A esmagadora maioria dos templos do Antigo
Egito, a partir do Império Novo, tinham uma estrutura muito típica.
Esses templos eram sempre construídos
de dentro para fora, pelo que o santuário era a primeira estrutura a ser
edificada, ficando portanto na zona mais interior.
Quando o templo estava completo, ele
estendia-se axialmente e era frequente ter uma avenida, muitas vezes ladeada de
esfinges, que dava acesso a duas grandes estruturas trapezoidais unidas:
eram os pilones, com um
grande portal para a entrada do templo. Estes estavam decorados com diversos
motivos mas o mais comum era o faraó espancando os seus inimigos e as oferendas
deste ao deus ao qual o templo era devotado.
Ao passarmos esse portal deparamo-nos
com o pátio hipostilo,
geralmente bem iluminado pela luz natural onde geralmente era aceite o acesso
do público.
Seguidamente encontramo-nos na sala hipostila que tinha uma cobertura
apoiada em inúmeras e robustas colunas como uma autêntica floresta de pedra.
Seria destinada apenas aos sacerdotes do templo.
A partir deste ponto o acesso era mais
restrito, começando a baixar em altura tendo de ser iluminado artificialmente.
Era a sala da barca e o santuário propriamente dito, onde se
encontrava a estátua da divindade.
Todo o templo era normalmente rodeado por
altos muros, que davam uma proteção eficaz e o isolavam das áreas limítrofes.
O interior era profusamente decorado onde
se dava todo o destaque a um ou mais faraós que o tinham erigido e ao deus que
ali era cultuado.
Um dos templos melhor preservado onde ainda
se pode apreciar todos estas estruturas arquitetónicas é o templo de Edfu, a
sul de Tebas, e que foi já construído no período Ptolemaico.
Outros templos eram ainda mais complexos
como o templo de Karnak, com uma sucessão de pilones e pátios hipostilos à medida
que faraós mais recentes os iam acrescentando.
Também destaco o peculiar templo duplo de
Kom-Ombo em que tudo está duplicado, estando o lado esquerdo dedicado a Horus
Horuer e o lado direito ao deus Sobek.