domingo, 31 de maio de 2026

Instantâneos turcos

 


A seleção de imagens que aqui se publica pretende recordar
uma exitosa viagem que recentemente terminou na Turquia, 
deixando muito contentes os participantes que dela fruiram,
e alguns dos quais tencionam regressar, porque existe outra
Turquia que merece ser conhecida, na zona oriental do país
também conhecida por Turquia Seldjúcida, para já não falar
da Turquia Central onde vamos em setembro deste ano para
estarmos no coração do antigo Império Hitita em Hattucha.

Nova visita à Turquia


 


Entre os dias 16 e 27 de maio estivemos na Turquia, viajando
desde Istambul até à Capadócia, cumprindo um interessante e
muito rico percurso cultural que nos levou de Bursa (primeira
capital otomana) a Çannakale, onde pontifica a famosa Tróia,
indo depois pela costa egeia da antiga Jónia rumo às antigas e 
ainda atraentes cidades greco-romanas de Éfeso e Hierápolis,
rematando em Cónia e na Capadócia, com belas paisagens.

Convívios de doadores rotários

 


Continuam no seu ritmo normal os convívios gastronómicos
entre os membros do Rotary Clube de Lisboa, a que amiúde
se associam membros de outros clubes rotários, numa eficaz
e muito proveitosa oportunidade de serem recolhidos fundos
para custearem as ações de benemerência e solidariedade de
timbre mecenático, de que é exemplo o anúncio em baixo, a
propósito da entrega de diplomas a bolseiros apoiados pelo
Rotary Clube de Lisboa, numa sessão que irá ser realizada
no dia 23 de junho (18h00), no Instituto Superior Técnico.

Rotários em movimento

 


A seleção de fotografias recorda algumas atividades recentes
do Rotary Clube de Lisboa, em viagens culturais e solidárias
feitas a Tomar e a Madrid, cujo clube rotário foi padrinho do
Rotary Clube de Lisboa para a sua fundação, em 1926, tendo
o notável centenário sido comemorado em janeiro deste ano, 
vendo-se ainda uma sessão realizada na sede do clube, onde
estiveram presentes membros de outros clubes rotários.

Visita do Presidente



As imagens aqui publicadas referem-se à visita feita a Portugal
pelo presidente de Rotary Internacional o companheiro italiano
Francesco Arezzo, vendo-se em cima a receção no aeroporto, e
depois a sua entrada para o salão do jantar de gala realizado no
Hotel Pestana Palace (Lisboa) ladeado pelo companheiro Jorge 
Lucas Coelho, governador do distrito 1960, estando na foto em 
baixo Francesco Arezzo com a sua esposa Anna Maria e o Eng.
Pedro Correia, o atual presidente do Rotary Clube de Lisboa.

domingo, 10 de maio de 2026

Mais atividades rotárias

 




São múltiplas e variegadas as atividades que o Rotary Clube
de Lisboa leva a efeito, procurando cumprir o seu programa
mensal de tarefas, mostrando estas imagens aqui publicadas
algumas ações realizadas nos meses anteriores com a sessão
de emblemagem de uma nova companheira, a entrega ao ex-
presidente da República Professor Marcelo Rebelo de Sousa
da medalha e livro dos 100 anos do Rotary Clube de Lisboa,
uma sessão na sede do clube dedicada ao tema do Ambiente
e fotos referentes a encontros com outros clubes rotários.

Jantar rotário solidário




Cumprindo uma antiga e solidária tradição, alguns membros
do Rotary Clube de Lisboa participaram num opíparo jantar,
abundante e deveras saboroso, na Associação João 13, tendo
a refeição sido confecionada com a participação dedicada de
diversos companheiros do clube, e os que não puderam estar
por motivos de ordem pessoal, ou profissional, estiveram lá
em espírito, mas colaboraram na aquisição de produtos, e o
carrinho de compras que se vê em cima atesta bem a dádiva.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Três grupos em cruzeiro

 

No dia 8 de abril de 2026, navegando placidamente pelo Nilo
em ameno e repousante cruzeiro, uma agência de viagens que
está muito vocacionada para os percursos culturais no Egito e
outros destinos com uma rica história antiga conseguiu juntar
três grupos no navio Sonesta Nile Goddess, cada qual com os
seus guias, que nesta bela fotografia posam para recordação.

