quinta-feira, 31 de outubro de 2019

De partida para o Egito


Faltam poucas horas para a partida de mais um grupo de viajantes
para o Egito, de novo com organização da agência Novas Fronteiras
e o apoio científico e pedagógico do Instituto Oriental da Faculdade
de Letras da Universidade de Lisboa, sendo esta já a quinta viagem
deste ano de 2019 - e apenas há cinco dias estávamos nós no Irão.

A grande diferença é que desta vez o percurso será Lisboa-Istambul
e depois Istambul-Alexandria, porque o programa de doze dias terá
início na antiga cidade de Cleópatra e da dinastia ptolemaica, após
 o que seguiremos para o Cairo e daqui para o aliciante sul do Egito, 
onde haverá muito para ver, e sobretudo o cruzeiro no rio Nilo.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

O Egito na Pérsia e no Irão






Realizou-se com grande sucesso a viagem ao Irão, levada a efeito
pela agência Novas Fronteias, com a guia Teresa Neves, contando
com o habitual apoio científico e pedagógico do Instituto Oriental 
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo também 
sido fundamental para o sucesso da viagem o solícito guia iraniano 
Said, sobretudo para as questões relacionadas com o Irão islâmico.

Como se vê pelos mapas inseridos, o Egito ficou incluído no imenso
Império Persa, criado pelos Aqueménidas, como uma das províncias
(satrapias) mais ricas, contribuindo para os trabalhos de construção 
dos enormes complexos palatinos em Susa, Pasárgada e Persépolis 
com homens e materiais, notando-se as influências da arte egípcia
em vários aspetos arquitetónicos e decorativos de Persépolis (onde
foi tirada a foto que acima se vê, com o grupo de felizes viajantes, 
sendo de notar as senhoras com os obrigatórios lenços na cabeça).

Do cosmopolitismo do Império Persa ficou uma sugestiva inscrição
do grande rei Dario I, no seu palácio de Susa, mas que também serve
para ilustrar a intensa atividade construtiva em Persépolis, atestando
adrede a participação dos diversos povos nas grandes obras levadas 
a cabo pelos soberanos Aqueménidas, com relevo para os egípcios:

«Para este palácio que ergui em Susa, os materiais foram trazidos
de longe. A madeira de cedro foi trazida de uma montanha chamada
Líbano; assírios transportaram-na para Babilónia, e da Babilónia
cários e jónios trouxeram-na para Susa; a madeira de teca foi trazida
da Índia; o ouro veio de Sardes e da Bactriana; as pedras preciosas,
o lápis-lazúli e a cornalina da Sogdiana; a prata e o ébano do Egito;
os materiais que decoram os muros, da Jónia; o marfim da Etiópia,
da Índia e da Aracósia; as colunas de pedra, da Cária; os pilares
de pedra, afeiçoados aqui, foram trazidos de um palácio no Elão.
Os homens que trabalharam a pedra eram jónios, lídios e egípcios;
os ourives eram medos e egípcios; os homens que trabalharam
a madeira eram lídios e egípcios; os homens que assentaram
os tijolos eram babilónios; e os decoradores de paredes eram
medos e egípcios. Em Susa realizou-se um esplêndido trabalho.
Possa Ahura Mazda proteger-me».

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Antes do Egito, o Irão




Mesmo antes da partida de mais um grupo para o Egito, que ocorrerá
no dia 31 de outubro (e que será a quinta viagem deste ano de 2019),
outro grupo partirá rumo ao Irão, para um rico e aliciante programa 
de dez dias, com organização da agência Novas Fronteiras e o apoio
científico e pedagógico do Instituto Oriental da Faculdade de Letras 
da Universidade de Lisboa, num percurso que irá de Teerão a Chiraz
e que decorrerá entre 18 e 27 de outubro. A partida é mesmo hoje!

Na imagem de cima podemos ver um aspeto do complexo palatino
de Persépolis, um importante centro político da Pérsia Aqueménida,
que visitaremos no dia 26 de outubro (o nono dia da nossa viagem),
juntamente com Pasárgada, e ainda o conjunto de túmulos rupestres
de vários soberanos persas em Naqch-e Rustam, perto de Chiraz,
completando a visita a locais históricos do Irão islâmico como
grandes mesquitas e palácios em Teerão, Isfahan, Yazd e Chiraz.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Mais e mais sarcófagos



Há poucos dias o nosso diligente e dedicado escriba Paulo Ferrero
divulgava no Faraó e Companhia a descoberta de um templo datado
do reinado de Ptolemeu IV Filopator (222-205 a. C.), da dinastia
ptolemaica (de origem macedónica), e eis que um novo achado,
numa área de Lucsor Ocidental, vem mostrar que as descobertas
de vestígios do passado no Egito são inesgotáveis e quase diárias,
até porque foram mais de três mil anos a sepultar pessoas.

