sábado, 4 de julho de 2020

Ramsés III confinado




O faraó Ramsés III, reinando entre 1184 e 1153 a. C. (XX dinastia),
é considerado o último grande rei do antigo Egito, porque depois dele 
veio o penoso e dramático final do Império Novo, perdendo-se todos
os territórios que o Egito tinha conquistado, seguindo-se o tumultuoso
Terceiro Período Intermediário e a Época Baixa (c. 1070-332 a. C.).

Ramsés III, vitorioso sobre os «Povos do Mar» e os Líbios, e grande
 construtor, foi sepultado num bem decorado túmulo do Vale dos Reis,
e a primeira imagem mostra o faraó numa das paredes do seu túmulo,
mas com o acrescentamento moderno da máscara, a chamar a atenção 
para o uso correto deste indispensável elemento de proteção pessoal.

Nas outras duas imagens o faraó, já desconfinado e sentado no carro
de guerra, escuta o relatório dos seus oficiais e dos escribas militares
na sequência da vitória sobre os invasores líbios, numa reconstituição 
de um baixo-relevo pintado do seu templo funerário de Medinet Habu, 
e em baixo está presente no túmulo de seu filho Amen-herkhopechef.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Máscaras desconfinadas



Continuando o veraneio pela Praia das Maçãs em desconfinamento
cauteloso e preventivo, convém ter presente a importância do uso
de máscaras de proteção, dando primazia às de produção nacional,
que até será uma maneira de ajudar a nossa economia, porque elas
são de alta qualidade - só é pena não trazerem instruções de uso.

O Antigo Egito: curso breve (1)



Devido à interminável crise pandémico-covídica o Âmbito Cultural 
de «El Corte Inglès», em Lisboa, cancelou os cursos que anualmente 
vai oferecendo aos interessados que os podem escolher e frequentar 
gratuitamente, tendo à sua disposição um leque de temas variados.

Um desses cursos, que existe há cinco anos, é sobre o Antigo Egito,
contando sempre com um expressivo número de pessoas inscritas,
para beneficiarem de um programa organizado em seis sessões,
as quais decorrem nas excelentes instalações do Âmbito Cultural.

Dadas as atuais circunstâncias, alguns dos docentes desses cursos
foram convidados para apresentarem os seus temas pelas práticas
e acessíveis vias internéticas, possibilitando assim a mais pessoas
o acesso aos temas que generosamente o Âmbito Cultural oferece.

O curso breve dedicado ao Antigo Egito organiza-se em três aulas
 previamente gravadas, para os dias e os temas que aqui se indicam:
1.ª sessão, dia 7 de julho - Geografia e história do Antigo Egito
2.ª sessão, dia 14 de julho - Cultura e civilização do Antigo Egito
3.ª sessão, dia 21 de julho - O Egito eterno, o Egito sempre presente

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Ainda as máscaras profiláticas




O uso de máscaras no antigo Egito resulta da crença na eternidade,
na firme convicção de que os corpos mumificados e embalsamados 
tinham de estar bem protegidos, a começar pela cabeça do defunto
coberta por uma máscara cuja qualidade dependia da importância
política e social do candidato à vida eterna no paraíso de Osíris.

As mais conhecidas são algumas máscaras funerárias produzidas
para os reis, mas certos membros da casa real e da administração 
também encomendaram para si vistosas máscaras, como a que está
na primeira imagem, feita para o alto funcionário Uendjebauendjed
da XXI dinastia (em Tânis), que era sacerdote e oficial do exército.

Não sendo hoje úteis as antigas máscaras egípcias, e pondo de lado 
as duvidosas máscaras de origem chinesa, temos felizmente as boas
máscaras de produção nacional que convém utilizar, retirando-as 
para sorver um reconfortante sumo na esplanada do café «Búzio»,
ou então indo ali ao lado aos belos crepes e gelados do «Oceano».

Mais máscaras protetoras




Voltando às máscaras, eis na primeira foto uma máscara funerária
egípcia de cartonagem dourada, da Época Greco-romana, do acervo
de antiguidades egípcias do Museu de História Natural e da Ciência
da Universidade do Porto, destinada a proteger o rosto da defunta,
cujos olhos expressivos mostram uma inefável confiança na vida
eterna fruída na Duat, o ridente e desconfinado paraíso de Osíris.

As prosaicas máscaras azuis desta vida de cauteloso confinamento
são também de uma inegável utilidade, mas podem ser um elemento
perturbador para atividades próprias de uma animada zona balnear,
como é o caso da aprazível e simpática Praia das Maçãs no Verão,
que se atestam nas imagens colhidas nos «Sabores da Praia», onde
se podem comer apetitosos pastelinhos de bacalhau, com cerveja
fresquinha e loira a acompanhar - mas sem a máscara, claro!

