segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Um belo agosto no Egito




Estamos prestes a partir para o Egito, para mais uma viagem,
e desta vez com o calor reconfortante e rejuvenescedor do sol 
de agosto, num país onde não há humidade e que proporciona
belas banhocas na piscina do hotel e na pequena mas fruitiva
piscina do barco que nos levará em cruzeiro pelo rio Nilo, de
Lucsor para Assuão, com a solicitude das Novas Fronteiras.

Eis os guias da viagem, são os mesmos de sempre.

Do México ao Irão e Egito

 



Estas imagens soltas recordam viagens passadas, pelo México,
o Irão e o Egito, com grupos de viajantes que certamente ainda
hoje se lembrarão dos belos momentos passados nesses países,
com monumentos que ficaram na memória, como o templo de
Chichen Itzá no México, um palácio kadjar em Teerão, e uma
fotografia que está a ser tirada no alto da Cidadela no Cairo.

Arquivos de viagens

 

Estando em fase de arrumação de álbuns de viagens (eles são
dezenas) vão-se descobrindo fotografias soltas e que estavam
fora dos seus sítios apropriados de arquivo memorial, como é
o caso destas imagens que documentam viagens ao México,
à Turquia, ao Egito e à Guatemala, posando com viajantes.

Em cima com o Miguel Araújo, num bar da Riviera maia, ao
lado com o sempre animado Eric Ulrix na Turquia, e depois
com um casal amigo na tradicional «festa da galabeia», num
barco de cruzeiro pelo rio Nilo, e por fim com Jorge Carmo,
algures na Guatemala, tudo sítios onde se espera regressar.

Dicionário do Antigo Egipto

 

Há 25 anos editou-se o Dicionário do Antigo Egipto
e os 3000 exemplares que foram impressos depressa se
esgotaram testemunhando um claro interesse pelo livro
e justificando amplamente a sua edição pela Caminho.

Na obra colaboraram vinte egiptólogos e egiptólogas, e
além disso foi deveras enriquecida pela colaboração de 
vários orientalistas e classicistas de mérito, alargando o 
espaço e o âmbito histórico-cultural do meritório livro.

Os animais da quinta

 



Na sua quinta, ali algures para os lados de Vagos, o egiptólogo
Telo Canhão possui, além de aves de capoeira que antes vimos
em anterior notícia, algumas ovelhas (bem felpudas) e cabras,
mas o belo bode que antigamente tinha, evocando a divindade
Banebdjedet, cultuada em Tânis (no Delta), já lá não está.

Andando à vontade pelo quintal, mas sobretudo no aconchego
do interior da casa, ainda há um cão chamado Tico e uma gata
chamada Celeste, que aqui posam para a fotografia: o cão não
é certamente o canídeo de Anúbis e a gatinha não será Bastet,
mas nem por isso deixam de merecer as devidas atenções. 

No templo de Khonsu

 



Raros grupos de viajantes se deslocam ao templo de Khonsu, 
inserido no vasto complexo templário de Karnak, dedicado a
Amon, chamado «rei dos deuses» (nesu-netjeru), pai do deus
Khonsu, e em cujo templo nós estivemos antes da pandemia.

Trata-se de um pequeno e exemplar templo egípcio, mandado
construir por Ramsés III, no século XII a. C., sendo decorado
no interior com imagens da época do sumo sacerdote Herihor
(XXI dinastia), mostrando um grande portal de Ptolemeu III.

Foi muito restaurado por especialistas do Instituto Oriental da
Universidade de Chicago, e a visita é bastante compensadora,
propiciando leituras interessantes de diversas inscrições com
timbre político-ideológico sobre o começo da XXI dinastia.

O exercício de leitura está documentado nestas imagens, que
procuram recordar essa visita e a ginástica que foi necessário
fazer para esclarecer que o nome de Ramsés que ali se podia
interpretar não era o de Ramsés II mas sim o de Ramsés III.

Gansos egiptológicos

 

O egiptólogo Telo Canhão que agora está fruindo de uma justa
e pacata reforma, tem na sua quinta algumas aves de capoeira,
entre as quais sobressaem os bonitos gansos que aqui se veem
com uma bela ninhada, evocando os gansos do Antigo Egito, e
o mais típico exemplo são os gansos de Meidum (que estão em
cima), figurados na mastaba de Nefermaet, vizir da V dinastia.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Em memória de José Ramos

 


Durante os momentos tristes do velório fúnebre do Professor
Doutor José Augusto Ramos, reunindo na Igreja da Sagrada
Família, no Calhariz de Benfica, a família, com amigos e os
colegas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
puderam os presentes lançar o seu testemunho num livro de
condolências deixado à entrada da sala mortuária de acordo
com a tradição destes momentos de respeito e de evocação.

Para recordar o querido Amigo de muitos anos de convívio
e de docência, deixei grafada nesse livro uma singela frase,
em escrita hieroglífica, que aqui em baixo se reproduz para
servir de homenagem póstuma à sua grata e viva memória,
com um remate típico de frases tumulares do antigo Egito,
e que na língua portuguesa se poderá traduzir como:

JOSÉ RAMOS, QUE VIVA ETERNAMENTE!