sábado, 17 de outubro de 2026

Ainda a Turquia Central



Mais algumas fotos para recordar a exitosa viagem à Turquia
Central em muito boa hora organizada pela dinâmica agência 
Novas Fronteiras, em cima com o grupo nas margens do lago
de Iznik, no último dia do inesquecível percurso, estando nas
fotos em baixo o signatário nas ruínas de Hattucha, a antiga e
poderosa capital dos Hititas, e com um verdadeiro seljúcida a
evocar tempos antigos, durante a visita à cidade de Amásia.

Livros esgotados

 

Já se sabia que os dois livros acima mostrados não existiam
nas livrarias, pelo menos nas mais concorridas pelos leitores
interessados em temáticas sobre o antigo Egito, e as notícias 
foram chegando da parte de antigos alunos e de viajantes do
Egito, confirmando o desaparecimento das obras aqui vistas,
e atestando a grande apetência do público por estes temas.

Chegou entretanto recentemente a confirmação oficial, dada
pela editora A Esfera dos Livros, cuja sede fica em Espanha,
na cidade de Madrid, que de facto já esgotaram os livros que
são Os Grandes Faraós do Antigo Egito (que é de 2011), Os
Grandes Mistérios do Antigo Egito (saído em 2017), estando
quase a esgotar o volume Mitos e Lendas do Antigo Egito.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Sacrifícios humanos no Egito

 



Um texto redigido por um «jornalista» da CNN foi publicado
na internet (onde cabe um pouco de tudo e onde a civilização
egípcia é amiúde boçalmente maltratada), com o interpelante
título de «Os Antigos egípcios sacrificavam servos quando os
reis morriam, revelam análises forenses»... E por aqui ficou o
anónimo, impreparado e inefável redator do título, noticiando
afinal o que já se sabia há mais de cem anos, desde o trabalho
inicial de escavação liderado pelo arqueólogo Flinders Petrie,
seguindo-se depois vários trabalhos arqueológicos de outros.

Esta «notícia» dada pela CNN procura cativar o interesse dos
leitores com o título dramático, e quase escabroso, uma típica
«técnica» de certa comunicação social, que neste caso tomou
como argumento básico a recente análise forense dos «restos
humanos encontrados em redor dos complexos funerários de
reis do Antigo Egito»...  Faltou dizer que esses túmulos reais
são da I dinastia, datados de entre 3000 e 2800 a.C., quando,
como se demonstrou, alguns servos eram sacrificados, tendo
o rei Kaa acabado com isso (mas continuou noutros países).

Faltou indicar as datas nesse texto badalhoco e desleixado (as
datas!!!), porque assim há o risco de os leitores pensarem que
tal prática sacrificial típica de uma cultura de raízes africanas
seria uma caraterística de toda uma civilização com a duração
de três mil anos, ideia torpe e crassa, ainda por cima agravada
com a publicação da imagem que se vê em cima, com o faraó
Seti I venerando o deus Osíris no templo-cenotáfio de Abido,
que é de 1290 a.C. e fica na margem ocidental do Nilo (e não
«no leste do Egito», como o tosco redator da CNN escreveu),
podiam escolher uma imagem como a segunda que aqui está.

Ou seja, a longa história do antigo Egito, de mais de três mil 
anos, fica desvirtuada na aviltante e desnorteada «notícia», e
como a cronologia foi desprezada a duração dessa prática de
dois séculos é estendida, de modo indecente e néscio, a mais 
de dois mil anos de história... Eis o resultado da deficiente e
delusa leitura do estudo da investigadora Roselyn Campbell,
da Universidade de Purdue, Indiana (nos Estados Unidos), a 
qual observou vários crânios achados nas sepulturas datadas
da I dinastia (e não das trinta dinastias do Egito faraónico),
e o redator podia ter estudado melhor o tema que publicou.