Ramsés II desconfinado



Na tranquila esplanada do café Búzio, na Praia das Maçãs, mantendo
a segurança conveniente (com o uso da máscara), o veraneante exibe
uma camisola de belo algodão egípcio onde o famoso faraó Ramsés II
se lança imparável no seu carro de guerra contra os inimigos do Egito,
no caso os Hititas, considerados na altura como uma vil manifestação
do caos, uma pandemia ameaçadora que urgia derrotar e confinar.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Praia das Maçãs desconfinada




A pouco e pouco o desconfinamento responsável, ético e sensato 
vai trazendo veraneantes à Praia das Maçãs, com o areal limpo 
e a água do mar fresquinha, como é típico naquela zona da costa
junto ao Grande Azul (ao mar Mediterrâneo os antigos Egípcios
chamavam o Grande Verde, ou Uadj-uer).

Da vasta esplanada sobre o Atlântico, entre a Praia das Maçãs
e as Azenhas do Mar, há vistas magníficas para o oceano imenso
e azul, como bem testemunham as grupos que por lá passeiam,
 sem festarolas ilegais, tumultuosas e mentecaptas, ou ruidosos
ajuntamentos alarves de multidões boçais e alvares.

De resto, para além da praia e da paisagem, não faltam bons
restaurantes para todos os gostos, desde o magnífico «Búzio»,
o convidativo «Neptuno», o simpático «Barmácia», o atraente
«Sabores da Praia», e até o popular «Rijo».

Boas notícias desde Braga!


Enquanto isso, o Salão Egípcio, aqui já referenciado em tempos, como estando carente de restauro urgente, está a ficar lindíssimo! Prova disso é esta imagem, retirada da página da Signinum no Facebook, dando conta da visita do Presidente da CM Braga ao local. As obras de conservação e restauro da intervenção estão a ser supervisionadas por Luís Aguiar Campos. Parabéns à Signinum, à CM Braga e viva a egiptomania :-)

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Recomeçar, com cuidado



Com o começo do Verão e o desconfinamento cauteloso, chegou
o momento de recomeçar, mas com cuidado, e na Praia das Maçãs
não faltam excelentes restaurantes para paparocas desconfinadas,
como é o caso da atraente pizaria Don Mangiare, onde se servem 
magníficas e enormes pizzas bem regadas por cerveja fresquinha,
ao contrário da cerveja (henket) do antigo Egito, que era a bebida
nacional, mais espessa e certamente não tão fresca como a nossa. 

Da utilidade das máscaras




As máscaras funerárias do antigo Egito procuravam reproduzir 
uma imagem (muito idealizada) do defunto, e as máscaras reais
tinham grande requinte, vendo-se em cima duas das mais famosas
máscaras funerárias, a do rei Psusennes I, ou Pasebakhaenniut, 
da XXI dinastia, e a do jovem Tutankhamon, da XVIII dinastia.

Hoje as máscaras covídicas cobrem apenas a boca e o nariz,
mas são a grande defesa contra a pandemia maluca que grassa
entre nós, protegendo-nos mas também dificultando o dia a dia
de quem quer fumar ou beber tranquilamente a sua bica.

Desconfinamento na Praia das Maçãs




Em fase de desconfinamento precatado, a Praia das Maçãs continua
a ser um refúgio tranquilo para o Verão (que agora começou) e para
o Outono (que aí virá), porque as viagens programadas pela agência
Novas Fronteiras para estas estações propícias foram desmarcadas,
adiando-se para o próximo ano as partidas para a Arménia e Geórgia
(setembro de 2021) e para a Grécia (outubro de 2021).

Mantém-se, porém, a hipótese da projetada visita de estudo ao Egito 
para dezembro deste ano, tudo depende da evolução desta situação
covídica pandémica, agora numa fase de desconfinamento, a qual
deverá ser fruída, com todas as precauções, dentro do nosso país,
e a Praia das Maçãs, com excelentes restaurantes (a começar pelo 
«Búzio») e simpáticas esplanadas de cafés é uma boa hipótese.

Confinamento na Praia das Maçãs




Esta inquietante fase de confinamento devido à maldita pandemia
tem sido passada na aprazível tranquilidade da Praia das Maçãs,
em «férias» longas, seguras e imprevistas mas que afinal têm sido 
uma forçada, embora agradável, vilegiatura primaveril e estival,
desde que se cumpram as regras de segurança - com a máscara!