Amplamente noticiado pelos meios de comunicação, sempre atentos
a este tipo de notícias oriundas do Egito, o achado feito em Assassif
consta de uns vinte sarcófagos antropomórficos de madeira pintada,
repletos de imagens e inscrições, parecendo alguns deles, pelas fotos
adrede divulgadas, serem da XXI dinastia (entre 1070 e 945 a. C.),
semelhantes aos cinco exemplares que se encontram na Sociedade
de Geografia de Lisboa, oriundos de Deir el-Bahari.


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

A escrita das escritas




A aliciante exposição que há vinte anos esteve patente na Fundação
Portuguesa das Comunicações, mostrando as mais importantes ou
as mais conhecidas escritas do mundo (antigas e atuais), originou 
diversos artigos sobre a temática publicados em diferentes revistas,
entre as quais a Códice, que era editada pela Fundação Portuguesa
das Comunicações, além de ter propiciado um volume intitulado
A Escrita das Escritas, que se encontra completamente esgotado.

Entre os vários textos lá inseridos evocando as diversas escritas
patentes na exposição sobre «A escrita: traços e espaços», eis
uma breve lista com alguns colaboradores e respetivos artigos:

Grafismos pré-históricos: «escrita» antes da escrita
João Pedro Cunha-Ribeiro
A escrita ugarítica, fenícia e hebraica e seus antecedentes
José Augusto Ramos
As escritas egípcias: eternidade e quotidiano
Luís Manuel de Araújo
Origens e evolução da escrita chinesa
Li Jian
Sistemas de escrita grega
Custódio Magueijo
Escrita e oralidade na época romana
José Cardim Ribeiro
A «escrita do Sudoeste»
Amílcar Guerra
A escrita árabe: a escrita da mensagem divina
Eva-Maria von Kemnitz
Escritas do subcontinente indiano
Fernando Cardoso
A escrita latina na Idade Média e Renascimento
Bernardo de Sá-Nogueira

A escrita, há vinte anos





A bela exposição sobre «A escrita: traços e espaços», inaugurada
justamente há vinte anos (outubro de 1999), na Fundação Portuguesa 
das Comunicações, procurou reunir todas as escritas do mundo (ou 
melhor, quase todas, pelo menos as mais conhecidas), e nestas fotos
se podem ver algumas das secções expositivas, estando na primeira
imagem a área dedicada à escrita cuneiforme, inventada na Suméria.

Depois vinha a escrita hieroglífica dos antigos Egípcios, representada
na exposição por vários suportes onde ela foi redigida (desde a pedra
à faiança e ao célebre papiro), seguindo-se a escrita fenícia, hebraica
(na segunda imagem), grega, latina e árabe (na terceira imagem), entre
outras, figurando em vários suportes e documentos cedidos por museus
nacionais e estrangeiros (o Museu Britânico e o Museu do Louvre).

Na última imagem pode ver-se o comissário científico da exposição  
esclarecendo o então Presidente da República Doutor Jorge Sampaio, 
estando também presente o Dr. Leiria Viegas, presidente da Fundação
Portuguesa das Comunicações, a quem muito se deve a exitosa mostra
que esteve patente durante seis meses, restando dela várias fotografias
que recordam esse evento, e artigos publicados em diversas revistas,
para além de um volume sobre A Escrita das Escritas, hoje esgotado.

Exposição sobre a escrita




Foi há vinte anos que se inaugurou a exposição «A escrita: traços
e espaços», organizada na Fundação Portuguesa das Comunicações,
com o apoio científico do Instituto Oriental da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, que tinha por objetivo mostrar as várias
escritas utilizadas pela humanidade (algumas delas já desaparecidas)
começando pela escrita pictográfica dos Sumérios e dos Egípcios.