Sentados estão os guias egiptólogos Luís Araújo, Inês Torres,
e José Sales, muito bem acompanhados na segunda fila pelas 
experientes e eficazes guias Teresa Neves, Mariana Simões e 
Leonor Martins estando atrás delas os exímios guias egípcios 
Mustafa el-Ashabi, Ibrahim el-Ashabi e Ramy el-Habbal, os
quais têm contribuído para o sucesso das viagens ao Egito.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Do rio Nilo ao rio Douro

 



Teve lugar ontem a sessão prevista na Sociedade de Geografia
de Lisboa, no Auditório Adriano Moreira, sobre as coleções de
antiguidades egípcias existentes no Porto e em Gaia (Canelas) 
tendo uma parte dos interessados no tema assistido por zoom,
facultando-se aos presentes um texto de apoio sobre o tema, o
qual inseria a lista de todos os acervos existentes em Portugal,
e que são mais de 1200 peças em núcleos públicos e privados.

Esta conferência foi organizada pela secção de Arqueologia da
Sociedade de Geografia de Lisboa, proporcionando um melhor
conhecimento de várias coleções egípcias existentes no Museu 
de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto e no
Museu Nacional de Soares dos Reis, e ainda em Gaia, Canelas,
no Solar Condes de Resende (antigo núcleo Marciano Azuaga)
e que é atualmente a sede ativa da Confraria Queirosiana.

Na anterior referência à sessão da Sociedade de Geografia de
Lisboa foi mostrada a imagem da estatueta funerária (uchebti)
de Djedhor (a mais bela estatueta funerária de faiança entre as
muitas que existem no nosso país), agora é aqui divulgado um
chauabti de madeira feito para Minemai, que tinha o cargo de
guardião da necrópole, exposto no Solar Condes de Resende,
e que é o melhor exemplar feito de madeira do nosso país.

É preciso atender à diferença que existe na classificação das
estatuetas funerárias produzidas no antigo Egito, que surgem
com as designações de chauabti ou de uchebti, reservando-se
o termo chauabti para as estatuetas feitas até meados da XXI
dinastia (c. 1000 a. C.), e o termo uchebti depois dessa data,
uma expressão que deriva do verbo ucheb (responder), dado
que se esperava que as estatuetas respondessem à chamada.

A inscrição hieroglífica gravada na estatueta está reproduzida,
em texto manuscrito, ao lado do chauabti: Que brilhe o Osíris
guarda da porta da necrópole de Mênfis, Minemai. Ele diz: Ó
chauabti, se fores chamado para fazer qualquer dos trabalhos
que se fazem na necrópole (no Além) e se te for imposta uma 
tarefa como a um homem nas suas funções tu farás o trabalho 
diário que consiste em plantar os campos, encher os canais de
água e transportar areia (ou estrume) de oriente para ocidente.
Tu dirás: Repara, aqui estou, eu o farei.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

O Egito, do Nilo ao Douro





Realiza-se hoje, dia 6 de maio, quarta-feira, na Sociedade de
Geografia de Lisboa, uma palestra que tem como temática os
interessantes acervos egípcios existentes no Porto (Museu de 
História Natural e Ciência da Universidade do Porto e Museu
Nacional de Soares dos Reis, antiga coleção John Allen, hoje
pertencente à Câmara Municipal do Porto), e Gaia, Canelas,
Solar Condes de Resende, antiga coleção Marciano Azuaga.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Textos da realeza faraónica




Viajando pelo Egito, para ver os monumentos deixados pelos
faraós, vão aparecendo a todo o momento inscrições contendo 
os nomes de reis e rainhas dentro das apropriadas cartelas, que
muitos dos visitantes querem conhecer, e perceber como é que
com tantos «bonecos» onde abunda uma perturbadora fauna e
símbolos deveras «esquisitos», se pode escrever um nome real
ou o nome de alguém, a começar pelos nomes dos viajantes.

Nas viagens culturais ao Egito procura-se amiúde responder à
curiosidade das pessoas com uma linguagem conveniente para
esclarecer o essencial da onomástica faraónica, interpretando e
lendo signo a signo os nomes e os títulos a começar por alguns
que nas imagens acima estão presentes: rei do Alto e do Baixo
Egito (nesu-biti), senhor das Duas Terras (neb-taui), senhor de
aparições (ou das coroas) (neb-khau) e filho de Ré (sa Ré).

Nas duas imagens em cima, vê-se a parte de trás da estátua de 
Ramsés II, mas as pessoas só olham para a parte da frente; no
entanto conviria conhecer a onomástica que lá se poderá ler, a
começar pelo nome de Hórus Touro poderoso amado de Maet
(Ka nakht, meri Maet), rei do Alto e do Baixo Egito (do junco
e da abelha, nesu-biti) Usermaetré-setepenré, filho de Ré, Ra-
messu-meriamon (este último está parcialmente destruído).

