domingo, 22 de maio de 2016

Informações sobre os primórdios do Egito Antigo

    Fotos: Hieróglifos de 5.000 anos descobertos no Sinai…


    Aproximadamente 60 desenhos e inscrições em hieróglifos, datando por volta de 5.000 anos atrás, foram descobertos no sitio de Wadi Ameyra, no deserto do Sinai.  Eles revelam novas informações sobre os primeiros faraós. “As inscrições são provavelmente um modo de dizer que o estado egípcio era quem controlava a área”, disse o pesquisador chefe Pierre Tallet para a Live Science.
    A descoberta realizada em 2012, foi publicada no livro “La zone minière pharaonique du Sud-Sinaï II” (Institut français d’archéologie orientale, 2015). Entre as inscrições, os pesquisadores encontraram o nome de uma rainha chamada Neith-Hotep, que governou o Egito por volta de 3.000 a.C como regente do faraó Djer. Confira as imagens:
Imagens de animais e barcos.

É um pouco difícil ver as diferentes inscrições. Os pesquisadores realçaram-nas com ajuda da computação.

As inscrições desta imagem mostram um dos primeiros faraós de nome "Iry-Hor" e faz referência às "paredes brancas", nome de Mênfis, antiga capital do Egito.

Narmer, que reinou duas gerações após Iry-Hor, envia uma expedição às minas. Muitos barcos podem ser vistos, sendo que um deles contém um serekh real.

Expedição às minas enviada pelo faraó Djer. Na direita da imagem, é possível ver uma multidão sendo morta.

O nome da rainha Neith-hotep

Um desenho onde mostra a cena do massacre


A chegada do Presidente


No Dia Internacional dos Museus, celebrado com júbilo a 18 de maio, 
o Museu Nacional de Arqueologia, que tem a maior coleção egípcia
existente em Portugal, recebeu a visita do Presidente da República 
Marcelo Rebelo de Sousa, acolhido na ocasião pelo diretor do Museu,
Dr. António Carvalho, e pelo presidente do seu Grupo de Amigos.

Foi um dia memorável para o Museu Nacional de Arqueologia,
porque na parte da manhã já lá tinha estado o primeiro-ministro
Dr. António Costa, assinalando-se assim de uma forma condigna
e muito expressiva o Dia Internacional dos Museus.

Menkauré e a rainha Khamerernebti II


O par real que há dias o nosso participativo escriba cinéfilo
Paulo Ferrero mostrou emergindo na terra, em Guiza, no momento 
da sua descoberta, mostra-se aqui completo, tal como está hoje
na sugestiva coleção egípcia do Museum of Fine Arts, em Boston.

Trata-se de Menkauré (conhecido em grego como Miquerinos),
rei da IV dinastia, que construiu a mais pequena das três pirâmides
que se erguem no planalto de Guiza (c. 2500 a. C.), com a rainha
Khamerernebti II, amorosamente a enlaçar o seu divino marido.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Regresso do Egito


Aqui estão alguns dos felizes participantes da visita de estudo ao Egito
que decorreu, com notável sucesso, durante as férias pascais deste ano, 
e que mais uma vez levou a que se mantivesse a tradição de organizar
um almoço de reencontro no Restaurante Caravela de Ouro, em Algés.

As viagens ao país do Nilo, concebidas e preparadas, desde o ano 2000, 
pelo Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
e confiadas a diferentes agências de viagem para a organização prática
dos aliciantes percursos lúdico-culturais, são habitualmente antecedidas
por uma útil sessão prévia de preparação dos viajantes na Faculdade,
sendo depois rematadas por um opíparo almoço de confraternização.

No passado dia 14 de maio, sábado, realizou-se o tradicional almoço 
no nosso restaurante cativo para estes alegres reencontros de evocação 
das viagens ao Egito - porque o ambiente é excelente, os funcionários
são simpáticos e atenciosos, e o menu é variado e rico, tanto em pratos 
de carne como em pratos de peixe (menos o osírico e sagrado oxirinco).