A exposição, patente ao público de outubro de 1999 a março de 2000,
foi inaugurada pelo presidente da República Doutor Jorge Sampaio,
que está na segunda imagem acompanhado pelo comissário científico,
o qual também coordenou um volume editado na ocasião, com o título 
de A Escrita das Escritas, que reuniu textos de diversos especialistas 
nas escritas apresentadas na mostra, e que se encontra agora esgotado.

O espaço destinado à exposição, com uma hábil conceção e montagem
do arquiteto Carlos Carvalho, e que mostrava diversos tipos de escrita
em diferentes suportes, começava logo com um painel «provocatório»,
perguntando aos visitantes em que escrita foram redigidos os famosos
«dez mandamentos» recebidos por Moisés no monte Sinai numa placa
de pedra redigida, segundo a Bíblia, por Deus. Qual seria a escrita?

Faltam três semanas


Faltam agora três semanas para mais um grupo de ansiosos viajantes  
partir rumo ao Egito, naquela que será a quinta viagem feita este ano 
ao país do Nilo, em mais uma visita de estudo organizada pela agência
Novas Fronteiras, e com o habitual acompanhamento científico a cargo
do Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

domingo, 29 de setembro de 2019

Pausa nas escavações de Copto



Durante as pausas nos trabalhos de escavações na zona de Copto,
de onde nos tempos faraónicos partia a rota do Uadi Hammamat,
os jovens egiptólogos que lá beneficiam de um prático processo
de aprendizagem aproveitam para visitar com detalhe e proveito
o belo templo de Dendera, erigido para o culto da deusa Hathor.

Aproveitando o facto de esse monumento, que nos últimos anos
tem beneficiado de uma excelente ação de restauro, ficar perto 
das instalações onde estão alojados, podem percorrer com vagar
esse templo, deixando como testemunho a selfie tirada no telhado 
do edifício (a caminho do «Zodíaco de Dendera») ou à entrada.

Escavações em Copto



A egiptóloga Daniela Martins, depois de ter concluído o seu mestrado
na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, encontra-se agora
a preparar o seu doutoramento na Universidade de Liverpool, e para
enriquecer os seus conhecimentos práticos integrou a missão do IFAO
(Institut Français d'Archéologie Orientale) e da Universidade de Lyon
Lumière 2, que prossegue escavações arqueológicas na zona de Copto.

A missão conjunta é dirigida por Laure Pantalacci e Cédric Gobeil,
conhecidos egiptólogos, e dispõe de instalações apropriadas perto
do templo de Dendera, onde os membros da equipa estão alojados,
relativamente a pouca distância de Copto (a antiga Koptos da Época
Greco-romana, atualmente é Kift), a capital da 5.ª província do Alto 
Egito, onde era venerado o grande Min, deus itifálico da fertilidade.

Numa das fotos vemos a egiptóloga Daniela Martins, acompanhada
por uma jovem colega italiana, Beatrice de Faveri, testemunhando 
a presença de estudantes que preparam o seu doutoramento na área
da Egiptologia na equipa do IFAO e da Universidade de Lyon,
beneficiando da experiência dos responsáveis pela escavação.


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Reencontro de guias no Egito


Na quarta viagem deste ano ao Egito (a segunda viagem de Verão)
recentemente efetuada, repetiu-se o tradicional encontro de guias,
novamente num simpático restaurante perto da zona arqueológica
e histórica de Sakara, depois das visitas aos monumentos do sítio,
com relevo para o complexo funerário de Djoser e mastaba de Ti.

A clássica foto mostra os guias depois de uma opípara paparoca,
com o egiptólogo da Faculdade de Letras de Lisboa, o guia egípcio
Mustafa el-Ashabi, a exímia guia Teresa Neves da agência «Novas 
Fronteiras», e o anterior guia das nossas viagens, Gamal Khalifa, 
agora a ultimar a tese de doutoramento na Universidade do Porto.

Os membros comensais do grupo estão escondidos pelos guias,
vendo-se sobre a mesa do repasto uma cândida e inocente latinha
 de Coca-cola, procurando disfarçar a presença de muitas garrafas
 da irrecusável e fresquinha cerveja egípcia «Stella» que se foram
acumulando escandalosamente por lá e que não estão aqui à vista
(ah, mas convém sublinhar que o guia Mustafa não bebe álcool). 

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Arroios no Egito, em Edfu


A velha caleche, conduzida por um exímio e experiente condutor,
um Ben-hur dos tempos modernos, prepara-se para iniciar a viagem
rumo ao belo templo de Edfu, o mais bem conservado dos edifícios 
religiosos do antigo Egito (visitado no dia 25 de agosto), levando
a bordo o guia egiptólogo e a sempre animada Margarida Martins
dinâmica autarca da populosa freguesia de Arroios, em Lisboa.