Depois encontra-se uma estátua da rainha Mutnefert com uma
pesada cabeleira hatórica, dizendo a inscrição à direita: o deus
beneficente (deus bom, netjer nefer) e senhor das Duas Terras
(neb-taui), Aakheperenré (prenome do rei Tutmés II) ele fez o
(este) seu monumento...E continua na coluna à esquerda: para
sua mãe (mut.ef), esposa real (hemet-nesu) e mãe do rei (mut-
-nesu) Mutnefert, justificada ou justa de voz (maet-kheru).

Na imagem ao centro aponta-se para a base de uma estátua de
Ramsés II que se encontra no sítio da antiga Mênfis (onde era
cultuado o deus Ptah), podendo ler-se parte da titulatura régia
do famoso faraó:  Hórus Touro poderoso amado de Maet (Ka
nakht, meri Maet), rei do Alto e do Baixo Egito (o do junco e 
da abelha, nesu-biti), senhor das Duas Terras (neb-taui) User-
maetré-setepenré, filho de Ré senhor de aparições (ou senhor
das coroas, ou diademas) (neb-khau), Ramessu-meriamon.

Na imagem em baixo lê-se uma inscrição à entrada do grande 
templo funerário de Ramsés III, em Medinet Habu, vendo-se
os signos hieroglíficos gravados em profundidade para que se
possa perceber bem o prenome (ou o quarto nome) do rei que
era Usermaetré-meriamon, seguindo-se o título de filho de Ré
(sa Ré), senhor de aparições (ou senhor das coroas, diademas)
(neb-khau) não se lendo aqui o nome de Ramsés; mas na base
do texto nota-se que a forma onomástica original foi alterada.

Esclarecimentos egiptológicos

 


A missão crucial do guia egiptólogo que acompanha os grupos
de viajantes interessados, uma ação que decorre desde há mais
de 25 anos (começou em 2 000), será falar de forma agradável,
sucinta e compreensiva, prestando todos os esclarecimentos ou
esclarecendo as muitas dúvidas que subsistem; no caso em que 
as pessoas não querem alterar as ideias (por vezes estranhas ou
insólitas, ou mesmo aberrantes) que trazem acerca da brilhante
civilização egípcia, não há qualquer problema, tudo corre bem,
e como muitos viajantes adrede reconhecem aprende-se muito.

domingo, 26 de abril de 2026

Ainda a viagem à Núbia

 



O grupo que esteve no Egito entre os dias 1 e 15 de abril teve
a oportunidade de percorrer o país do Nilo desde Alexandria
a Abu Simbel, do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, ou
seja, percorrendo cerca de 1300 quilómetros, com a suprema
vantagem de fazer dois cruzeiros: o percurso clássico no Nilo
entre Lucsor e Assuão, e o percurso pelo lago Nasser, indo de
Abu Simbel até Assuão, passando por diversos monumentos,
todos eles transferidos nos anos 60 dos seus sítios originais.

O cruzeiro através do lago Nasser, que resultou da construção
da grande barragem de Assuão (inaugurada em 1971), motiva
sempre uma grande expetativa entre os viajantes, e mais uma
vez a navegação na Núbia foi um sucesso, permitindo rever o
impressionante sítio histórico de Abu Simbel e seus templos,
seguindo para norte, em direção a Kasr Ibrim, Amada (a foto  
em cima), Uadi es-Sebua (segunda foto), mais os templos de
Derr, Dakka e Maharaka, vendo o belo pôr do sol da Nùbia. 

Regresso à Núbia





Pela terceira vez fomos visitar a região mais ao sul do Egito,
um maravilhoso local onde poucos grupos se deslocam, mas
vale a pena uma viagem pela Núbia, como podem atestar os
viajantes que lá estiveram em abril, para verem as paisagens
que ladeiam o imenso lago Nasser e os monumentos que por
lá foram erigidos pelos antigos Egípcios ocupando a região.

Viajando a bordo do Prince Abbas, o belo navio de cruzeiro
em estilo old fashion, com bons quartos e um restaurante de
elevado nível e excelente serviço, que é um verdadeiro hotel
flutuante, puderam os entusiasmados excursionistas visitar a
velha fortaleza de Kasr Ibrim e diversos templos deslocados
dos seus sítios originais e integrados num percurso turístico.

Império Médio e Império Novo

 


Cerca de quinhentos anos separam estas duas imagens, sendo 
a primeira a base de um altar datada do reinado de Senuseret I
(da XII dinastia) e a segunda é o fragmento de uma decoração
mural com a imagem de Amen-hotep III (da XVIII dinastia),
em cujo reinado a civilização egípcia atingiu o seu apogeu.