Detalhe de estátua de Osíris no Rijksmuseum


«Detail of a temple statue (bronze and gold-leaf) of the god Osiris wearing the white crown with the two feathers and the Uraeus. From ‘Waset’-Thebes, Upper Egypt, 664-525 BCE; now in the Rijksmuseum van Oudheden of Leiden» (in Grand Egyptian Museum)

terça-feira, 17 de maio de 2016

Vislumbre faraónico


«King Menkaure and Queen Khamerernebty II 2490–2472 B.C: The first glimpse of a royal pair statue, January18, 1910. Archaeologist George Reisner wrote in his diary: “In the evening, just before work stopped, a small boy appeared suddenly at my side and said, “Come,”. His workers had uncovered a statue of King Menkaure plus his Queen Khamerernebty II. “A photo was taken in fading light,plus an armed guard of twenty men put on for the night.” The statue is now on display at the Museum of Fine Arts, Boston.»

Sunken Cities: Egypt’s Lost Worlds, exhibition review – What lies beneath


«Centuries after two Egyptians cities were lost to the sea their beautiful treasures can be seen at last in this spectacular show [...]»

13.º dia: de novo no Cairo



Depois do inolvidável cruzeiro no lago Nasser, os felizes viajantes 
regressaram ao Cairo, voando desde Assuão até à capital do Egito,
para ver aqui as mesquitas do Sultão Hassan e de Rifai, e depois
a igreja copta de São Sérgio (também chamada da Sagrada Família) 
e a sinagoga de Ben Ezra (antiga igreja de São Miguel).

Foi assim, e para terminar em beleza a viagem ao país do Nilo, 
uma elucidativa jornada ecuménica, vendo os templos dedicados
ao culto de três grandes religiões diferentes mas com semelhanças
que interpelam e suscitam reflexão - e para isso foram concludentes
as propositadas explicações do nosso guia Mustafa el-Ashaby.

Depois foi o jantar de despedida e os atarefados quefazeres típicos
com as malas e os sacos de viagem, um repouso rápido e a partida
para o aeroporto do Cairo, rumo a Istambul, e daqui para Lisboa, 
onde aterrámos no 14.º dia de uma viagem inesquecível.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Arte egípcia e arte copta







Realizou-se, no passado dia 7 de maio, mais uma visita de estudo
à coleção egípcia do Museu de História Natural e de Ciência
da Universidade do Porto, organizada pelo Instituto Oriental
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Foi a sexta visita de estudo à Universidade de Porto realizada
com sucesso pelo Instituto Oriental, com cerca de cinquenta alunos
idos de Lisboa, a que se juntaram outras tantas pessoas do Porto
que quiseram assistir à sessão sobre «Arte egípcia e arte copta»,
a qual antecedeu a visita ao interessante acervo egípcio.

A intenção foi mostrar as influências da arte egípcia na arte
dos cristãos do Egito, em especial nas representações de Hórus,
que surge amiúde a cavalo na tardia iconografia egípcia, e que terá
um notório desenvolvimento com os santos salvadores a cavalo 
presentes na iconografia cristã bizantina e medieval.

E se é verdade que na iconografia nem tudo vem do Egito,
reputados especialistas e iconógrafos atestam as anteriores
influências do país do Nilo, as quais se detetam também
nas âmbulas de São Menas e na adaptação do signo ankh,
utilizado em decorações funerárias dos coptas.

Palestras a bordo



Durante o cruzeiro, e cumprindo o programa previamente estabelecido, 
decorreram no confortável e amplo salão do Omar Khayam duas palestras 
temáticas: na primeira imagem Luís Araújo apresenta as coleções egípcias 
públicas e privadas existentes em Portugal, dando um especial destaque
aos principais acervos (Museu Nacional de Arqueologia, Museu Calouste
Gulbenkian, Museu da Farmácia e Museu de História Natural e de Ciência
da Universidade do Porto).

Na segunda imagem está o guia Mustafa el-Ashaby falando da situação
atual do Egito, sublinhando os aspetos político-sociais e económicos
decorrentes da revolução de janeiro de 2011 que depôs Hosni Mubarak,
mas esclarecendo também as questões acerca do turismo, da educação,
 da saúde, e da posição da mulher na sociedade egípcia em particular
e no mundo muçulmano em geral.

Embora as palestras a bordo tenham por breves momentos interrompido
as banhocas na piscina e as amenas conversas sob o toldo do convés,
os bronzeados viajantes concluiram que foram proveitosos momentos 
de enriquecimento cultural e para uma fecunda troca de ideias.
E assim sendo, para o ano há mais...

12.º dia: Uadi es-Sebua e Dakka




No 12.º dia de viagem pelo lago Nasser o Omar Khayam atingiu a região
de Uadi es-Sebua, onde chegámos manhã cedo, e depois do pequeno-almoço
fomos visitar o airoso templo, que é antecedido por uma pequena alameda
com esfinges leoninas, as quais deram o nome ao local: Uadi es-Sebua
significa Vale dos Leões, estando a dois quilómetros do seu sítio original.

