruzeiro no rio Nilo entre Lucsor e Assuão.

Na primeira imagem vê-se o navio Omar El-Khayam, depois a piscina,
segue-se o restaurante, um quarto com ampla janela sobre o rio Nilo,
e o bar e sala de convívio, onde decorrerão as palestras previstas
sobre a civilização do Egito faraónico feitas durante o percurso.

Por areias já muito vasculhadas, mas com muito ainda por descobrir...

Arqueólogos descobrem barco de 4.500 anos...





  «O Dr. Mamdouh El Damaty, Ministro de Antiguidades, anunciou a descoberta de um grande barco de madeira localizado ao sul da Mastaba AS54 em Abusir, pela missão do Instituto Tcheco de Egiptologia, dirigido pelo Dr. Miroslav Barta. O ministro disse: “A descoberta é importante porque este é o único barco do antigo Império a ser descoberto ao lado de uma tumba não pertencente à realeza, dando ênfase ao status e posição do proprietário da Mastaba em relação ao rei da época.

  A grande expectativa do achado é que alguns calços de madeira e outros suportes estão intactos e visíveis, podendo lançar uma nova ideia de como os barcos foram construídos no antigo Egito. A maioria dos barcos descobertos até agora estavam em péssimas condições, exceto os barcos de Khufu (Quéops).

   A descoberta ocorreu durante a limpeza da área ao sul da Mastaba AS54, onde o barco de 18 metros de comprimento e algumas cerâmicas, datando do fim da 3ª dinastia e início da 4ª dinastia, foram encontrados. O Dr. Miroslav Barta disse: “O Instituto Checo vai lançar um projeto durante este ano para estudar as técnicas utilizadas de construção do barco em cooperação com o Institute of Nautical Archaeology (INS) na universidade do Texas.”»


Fonte(s): http://antigoegito.org/arqueologos-descobrem-barco-de-4-500-anos/
             http://luxortimesmagazine.blogspot.com.eg/

terça-feira, 8 de março de 2016

Dia Internacional da Mulher



A passagem do Dia Internacional da Mulher permite uma evocação
da mulher do antigo Egito, pelo menos aquela que é celebrada na arte,
ficando eternizada na escultura, na pintura e na literatura, a atestar
um estatuto superior ao das outras civilizações contemporâneas.

Aqui se deixa uma simples resenha de imagens de mulheres egípcias
tal como foram representadas em esculturas de madeira pintada 
no tempo áureo e maético do Império Médio (com a XII dinastia, 
c. 2000-1750 a. C.) e na época cosmopolita do Império Novo 
(com a XVIII dinastia, c. 1550-1300 a. C.).

sábado, 5 de março de 2016

A religião egípcia em Coimbra



Aproveitando a ida a Coimbra para mais uma sessão inserida no mestrado
interuniversitário de História Militar, teve lugar uma conferência sobre
a religião egípcia que decorreu no Anfiteatro II da Faculdade de Letras
da Universidade de Coimbra (o nobre edifício da primeira imagem),
respondendo ao convite da Professora Rosário Morujão.

Esta participação de um docente do Centro de História e Instituto Oriental
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa surgiu na sequência
da fecunda e solidária colaboração entre as duas faculdades que se firmou
com o mestrado em História Militar, com o Egito a fazer a ponte cultural 
e o Professor João Gouveia Monteiro e o Professor José Varandas 
a estabelecerem sólidas bases de um projeto para continuar. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Novamente no país do Nilo


Em breve se iniciará mais uma visita de estudo ao Egito, que será
a 16.ª viagem desde que este projeto cultural se iniciou no ano 2000,
gizado e organizado pelo Instituto Oriental da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, cabendo os aspetos administrativos
e logísticos às diversas agências de viagens contactadas.

Desta vez a agência de viagens que se encarregará da realização
desta visita de estudo é a Tryvel, empresa muito conceituada no meio,
esperando-se que, a exemplo dos anos anteriores, também esta viagem
decorra exitosamente e seja um motivo de agradável recordação,
como testemunharão as mais de 700 pessoas que já foram connosco.

A partida é já no próximo dia 23 de março, rumo a Istambul, 
e daqui para o Cairo, para cumprir um programa de catorze dias
aliciantes e muito preenchidos com cultura, história e lazer...
E no dia 5 de abril cá estaremos de regresso mais enriquecidos, 
mais rejuvenescidos e mais bronzeados! Ah pois...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Embaixadora de Portugal no Egito


Nesta fase de preparação para mais uma visita de estudo ao Egito,
que está a ser organizada pela Tryvel, seguindo o programa elaborado
e gizado em conjunto com o Instituto Oriental da Faculdade de Letras 
da Universidade de Lisboa, têm sido mantidos frutuosos contactos
com a senhora Embaixadora de Portugal na República Árabe do Egito
Dra Madalena Fischer, a quem desejamos boa estada no país do Nilo.