quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Ainda os obeliscos




Recordando a sessão sobre os obeliscos egípcios na Europa
que teve lugar no Auditório Adriano Moreira, na Sociedade
de Geografia de Lisboa, cumpre sublinhar a ação oportuna
da Doutora Ana Cristina Martins (a última foto) presidente 
da Secção de Arqueologia da Sociedade, na organização do
evento, que teve transmissão direta por zoom para aqueles 
que preferiram seguir à distância a conferência, com tempo 
no final para troca de impressões e esclarecimentos.

Entre os vários obeliscos egípcios existentes na Europa, que
foram para lá levados desde os tempos do Império Romano,
mereceram destaque os treze exemplares que hoje se erguem
na cidade de Roma, mais um em Florença, aos quais se junta
o obelisco da Praça da Concórdia, em Paris, um em Londres
e outro no sul de Inglaterra (Kingston Lacy), e um na antiga
Constantinopla que hoje é Istambul, e ainda em Nova Iorque
no Central Park, sofrendo bastante com a poluição da zona.

Ação rotária didática



Além das suas campanhas de angariação de bens alimentares,
que têm tido como forte imagem de partilha as cestas básicas
destinadas a minorar as dificuldades de algumas instituições
de solidariedade social, o Rotary Clube de Lisboa também faz
recolha de material didático como o que se pode ver nas duas
imagens que aqui se mostram, destinando-se os bens obtidos
a jovens estudantes no início de mais um ano letivo.

Dias egiptológicos



As duas últimas semanas foram bem significativas em termos 
de difusão do Egito faraónico e da sua brilhante civilização,
desde a sessão no Museu de História Natural de Sintra, sobre
as coleções egípcias existentes em Portugal, que as imagens
aqui testemunham, à conferência na Sociedade de Geografia 
de Lisboa sobre «Os obeliscos egípcios na Europa», e ainda
o seminário na Faculdade de Letras de Lisboa com o intento
de assinalar os 200 anos da decifração da escrita hieroglífica
por Champollion, que na postagem anterior foi recordado.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Ainda a decifração dos hieróglifos




Foi há duzentos anos que Jean-François Champollion conseguiu
decifrar a escrita hieroglífica egípcia, partindo do texto redigido
em três escritas na Pedra de Roseta importante acontecimento 
que o Centro de História da Universidade de Lisboa evocou com
a realização de uma jornada cultural, que ocorreu no passado dia 
22 de setembro no pequeno auditório da Biblioteca da Faculdade 
de Letras de Lisboa, conforme se anunciou na anterior postagem
dedicada à efeméride, com a participação de quatro egiptólogos.

Para se explicar com toda a clareza, e a necessária capacidade de
síntese, o processo que levou Champollion à sua descoberta, não
há outra forma prática que não seja o uso de um quadro para nele
ir descrevendo os passos essenciais que levaram o jovem filólogo
francês à sua notável decifração, comparando as cartelas com os
nomes de Ptolemeu e Cleópatra, depois as cartelas de Ramsés II
e Tutmés III, com um especial relevo para este último, dado que
foi precisamente o nome de Tutmés a chave para a descoberta.

Este processo é elementar e básico para esta explicação logo nas
primeiras aulas de escrita hieroglífica, é até um método clássico
no processo didático da aprendizagem, o qual, por outros meios,
se procura elucidar com um artigo que sairá em breve na revista
Hapi, cujo número 8 está agora a ser ultimado, e do qual vemos
aqui dois excertos, mais uma imagem do Professor Josep Padró,
que é docente jubilado da Universidade de Barcelona, a contar
como é que Champollion percebeu o sistema hieroglífico. 

Obeliscos egípcios na Europa


No próximo dia 27 de setembro, terça-feira, pelas 15 horas, vai
ter lugar uma conferência na Sociedade de Geografia de Lisboa 
integrada no ciclo «O Oriente no Ocidente», sendo apresentado
o tema Obeliscos egípcios na Europa com entrada livre para
os interessados, num tempo em que se comemoram os duzentos 
anos da decifração da escrita hieroglífica egípcia (1822) e ainda
os cem anos da descoberta do túmulo de Tutankhamon (1922).