O segundo grupo do Verão



Aqui estão os viajantes do segundo grupo de Verão, que entre os dias
20 e 27 de agosto percorreram os mais importantes locais históricos
do antigo Egito, numa sucinta viagem que permitiu ver o essencial
do imenso legado da civilização egípcia, das pirâmides de Guiza
a Abu Simbel, e que incluiu o agradável cruzeiro no rio Nilo.

Afetuosamente em Guiza






Eis uma pequena seleção de fotos tiradas no planalto de Guiza,
depois da visita à área onde as três famosas pirâmides se erguem
servindo de belo cenário de fundo para a tradicional captação 
de imagens no local:  os três guias da viagem estão em todas,
variando os viajantes do primeiro grupo do Verão de 2019.

No Khan el-Khalili




Nunca pode faltar, no percurso pela cidade do Cairo, no estrépito
dos seus 22 milhões de habitantes, uma visita ao Khan el-Khalili,
o mais histórico e mais conhecido bazar da cidade, onde uma vez
mais percorremos as suas labirínticas e esconsas vielas atulhadas
de lojas, lojinhas e lojecas onde se vende um pouco de tudo.

Nos últimos anos temos acedido ao famoso e movimentado bazar
cairota entrando pelo lado contrário, por uma das antigas portas
da cidade, a Porta da Vitória (Bab el-Nasr), percorrendo ruelas
cheias de edifícios do período mameluco, e vendo pelo caminho
a área do gado: na foto pode ver vista uma vaca em fase de dieta
e um corpulento carneiro exibindo apêndices expressivos.

«Poses egípcias»




No decurso das frutuosas visitas a locais históricos do antigo Egito
não faltam oportunidades para captar as mais diversas situações,
umas sem preparação prévia, outras em poses estudadas imitando
com grande espírito criativo as representações corporais egípcias.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Postagem número mil


Com esta bela imagem da ilha de Filae, vendo-se o templo de Ísis
e o elegante pavilhão de Augusto-Trajano, onde estaremos dentro
de alguns dias, pretende-se assinalar jubilosamente a postagem 
número mil neste concorrido blogue «Faraó e Companhia».

De facto, desde setembro de 2010 que o blogue se mantém ativo,
embora já sem alguns dos seus inspiradores e escribas iniciais,
mas neste dia em que mais um grupo entusiasta de viajantes parte 
para o Egito convém registar o acontecimento das mil postagens.

E mais virão, porque os nossos leitores bem merecem!

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Amanhã, nova partida para o Egito




É já amanhã que um novo grupo partirá rumo ao Egito, para ver,
entre outros sítios históricos, os monumentos aqui apresentados,
desde os «Colossos de Memnon» (o que resta do grande templo
funerário de Amen-hotep III), ao harmonioso templo de Lucsor 
e o gigantesco templo de Karnak (aqui evocado com um aspeto 
do Akh-menu, o colorido «salão de festas» de Tutmés III).

Esta é já a quarta vez neste ano que viajamos para o país do Nilo
com duas viagens na Páscoa e duas no Verão, respondendo assim
aos desejos de um número crescente de interessados em conhecer
o Egito sob os auspícios da Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa e beneficiando da experiência das «Novas Fronteiras»
com o útil e dinâmico profissionalismo da guia Teresa Neves.

Ah, e no final do ano haverá uma nova viagem ao Egito (que terá
prolongamento para Israel), na intenção de evocar os 150 anos
da visita de Eça de Queirós e do seu amigo Conde de Resende 
ao Egito e Terra Santa (inauguração do canal de Suez em 1869).

domingo, 18 de agosto de 2019

Olhando para cima e para baixo



No templo de Hórus e Sobek em Kom Ombo, bem como em outros
templos egípcios, podem ser apreciadas imagens como as que aqui 
se publicam: olhando para cima ainda hoje se veem alguns linteis, 
arquitraves e lajes de cobertura exibindo pinturas que mostram 
estrelas douradas, inscrições e abutres de longas asas, e olhando
para baixo descobrem-se grandes blocos que estiveram unidos 
pelo sistema de «cauda de andorinha», um tipo de encaixe feito
de metal ou de madeira destinado a robustecer a construção.