O templo foi dedicado a três deuses: Amon-Ré, Ré-Horakhti e Ramsés II,
podendo ler-se em certas inscrições que o nome do edifício é Per-Amon, 
isto é, Casa de Amon, como que a miniaturizar o grande templo de Karnak, 
com o seu pilone, o pátio, a sala e o santuário com vários espaços anexos,
mantendo-se esta disposição após os trabalhos de transferência do templo,
feitos pelo Serviço das Antiguidades e financiados pelos Estados Unidos.

Mais para norte visitámos o templo de Dakka, consagrado ao deus Tot,
devendo-se a construção ao rei núbio Arkamon (Ergamenos), no tempo
de Ptolemeu II (Filadelfo), cujos herdeiros foram aumentando o espaço,
com obras que ainda continuaram no tempo do imperador Augusto,
como se atesta pelo nome deste (Autocrator) e de reis ptolemaicos
gravados nas paredes, onde se podem ler inscrições em escrita grega.

Antes de regressar ao barco ainda houve tempo para visitar o templo
de Maharaka, dedicado a Ísis e Serápis, atestando assim a veneração
destas duas divindades na Núbia. O edifício, que tem a porta principal 
 voltada para o lago, data do período romano e ficou incompleto.

domingo, 8 de maio de 2016

Pôr do sol no lago Nasser




Eis algumas imagens de um romântico pôr do sol no lago Nasser,
durante o inesquecível cruzeiro na Núbia, a bordo do Omar Khayam,
navegando placidamente entre Abu Simbel e Assuão, de 1 a 3 de abril.

Entre as muitas imagens captadas pelos viajantes no convés do navio,
no final do dia 2 de abril, aqui fica esta pequena e sugestiva seleção, 
rematando com a ousada pose cinéfila do Pedro e da Isabel.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O cruzeiro no lago Nasser




Do nascer ao pôr do sol o Omar Khayam foi navegando para norte,
parando nos locais históricos e arqueológicos que importava visitar,
e ainda houve tempo para desfrutar da piscina e do convés do navio,
vendo a paisagem árida e desértica das margens do lago Nasser, 
onde por vezes se via alguma vegetação e raras habitações.

Foi entre a contemplação da paisagem núbia e os lanches no convés,
sorvendo um sumo ou uma cerveja fresca, ou mergulhando na piscina,
que foi possível desembarcar para visitar os templos de Amada e Derr
e o túmulo de Pennut (que já foram referidos), mais os templos de Dakka,
Maharaka e Uadi es-Sebua (que serão evocados em próxima postagem).

quarta-feira, 4 de maio de 2016

O túmulo do governador Pennut




Depois da visita aos templos de Amada e Derr, no 11.º dia de viagem,
caminhando pelo deserto sob um sol escaldante mas rejuvenescedor,
fomos até ao túmulo de Pennut, escavado num rochedo com uma forma
vagamente piramidal, cujo interior está bem conservado, e que estava
no século passado a quarenta quilómetros mais para sul, em Aniba.

A transferência do túmulo de Pennut fez-se graças ao apoio financeiro 
dos Estados Unidos, o que implicou cortar a colina em fragmentos,
num trabalho semelhante ao que se efetuou, em muito maior escala,
nos templos ramséssidas de Abu Simbel (onde fomos no 10.º dia),
estando agora a uma altura superior e a salvo das águas do lago.

Pennut foi governador da Baixa Núbia (Uauat) durante o reinado 
de Ramsés VI, da XX dinastia (século XII a. C.), num tempo difícil
para o Egito, que ia perdendo os seus territórios na Ásia Menor
e também na Alta Núbia (Kuch), e que atravessava momentos 
conturbados na própria corte, tendo Ramsés VI subido ao trono
depois de o usurpar a seu sobrinho Ramsés V (c. 1140 a. C.).

Enquanto isto se passava no Egito, lá longe, na Núbia, Pennut
cumpria a sua missão governando a região onde acabou por ficar
sepultado num túmulo onde ele surge com a sua esposa e filhos,
levando flores e venerando os deuses, enquanto na parede leste
se lê um texto onde o governador afirma que a região de Uauat
estava bem controlada e que pertencia ao faraó Ramsés VI. 