Antes de se redigir uma informação para os leitores, seja nos
jornais, na televisão, na rádio ou na internet, convém ter uma
preparação básica sobre o assunto que está a ser tratado, e ao
menos possuir uma elementar cultura geral, e, acima de tudo,
um imenso respeito pelos leitores. Ora para isto é necessário
entender e ler com todo o cuidado as fontes de informação, e
neste caso a CNN americana que apresenta a síntese do texto
de Roselyn Campbell até refere o ano 3000 a. C.! Depois não
mais se fizeram sacrifícios humanos, acreditando os defuntos 
que os deuses tratariam deles, como se vê na última imagem.

Egito faraónico e islâmico

 


Nas nossas viagens ao Egito não faltam ocasiões para fazer as
interpelantes comparações entre monumentos da era faraónica
e os da era islâmica, e estes dois exemplos aqui publicados em
sugestivo contraste mostram um santuário do faraó Ramsés II,
que se encontra exposto no Grande Museu Egípcio, em Guiza,
e o túmulo do último rei do Egito moderno, Faruk, o qual foi
deposto na sequência de uma revolução nacionalista em 1952.

O santuário de Ramsés II está coberto de imagens e de textos
hieroglíficos, com o famoso faraó representado em três cenas
perante diversas divindades: à esquerda com Khepri, ao meio 
com Atum, e à direita com Ré-Harakhti, estando as três cenas
separadas por textos na vertical, com os principais títulos e os
nomes de Usermaetré-setepenré Ramsés, onde ele afirma que
é amado das referidas divindades a quem concede oferendas.

A segunda imagem foi obtida na mesquita Rifai, construída ao
lado da vetusta mesquita do sultão Hassan, que foi inaugurada
em meados do século XIV a. C., enquanto a primeira é datada
de inícios do século XX (embora no exterior sejam parecidas),
merecendo destaque por lá existirem os túmulos de vários reis
da dinastia iniciada por Mohamed Ali no século XIX, entre os
quais o do rei Faruk, feito de alabastro e ricamente decorado.

E em breve lá estaremos, de 19 a 29 de outubro!

De novo o Egito no Outono

 




Em breve partiremos para mais uma viagem outonal ao Egito,
onde estaremos entre os dias 19 e 29 de outubro para mais um
percurso aliciante que nos levará do Norte (Alexandria) até ao
Sul (Abu Simbel), propiciando agradáveis passeios no rio Nilo
a começar pelo magnífico cruzeiro, que é uma tradição certa, a
repousante visão das paisagens nilóticas, o belo pôr do sol e os
monumentos, de que são bom exemplo as pirâmides de Guiza.

Será mais um sucesso da agência Novas Fronteiras!

Rotary em ação: a 10.ª Gala Pólio

 


Numa recente sessão do Rotary Clube de Lisboa foi anunciada
a 10ª. Gala Pólio, que inclui um jantar, que se realiza no dia 24
de outubro em Lisboa, no Hotel Tivoli, o qual poderá propiciar
uma frutuosa recolha de fundos destinada ao combate à doença
nefasta da poliomielite, num reiterado combate para a erradicar
a nível mundial, uma ação que congrega vários grupos rotários.

Da proveitosa reunião do Rotary Clube de Lisboa ficaria a foto
tradicional de saudação às bandeiras como se atesta na imagem
em cima, vendo-se ao meio o presidente do Clube, Engenheiro
Paulo Espanhol, ladeado pela Dra Alice Nobre e pelo Arquiteto
Jorge Mealha, que nessa ocasião foi insigniado como um novo
membro do Rotary Clube de Lisboa, com o qual já colaborava.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

De Chatalhöyük a Alajahöyük



Foi deveras proveitosa a visita ao aglomerado proto-urbano
de Chatalhöyük, quer a área já escavada, onde se preservam
os vestígios das casas, que estavam unidas entre si, fazendo
com que a entrada se fizesse pelos telhados, quer o percurso
pelo seu moderno e excelente museu de sítio, com didáticas
e sugestivas reconstituições do interior de diversas casas (as
duas fotos de cima), tendo as legendas em turco e em inglês,
mostrando muitos objetos achados, agora bem conservados.