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

A decifração da escrita hieroglífica

 

No próximo dia 22 de setembro, quinta-feira, o Centro de História
da Universidade de Lisboa vai assinalar os 200 anos da decifração
da escrita hieroglífica egípcia por Jean-François Champollion com
quatro sessões temáticas no Anfiteatro da Biblioteca da Faculdade
de Letras, com entrada livre para quem quiser fruir este programa:

10h00 às 11h30, com José das Candeias Sales

A expedição de Napoleão ao Egipto (1798-1801): 
características, repercussões, contributos

11h30-13h00, com Luís Manuel de Araújo

Antes de Champollion... As batalhas de Abukir

PAUSA PARA ALMOÇO

14h30-16h00, com Abraham Fernández Pichel

La lengua egipcia antigua: primeros intentos de deciframiento,
el nacimiento de la egiptologia científica y metodologias
del trabajo egiptológico actual

16h00-17h00, com Rogério Sousa

«João Champolião e os signos do Egipto»:
A biografia de Jean-François Champollion
enquanto recurso ficcional

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Está a chegar a revista Hapi


Seguiu já para a gráfica o número 8 da revista Hapi, dedicada
à temática geral de «A vida no Antigo Egipto», mas desta vez
tratando dos textos mais expressivos publicados ao longo dos
séculos pela notável civilização que floresceu no país do Nilo.

Com a crise pandémico-covídica que nos atingiu e com várias
dificuldades que entretanto foram surgindo quer com a revista
quer com a Associação Cultural de Amizade Portugal-Egipto,
a começar com a questão financeira, o projeto esteve parado.

Mas eis que a Embaixada do Egipto, reconhecendo a elevada
qualidade da revista e o papel que tem desempenhado, desde
há dez anos, na divulgação da história e da cultura do Egipto
faraónico, greco-romano e islâmico, decidiu apoiar a edição.

E assim, dentro de pouco tempo, a revista Hapi voltará a sair,
e será o número 8, abarcando os anos 2021-2022, seguindo o
seu percurso com o mesmo diretor, Doutor Telo Canhão, com
o mesmo secretariado e o mesmo conselho redatorial, e ainda
com o mesmo gráfico: Paulo Emiliano, de elevada qualidade. 

Quanto ao seu interessante e aliciante conteúdo, eis o índice:

Sobre a tradução de textos do Egipto faraónico
Luís Manuel de Araújo e Telo Ferreira Canhão

Os «Textos das Pirâmides»
José das Candeias Sales

A literatura do Império Médio
Telo Ferreira Canhão

Os «Textos dos Sarcófagos»
Catarina Apolinário de Almeida

A literatura egípcia e os faustos do Império Novo
Rogério Sousa

Um manual para a eternidade: o «Livro dos Mortos»
Luís Manuel de Araújo 

Generosidade rotária



Em mais uma generosa campanha para angariação de donativos
destinados à aquisição de bens alimentares, decorreu a 28ª Cesta
Básica promovida pelo Rotary Clube de Lisboa, e o resultado foi
muito compensador como se atesta pelos carros de compras bem
repletos para doar a várias instituições carentes desses produtos.

Na imagem de baixo a foto testemunha a entrega dos bens a uma
dessas instituições, as «Irmãzinhas dos Pobres», numa cerimónia
singela, onde participaram o Eng. Rui Vidal Matoso e a Dra Alice
Nobre, que são respetivamente tesoureiro e presidente do Rotary 
Clube de Lisboa, deixando antever a continuação das doações.

Ainda o Egito em agosto


Esta é uma fotografia que, tradicionalmente, é tirada no planalto
de Guiza, para o álbum de memórias das viagens ao Egito, como
a que ocorreu no passado mês de agosto com um grupo bastante
interessado e que fruiu uma magnífica temperatura estival, com
 a vantagem de todos regressarem mais cultos e mais bronzeados.