Desmarcadas as viagens previstas para o Egito, na Primavera 
e no Verão deste ano, que a agência Novas Fronteiras ia realizar
com apoio científico e cultural do Instituto Oriental da Faculdade
de Letras da Universidade de Lisboa, resta agora fruir o repouso
merecido dentro do país, e a Praia das Maçãs é uma boa solução.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Confiança e esperança


Nos tempos difíceis que vivemos, tenhamos confiança nos recursos
da ciência, da medicina, da farmácia, e também esperança no futuro,
convictos de que melhores dias estão para vir depois desta angústia
que a todos apoquenta e cujo final permanece ainda desconhecido.

A confiança e a esperança são também mensagens comuns a muitas 
religiões do mundo, as que ainda hoje existem, congregando milhões 
de seguidores, e as religiões que já desapareceram, como a religião
do antigo Egito, aqui evocada com o udjat, o olho do deus Hórus.

A sua forte simbologia iconográfica e a sua mensagem profilática,
mágica e apotropaica inculcavam nos antigos Egípcios a confiança
e a esperança de tempos melhores, superando as agruras da vida,
porque o udjat é também recomposição, renovação, restauração.

Como é sabido, estes tempos incertos de pandemia levaram ao
cancelamento das viagens para o Irão (de 9 a 18 de março), para
o Egito (de 28 de março a 4 de abril; e 3 de abril a 18 de abril),
prevendo agora a agência «Novas Fronteiras» novas viagens.

 Assim, com confiança e esperança nos dias melhores que virão,
estão previstas duas viagens para o Egito, o primeiro grupo entre 
18 de junho e 3 de julho, e o segundo grupo de 4 a 11 de julho,
e ainda a viagem à Geórgia e Arménia de 14 a 27 de setembro.

O Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa continuará a dar o seu apoio científico e pedagógico
 a estas iniciativas culturais, que, passados os tempos difíceis, 
 podem ser vistas e sentidas como uma feliz renovação da vida.

quinta-feira, 12 de março de 2020

Homenagem rotária




No decurso do jantar de homenagem que o Rotary Clube de Lisboa
decidiu levar a efeito, escolhendo o signatário como «profissional
do ano» e também como prémio de carreira, foi feita uma palestra
evocando a vida do homenageado, desde os tempos da sua infância
à plenitude da docência universitária, e ainda como conferencista 
e guia cultural de visitas de estudo ao Egito nos últimos vinte anos.

quarta-feira, 11 de março de 2020

Rotary Clube de Lisboa




Renovando a habitual prática da sua atividade anual, o Rotary 
Clube de Lisboa decidiu escolher como «profissional do ano»
de 2019 e também profissional de carreira o professor jubilado 
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa que se vê
nas imagens aqui publicadas, testemunhando alguns momentos
do festivo jantar de homenagem que decorreu no Hotel Tivoli.

A primeira foto regista a bonita e digna cerimónia de saudação 
às bandeiras, vendo-se, da esquerda para a direita, Afonso
Malho, past-governador do Rotary (com a bandeira da União
Europeia), Isabel Rosmaninho, governadora adjunta (bandeira 
do Rotary Internacional), Amílcar Barata Salgueiro, presidente
do Rotary Clube de Lisboa (bandeira de Portugal), Professor
Luís Manuel de Araújo (bandeira de Lisboa) e o Professor
Fernando Pádua (bandeira dos Estados Unidos da América).

Mais um cruzeiro no rio Nilo




Durante o belo cruzeiro de três dias no rio Nilo, a bordo do navio
«Royal Isadora», ocorreu a tradicional «festa egípcia», também
conhecida como a «festa da galabeia», em que os participantes 
se esmeram com afinco na escolha dos vistosos «trajes típicos»
exibidos durante o jantar e na animada festa no salão do barco.

A recente viagem ao Egito




Aqui recordamos a nossa recente viagem ao Egito, a qual decorreu 
entre os dias 22 de fevereiro e 1 de março, tendo o grupo percorrido 
o país do Nilo de avião, de barco (o inesquecível cruzeiro nilótico)
de autocarro (em especial as três horas pelo deserto que nos levaram
desde Assuão até Abu Simbel), e de caleche (em Edfu, para visitar  
o magnífico templo de Hórus, e em Lucsor), só falhando a viagem 
de balão em Lucsor, devido à falta de vento no dia aprazado.