Depois fomos de Chatalhöyük para Alajahöyük. aqui já com
um urbanismo elaborado que data da presença hitita no sítio
bem atestada pelos ortóstatos da Porta das Esfinges (foto de 
baixo) depois de a anterior população hatita ter construído a 
cidade, deixando lá túmulos recheados com objetos de ouro 
e bronze (chamados estandartes) datados do Bronze Antigo 
(c. 2400-2200 a .C.), que estão no Museu das Civilizações  
da Anatólia, em Ancara, e foi lá que os pudemos admirar.

De Kanech a Chatalhöyük

 



A passagem por áreas evocativas do passado anatólico, como
é o caso do karum (centro comercial) de Kanech (séculos XX
-XVIII a. C.), gerido por mercadores assírios que mantiveram
estreitas relações comerciais com as populações da região, em
primeiro lugar os hatitas, depois os hititas, proporcionou uma
ampla visão da importância do comércio e da escrita na zona.

Depois da visita ao museu e à área do karum de Kanech, ainda
em fase de escavações (na segunda imagem), fomos da região
 de Kültepe para Chatalhöyük, na planície de Cónia, onde estão
impressionantes vestígios de um povoado proto-urbano datado
do Neolítico e Calcolítico, que foi habitado entre 7500 e 5600
a. C. (foto em baixo), dispondo de um excelente museu local.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Viagem na Turquia Central





Estas quatro fotos aqui publicadas procuram fazer uma síntese
do que foi o interessante percurso da recente viagem à Turquia
Central, entre os dias 26 de setembro e 8 de outubro, vendo os
monumentos e as paisagens que o circuito proporcionou numa
região onde os grupos turísticos estrangeiros são muito raros.

Na primeira imagem, eis alguns dos membros do grupo, junto
de uma das antigas portas da cidade hitita de Hattucha, com a
designação de Porta dos Leões, a seguir no atraente Museu de
Amásia, depois à entrada da mesquita de Divriği, e na última
posando numa das portas da cidade de Iznik (antiga Niceia).

domingo, 11 de outubro de 2026

Instantâneos otomanos


 


A inesquecível visita à bela cidade de Amásia (a antiga cidade
helenística de Amaseia, fundada em princípios do século IV a.
C., por Antígono) proporcionaria aos viajantes a obtenção das
fotos que aqui se publicam, estando no final a guia turca Esra.

Com os gatos da Turquia

 


Atestando a viva atenção e o carinho de que por todo o Médio
Oriente os gatos beneficiam da população, também na Turquia
foi possível comprovar essas dignas motivações, tendo alguns
membros do grupo de viajantes participado com grande afeto,
acariciando e brincando com os gatinhos que iam apanhando.

Acepipes turcos

 

Durante a nossa bela viagem à Turquia Central não faltaram
momentos para experimentar os diversos pratos tradicionais
da cozinha turca, de inspiração seljúcida e otomana, a que se
juntam os costumes gastronómicos locais dos diversos sítios
por onde passámos, em doze dias que foram do agrado geral.

Turquia: na antiga Frígia

 

Na viagem à Turquia, que recentemente terminou, e onde um
pequeno mas muito interessado grupo de viajantes jornadeou 
durante doze agradáveis dias, foi possível percorrer na região
da Anatólia Central (onde raros grupos se deslocam) algumas
zonas que pertenceram ao antigo reino da Frígia, oferecendo
monumentos e vestígios que atestam a presença dos frígios.

As imagens mostram alguns membros do grupo numa antiga
cidade fundada pelo fabuloso rei Midas, na região a oeste da
Turquia Central, pouco restando atualmente para além de um
grande painel, que foi gravado na face lisa de uma alta rocha,
previamente preparada para receber a decoração e inscrições
em grego arcaico na parte superior e parte lateral do bloco.

O faustoso Midas reinou na Frígia em meados do século VIII
a.C., mas o seu nome tornou-se ainda mais conhecido devido
aos mitos que os autores gregos elaboraram a seu respeito, os
quais aludiam à sua faculdade de transformar em ouro tudo o
que ele tocasse, uma aparente felicidade que se transformaria
em tragédia insuportável, até que os deuses o aliviaram disso.