O templo núbio de Amada





O templo núbio de Amada, relativamente bem conservado, está hoje
a mais de dois quilómetros do seu sítio original e a mais de sessenta
metros mais elevado para não ficar submerso no lago Nasser, tendo
sido deslocado num único bloco, envolvido por aço e betão reforçado,
para ser transportado por uma via férrea tripla feita para esse efeito,
devido à fragilidade das pinturas e esculturas do santuário e capelas.

A notável proeza de engenharia na transferência deste templo núbio
teve o apoio técnico e financeiro da França, podendo hoje os raros
visitantes do local apreciar as belas imagens e os textos das paredes,
que datam da época de Tutmés III e Amen-hotep II (século XV a. C.),
surgindo o nome deste último numa grande estela posta no santuário.

O quarto nome do rei está inscrito dentro da tradicional cartela,
na sua forma de Aakheperuré, antecedido pelos sonantes títulos 
de deus beneficente (netjer nefer), rei do Alto e do Baixo Egito
(nesu-biti), e senhor das Duas Terras (neb-taui), como se vê
na segunda imagem que mostra o texto hieroglífico da estela.

Depois o rei Tutmés IV (século XIV a. C.) acrescentou uma sala
hipostila com doze pilares, onde se apresenta como eterno amado 
de várias divindades, entre as quais a preponderante deusa Maet,
 cujo nome está num dos pilares da sala (terceira imagem), tendo
o templo de Amada servido como igreja cristã a partir do século V.

domingo, 1 de maio de 2016

11.º dia: percurso na Núbia





Navegando tranquilamente pelo lago Nasser, numa bela noite cálida,
sob um imenso céu estrelado, eis que o Omar Khayam ancorou de dia
mesmo em frente da ilha onde se encontra a fortaleza de Kasr Ibrim,
a única fortaleza da Baixa Núbia (Uauat) que hoje pode ser vista,
como se observa na primeira imagem, o que propiciou a evocação
da complexa rede de fortalezas erigidas pelos faraós mais para sul.

A viagem prosseguiu rumo a Amada e a Derr, e após o lauto almoço
chegámos a este destino isolado, onde o barco parou - e depois foi
desembarcar em pleno deserto núbio (segunda imagem) sob um sol
inclemente, num céu raivosamente azul (como diria Eça de Queirós),
marcando os termómetros do navio uns abrasadores 35º.

Caminhando pelo deserto, sempre à vista do lago, imitando os antigos
expedicionários egípcios em campanha na Núbia, eis que atingimos
o primeiro objetivo: o templo de Amada (terceira imagem), um templo
erguido entre os reinados de Tutmés III e Seti I (séculos XV-XIII a. C.),
que amanhã merecerá uma postagem apropriada e mais desenvolvida.

Um pouco mais adiante visitámos o templo de Derr (quarta imagem), 
do reinado de Ramsés II (século XIII a. C.), e dedicado a Amon-Ré,
mas onde o célebre faraó se pode ver a venerar diversas divindades,
estando as imagens divinas do santuário muito danificadas - mas se
estivessem intactas podíamos reconhecer Ptah, Amon-Ré, Ramsés II
e Ré-Horakhti, tal como em Abu Simbel, que serviu de inspiração.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

A Vida no Antigo Egipto (IV)


Começou na quarta-feira na Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa mais um curso dedicado ao tema «A Vida no Antigo Egipto»
organizado pelo Centro de História, e a decorrer no Anfiteatro II,
todas as quartas-feiras, entre as 18 e as 20 horas.

Este é o quarto curso egiptológico do género, desta vez com o tema
«Práticas e Hábitos», com o programa que o cartaz acima mostra,
e que conta com a colaboração de docentes que são investigadores 
do Centro de História e habituais presenças nestes cursos.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Ao 10.º dia: Abu Simbel




No décimo dia de viagem partimos de avião de Assuão até Abu Simbel,
num percurso rápido, que em anos anteriores fazíamos de autocarro,
em longa viagem pelo deserto, saindo de Assuão às quatro da manhã, 
para ver o nascer do sol a caminho de Abu Simbel, já em plena Núbia.

A manhã foi passada no barco Omar Khayam, conhecendo as instalações
e almoçando a bordo, saindo à tarde de autocarro para ver os templos
de Abu Simbel, o maior dedicado a quatro deuses (Ptah, Ré-Horakhti, 
Amon-Ré e ao próprio Ramsés II) e o mais pequeno feito para Hathor
e para a rainha Nefertari, a esposa preferida do grande Ramsés II.