As imagens testemunham a presença do grupo de viajantes em Guiza,
junto das famosas pirâmides de Khufu, Khafré e Menkauré, num dia
de baixa temperatura, depois na cidadela de Saladino, para visitar
a mesquita de Mohamed Ali, no Cairo, com um tempo mais ameno 
e acolhedor, e na terceira em frente do templo de Lucsor, no Alto
Egito, fruindo de uma temperatura primaveril mais propícia, a qual
contribuiu para o sucesso do cruzeiro no Nilo, de Lucsor a Assuão.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Faltam poucas horas para a partida


Faltam poucas horas para ter início mais uma viagem ao Egito, será
a primeira deste ano, à qual, em princípio, mais cinco se seguirão
em 2020, testemunhando assim um claro aumento de interesse pelo
país do Nilo - que já no ano passado se vira, com as seis viagens
que a agência Novas Fronteiras organizou, beneficiando do apoio
cultural e científico que o Instituto Oriental da Faculdade de Letras 
da Universidade continua a proporcionar a este tipo de viagens.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

A Arménia na Terra Santa


O cristianismo arménio marca presença na Terra Santa com várias
igrejas e conventos, um dos quais na cidade portuária de Jaffa (que
os antigos egípcios conheciam como Ipu), junto de Telavive, atual
capital de Israel, onde estivemos hospedados no último dia, com
a foto a mostrar a entrada do convento arménio de São Nicolau, 
situado no porto de Jaffa, a qual está assinalada com uma lápide
de pedra branca redigida em arménio, hebraico, árabe e inglês.

A edição desta recordação da visita a Jaffa, durante a recente
viagem comemorativa dos 150 anos da visita de Eça de Queirós
e do seu amigo conde de Resende àquela região (finais de 1869)
 permite também lembrar a aliciante viagem à Arménia e Geórgia
que o Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa e a agência Novas Fronteiras estão já a programar 
para o Outono deste ano (14 a 27 de setembro de 2020).

No palácio de Hicham



No nono dia de viagem, depois de ter visitado os principais sítios
histórico-culturais de Jerusalém e de Belém, o grupo partiu para 
Jericó, onde nas suas imediações foi possível percorrer as ruínas
do palácio de Hicham, nome de um califa omíada de Damasco,
que no local mandou erigir um palácio para lá passar o Inverno.

A primeira imagem mostra um grande medalhão lítico esculpido 
para decorar o enorme salão palatino do complexo de Hicham,
e na segunda está o guia com Mara Sevinatti, aluna de mestrado
em História (área de História Antiga), e com Teresa Cadete,
professora jubilada da Faculdade de Letras de Lisboa.

Em Israel, com a «coroa de espinhos»


Depois de seis dias no Egito, seguindo os passos de Eça de Queirós
e o conde de Resende, desde Alexandria até ao Cairo (de comboio),
o grupo partiu para Israel (de avião), prosseguindo a bela viagem 
evocativa do percurso do nosso escritor e do seu companheiro
ao Egito e Terra Santa em 1869 (inauguração do canal de Suez).

Na foto vê-se uma das muitas curiosidades turísticas que os pios
viajantes podem adquirir em Israel, uma «coroa de espinhos»,
para recordar o dramático episódio do martírio de Jesus Cristo
descrito na Bíblia (Novo Testamento), ou então para lembrar 
a «relíquia» que o ímpio Teodorico Raposo levou para a Titi.

Com Eça, rumo à Terra Santa



Antecedendo a partida para o Egito e Israel, que ocorreu no final do ano
 de 2019, realizou-se no Solar Condes de Resende, Canelas (Vila Nova
de Gaia), sede da Confraria Queirosiana, a assinatura de um protocolo
 de colaboração entre a agência de viagens Novas Fronteiras e a referida
Confraria, prevendo a realização de eventos conjuntos em locais onde
Eça de Queirós esteve, quer em Portugal ou no estrangeiro, neste caso
com destaque para as viagens ao Egito e à Terra Santa (em 1869).

As imagens documentam o momento da assinatura do protocolo pela
diretora comercial da agência Novas Fronteiras, a guia Teresa Neves,
e pelo Professor Luís Manuel de Araújo, vice-presidente dos Amigos
do Solar Condes de Resende e diretor da Revista de Portugal, editada
anualmente pelos ASCR - Confraria Queirosiana, tendo saído o n.º 16,
o qual está a ser anunciado na segunda foto perante os novos confrades
que então foram insigniados e a assistência que enchia o salão nobre.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Na Cidadela do Cairo


Eis a tradicional fotografia de grupo tirada na Cidadela do Cairo, 
a caminho da grande Mesquita de Mohamed Ali, também conhecida
por Mesquita de Alabastro, a qual foi visitada no quinto dia da nossa 
viagem, depois de termos estado em Alexandria, seguindo o percurso
 feito por Eça de Queirós e o conde de Resende em 1869 (inauguração
do canal de Suez, onde também estivemos no dia 28 de dezembro).