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Palestra em Sintra


 Aqui está o convite para uma sessão que vai decorrer no sábado
dia 17 de setembro, às 17 horas, no Museu de História Natural
de Sintra, que tem entrada livre, no encerramento da exposição
de uma pequena coleção de antiguidades egípcias pertencentes
a Fernanda e Miguel Barbosa, e doada ao município sintrense.

Do singelo acervo, que esteve exposto nos últimos três meses,
e que encerrará neste fim de semana, foi feito um catálogo que 
esteve e está à disposição dos visitantes e assistentes à palestra 
cujo tema é Coleções egípcias em Portugal com uma síntese
sobre os acervos egiptológicos públicos, privados e particulares.

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Música solidária


Conforme anuncia a imagem, vai realizar-se no próximo dia 17
de setembro pelas 15 horas, um concerto solidário, atuando no
Colégio Militar (Lisboa), a Orquestra Ligeira de Ponte de Sor,
revertendo a verba obtida para projetos de apoio à juventude.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Um egiptólogo a banhos




Fruindo a aprazível temperatura estival no Vila Galé Collection
de Paço de Arcos, o egiptólogo em banhos não largou a piscina,
em intensos e renovados «treinos» diários para poder mergulhar
nas piscinas que brevemente irá frequentar na viagem ao Egito.

Férias curtas mas merecidas



Antes de mais uma partida para o Egito, que ocorrerá em breve
no dia 20 de agosto, foi o tempo de umas curtas mas merecidas
férias em Paço de Arcos, que até fica perto da Praia das Maçãs,
para ganhar fôlego e entusiasmo para a condução da viagem.

Explicando ao vivo



A próxima viagem ao Egito, entre 20 e 28 de agosto, contempla
um programa curto, mas onde o essencial da notável civilização
do antigo Egito será apresentado aos viajantes que estarão, com
justificado interesse, nos monumentos que o programa da visita
propõe, fruindo das explicações dadas ao vivo no próprio local.

O Egito, em agosto



No próximo dia 20 de agosto parte mais um grupo para o Egito
retomando o ritmo das viagens para o país do Nilo, que foram
interrompidas com as excelentes viagens ao México (em maio) 
e à Escócia (em junho), ambas com notável sucesso e proveito,
para regozijo dos interessados viajantes que nelas participaram.

E agora, com o rejuvenescedor e reconfortante calor de agosto,
lá voltaremos para o velho país dos faraós cheios de confiança,
certos de que esta viagem, como as anteriores, contará de novo
com os guias habituais que estão nas imagens: o Mustafa, guia
local, Teresa Neves (Novas Fronteiras) e um ativo egiptólogo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Recordando a Escócia




Mais algumas fotos que recordam a exitosa viagem à Escócia
conduzida brilhantemente pelo Professor José Varandas, que
se encontra na segunda imagem, enquanto na última o grupo 
posa com a bandeira nacional junto do castelo de Edimburgo.

Fogo à peça!!!





No inexpugnável forte George, erguido pela coroa britânica
no Norte da Escócia, na região de Aberdeen, foram obtidas
estas fotos de recordação de uma bela e inesquecível visita
às terras escocesas friorentas mas sempre verdejantes, onde
também eclodia a guerra com frequência - daí a construção
do impante forte George (meados do século XVIII) eriçado 
de canhões que alguns viajantes tentam ativar (só faltou na
agradável viagem o nosso amigo egiptólogo Telo Canhão).

No impressionante forte George


 

Na visita à Escócia, que decorreu entre 25 de junho e 1 de julho,
estivemos em muitos castelos e antigas mansões senhoriais que
se integram perfeitamente na velha tradição escocesa (algumas
delas com fantasmas, segundo disseram), mas ainda deu tempo
para visitar o impressionante forte George, assinalando a firme
presença do domínio inglês na área de Aberdeen, onde foi feita
esta fotografia com dois garbosos ex-militares portugueses, um
ex-tenente fuzileiro da Marinha e outro ex-furriel de artilharia.