A jornada foi gratificante, visitando os templos na parte da tarde,
com uma temperatura aprazível (uns 28º) e com boa luminosidade,
sendo evocada a grande obra de engenharia moderna que conseguiu
transferir no século passado (anos 60) os templos do seu antigo local 
pondo-os a salvo da subida das águas do imenso lago Nasser.

A visita terminou em beleza com um bem organizado espetáculo
de som e luz à noite, melhor que os de Filae, Karnak ou Guiza, 
recordando a história do Egito faraónico, em especial o reinado
de Ramsés II, com os seus tempos de guerra (batalha de Kadech)
e de amor (a paixão por Nefertari), em excelente recriação.


sexta-feira, 22 de abril de 2016

9.º dia: Assuão, Filae e Kalabcha




O 9.º dia foi muito preenchido, saindo cedo para visitar a ilha de Filae
(na verdade a ilha de Agilkia) com o belo templo dedicado à deusa Ísis
e as construções envolventes, entre elas o pavilhão de Augusto-Trajano
que as imagens mostram - e à noite voltámos à ilha para ver o espetáculo 
de som e luz, em que os visitantes vão percorrendo o templo e escutando 
a história de Ísis e Osíris, e do filho Hórus, que vai sendo contada.

Ainda antes do almoço houve tempo para estar nas pedreiras de Assuão,
vendo lá o impressionante Obelisco Inacabado, e para perceber como
os antigos Egípcios extraíam no local o granito escuro e o granito rosado
utilizados nas grandes construções como nos templos de Karnak e Lucsor,
e nas estruturas internas das pirâmides de Dahchur, de Guiza e de Sakara, 
as quais ficam a uns 800 quilómetros para norte de Assuão!

De tarde foi a visita à ilha onde atualmente está o templo de Kalabcha, 
mas que no século passado estava a 40 quilómetros para sul e foi salvo
de ficar submerso nas águas do lago Nasser, juntamente com outros
monumentos que lá se encontram, como o templo de Beit el-Uali.
Ah, e ainda demos um belo passeio de feluca pelo rio Nilo rodeando 
a ilha de Elefantina (a antiga Abu) e fomos ver uma aldeia núbia!

quinta-feira, 21 de abril de 2016

«Festa egípcia» a bordo




Mantendo uma antiga tradição também na viagem deste ano ao Egito
se realizou a bordo, durante o cruzeiro no rio Nilo, a «festa egípcia»
que culminou com um jantar agradável e opíparo, servido com requinte
enquanto o barco navegava tranquilamente à noite rumo a Assuão.

Na imagem de cima os viajantes posam em «trajos típicos regionais»
na escadaria nobre do barco, antes de seguirem para a sala de jantar,
ao meio estão os três guias, Luís Araújo, Teresa Neves e Mustafa, 
e em baixo estão alguns dos viajantes jantando com os seus trajos.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

8.º dia: Edfu e Kom Ombo




O 8.º dia decorreu navegando para sul, em aprazível cruzeiro no Nilo.
passando de noite pela comporta de Esna, rumo a Edfu, onde chegámos
pela manhã para visitar o templo do deus Hórus, muito bem conservado,
onde foi tirada a obrigatória fotografia de grupo junto da grande estátua 
do falcão divino, repetindo o gesto de Calouste Gulbenkian em 1934.

O templo foi percorrido com calma, desde o pilone, o pátio hipostilo,
a escura sala hipostila com as suas altas colunas, e as restantes salas
com sugestivos baixos-relevos, até ao santuário recôndito de Hórus, 
saindo para o corredor externo que envolve o templo entre altos muros
pejados de imagens - entre elas a vitória de Hórus sobre o malvado Set.

Mais a sul, no templo duplo de Kom Ombo, dedicado a Hórus e Sobek,
e que está parcialmente destruído, como se vê na terceira fotografia,
ainda deu para imaginar como seria a construção original, datada
da Época Greco-romana, completada pelo seu profundo nilómetro.

O dia terminou muito bem com a visita ao Museu de Kom Ombo,
excelentemente organizado, sendo impressionantes os crocodilos
mumificados que lá estão expostos, assim como as belas peças
que na sua maioria evocam Sobek, o deus benfazejo do local.
À noite, no barco, foi a «festa egípcia», mas fica para amanhã.