No bloco de granito rosado que está em cima, pode ler-se uma
parte da titulatura régia de Senuseret I (c. 1950-1900 a.C.), e o
texto alude a lautas oferendas que são trazidas para o monarca, 
que se declara dotado de vida, de estabilidade e prosperidade,
vendo-se um desfile de figuras que representam províncias.

Na pintura em baixo vê-se Amen-hotep III (1390-1353 a. C.),
com o seu prenome (o quarto nome) de Nebmaetré antecedido 
pelo título de deus bom (netjer nefer) e criador (iret-khet, que
à letra é «fazedor de coisas»), dotado de vida como Ré, tendo
atrás dele a sua mãe (mut-nesu), Mutemuia, dotada de vida.

Religião egípcia em Coimbra

 




Cumprindo uma proveitosa colaboração, que já tem oito anos,
entre a Faculdade de Letras de Lisboa (Centro de História) e o
Departamento de História da Faculdade de Letras de Coimbra,
realizou-se nesta prestigiada instituição mais uma conferência
dedicada à religião egípcia, desde os primórdios pré-históricos
ao advento do cristianismo, rematando com um belo almoço, a
convite do simpático anfitrião Professor Doutor Luís Rêpas.

Universidade Americana no Cairo

 




Na última viagem ao Egito em abril, ficámos mais dois dias no
Cairo devido à inopinada greve da Lufthansa (sempre ela!...) e
por isso houve a feliz oportunidade para visitar a Universidade 
Americana do Cairo, com as suas enormes instalações na zona 
nova da imensa cidade do Cairo, as quais são impressionantes,
decorrendo nesta altura vastas obras de construção no campus.

Fundada em 1919, esta centenária Universidade pretende agora
alargar o seu campus com novos edifícios e espaços verdes, em
prol dos seus alunos, docentes e funcionários, mas o que existe
neste momento já é digno de admiração, quer na espaçosa área
dedicada ao ensino quer nas instalações para os estudantes, que
muito irão beneficiar com o alargamento das suas estruturas.

A visita foi guiada pela egiptóloga Joana Mendes Pinto, aluna
do mestrado em Egiptologia na Universidade Americana, que 
recentemente concluiu com sucesso o seu curso, apresentando
uma inovadora tese dedicada às carpideiras do Império Antigo
dirigida pela Professora Salima Ikram, a qual se vê na imagem,
rematando com uma foto da visita da Joana a Guiza (2021).

terça-feira, 21 de abril de 2026

Em Guiza, há 60 anos

 

Na viagem ao Egito que teve lugar no mês de fevereiro, num
percurso clássico que nos levou de Alexandria a Abu Simbel
e incluiu o tradicional cruzeiro no rio Nilo, conhecemos uma
simpática companheira de viagem, Ana Ramalhete, que tinha
estado no Egito há mais de 60 anos, prometendo então enviar 
uma fotografia antiga dessa jornada, para ela inesquecível.

E aqui está essa velha fotografia tirada no famoso planalto de
Guiza, vendo-se ao longe a grande pirâmide do rei Khufu (da
IV dinastia, conhecido também pelo seu nome helenizado de
Queóps), tendo à esquerda da imagem a cabeça da Esfinge e 
o templo do vale de Khafré (Quéfren), com a pequena Ana,
então com 8 anos, num alto dromedário, com os seus pais.

No velho Museu Egípcio

 


Na última estadia no Egito, enquanto um grupo de viajantes
partia e outro chegava, houve a rara oportunidade de passar
um dia inteiro no Grande Museu Egípcio, na zona de Guiza,
e outro dia no velho Museu Egípcio do Cairo, em Tahrir, ali
bem no centro tradicional da grande cidade, duas visitas que
se complementaram e enriqueceram deveras o egiptólogo.

Percorrendo com vagar as várias salas e corredores do velho
museu cairota dedicado à civilização do antigo Egito, e com 
o caderno de apontamentos à mão, recordaram-se as peças e
artefactos mais conhecidos (como a perturbadora estatuária
de Akhenaton na sala dos vestígios amarnianos), as estátuas
achadas em Tânis (da XXI dinastia) e o rei Amen-hotep III.

De Tânis é oriunda uma peanha inscrita, em granito escuro,
tendo em cima o babuíno sagrado do deus Tot (que se vê na
imagem de cima), com um longo texto em linhas verticais e
horizontais onde consta o nome do rei Pasebakhaenniut que 
em grego é Psusennes, chamando ainda a atenção a estátua
de Amen-hotep III, idoso e pançudo, anunciando Amarna.