1 000 000 de visitantes!



No regresso da nossa viagem à Escócia, exitosamente conduzida
pelo Professor José Varandas, da Faculdade de Letras de Lisboa,
verificámos que o blogue  Faraó e Companhia  tinha passado
o impressionante número de 1000000 de visitantes, ficando por
isso este registo florido e numérico a celebrar o acontecimento,
que também serve para saudar e parabenizar os nossos leitores.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Cultura gastronómica



Nas nossas viagens ao estrangeiro, para além das interessantes
visitas aos monumentos e ao legado histórico, tem sempre uma
premente importância o conhecimento de tradições culturais e
gastronómicas dos povos com quem contactamos, com provas
reiteradas dos pratos nacionais e regionais, que muito agradam
aos que desejam conhecer bem as diversas tradições dos povos.

As imagens aqui publicadas registam dois desses momentos de
degustação cultural, onde o nefasto pecado da gula é perdoado,
vendo-se em cima o grupo que esteve em março no Irão, ávido
 para atacar os doces da sobremesa depois de um lauto repasto, 
e em baixo o grupo da viagem ao México prestes a iniciar um
almoço a bordo de uma embarcação no lago de Xochimilco.
 

900 000 visitantes


No regresso da nossa recente viagem ao México, que decorreu 
com notável sucesso, verificámos, com jubilosa surpresa, que o 
simpático blogue Faraó e Companhia ultrapassou 900 000
visitantes, um número notório, expressivo e deveras inspirador
que justifica a continuidade deste blogue, ficando esta imagem
florida e primaveril a saudar e parabenizar os nossos leitores.

Bons guias, bons transportes



Na recente visita ao México o nosso grupo teve a sorte de fruir
do elevado nível cultural dos dois guias locais, o Isaac para os
monumentos do México Central (em Tenochtitlan, Teotihuacan
e Monte Alban, além de muitas igrejas visitadas) e o Edgar, um
excelente cicerone para os monumentos maias (em Bonampak,
Yaxchilan, Palenque, Uxmal e Chichen Itzá, e sítios históricos
hispânicos em Campeche e Mérida), onde todos aprendemos.

E para além da qualidade dos guias locais, o grupo beneficiou
também do conforto dos autocarros que nos levaram a muitos
locais em longos percursos de centenas de quilómetros, desde
a cidade do México (antiga Tenochtitlan) até ao Iucatão, para
a terra dos Maias, vendo-se, na primeira imagem, o autocarro
conduzido pelo hábil motorista Mário (o «Super Mário») e na
segunda o autocarro do exímio Eric à chegada à Riviera Maia.

Servir, melhorando vidas



Decorrerá neste mês de junho mais uma iniciativa benemérita
assaz meritória do Rotary Clube de Lisboa visando angariar
cestas básicas destinadas a instituições de solidariedade social
carenciadas nestes tempos difíceis que agora atravessamos.

De Teotihuacan a Monte Alban



Dois momentos altos na recente viagem ao México foi a visita
a dois sítios históricos que conservam monumentos de antigas
e brilhantes civilizações pré-hispânicas, onde ainda continuam
trabalhos de escavação e preservação: Teotihuacan, que atinge
o seu apogeu entre 200 e 600 da nossa era (imagem de cima),
tal como Monte Alban, o centro urbano zapoteca (imagem de
baixo), sendo ambos contemporâneos da civilização maia.

Irão, Egito e México




Os três últimos meses foram muito ricos e proveitosos quanto
a belas viagens e a enriquecimento cultural, visitando o legado
monumental de antigas civilizações que propiciaram aliciantes
exercícios comparativos e esclarecedores debates no percurso.

As imagens documentam essas viagens realizadas ao Irão para
admirar os ricos vestígios da antiga civilização persa e do Irão
chiita (em março), ao Egito, incluindo a Núbia (em abril), e ao
México (em maio), com os maias, aztecas, zapotecas e outros.

Devido ao sucesso, são viagens para repetir!