quarta-feira, 25 de abril de 2018

No Egito, trinta anos depois



Mais de trinta anos separam as duas fotos, na primeira quando estudava
na Faculdade de Arqueologia da Universidade do Cairo, em 1984-1985,
como jovem bolseiro do governo do Egito, ao abrigo do acordo cultural
luso-egípcio de 1982, e na segunda tirada muito recentemente, durante 
a 18.ª visita de estudo do Instituto Oriental da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, preparada pela agência Novas Fronteiras
e levada a efeito com grande eficácia em inesquecíveis catorze dias.

domingo, 15 de abril de 2018

O guia Tarek Fayed



O falecimento do guia egípcio Tarek Fayed leva a que o recordemos 
em certos momentos ocorridos durante a viagem de 2009-2010, organizada
pelo Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
em parceria com a Confraria Queirosiana, para comemorar os 140 anos
da visita de Eça de Queirós e do conde de Resende ao Egito, em 1869,
onde estiveram para a festiva inauguração do canal de Suez.

A ideia era percorrer os caminhos de Eça no Oriente (Egito e Terra Santa), 
e por isso a viagem teve duas partes, uma no Egito (Alexandria e Cairo)
e outra em Israel, culminando com a passagem de ano em Jerusalém,
tendo o guia Tarek Fayed conduzido as visitas nos locais históricos
do antigo Egito, incluindo a presença na mesquita de Mohamed Ali
(foto em cima) e na igreja copta de São Sérgio (em baixo).

Falecimento do guia Tarek Fayed




No decurso da recente viagem ao Egito, entre 28 de março e 10 de abril,
recebemos a notícia triste do falecimento do guia egípcio Tarek Fayed,
que acompanhou a visita de estudo que o Instituto Oriental da Faculdade
de Letras da Universidade de Lisboa concebeu em 2009, em parceria com
 a Confraria Queirosiana (Amigos do Solar Condes de Resende).

As imagens mostram o guia Tarek Fayed falando junto das pirâmides
de Guiza, no seu português muito cativante, vivo e expressivo, fazendo
uma boa dupla com o egiptólogo que integrava o grupo (na segunda foto
com Tarek Fayed atrás), vendo-se na terceira imagem o numeroso grupo
no sítio da antiga Mênfis, no amplo espaço museológico de Mit-Rahina.

Regresso do Egito


Terminou na passada semana mais uma visita de estudo ao Egito, concebida
pelo Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
e levada a cabo com grande profissionalismo pela agência Novas Fronteiras
da experiente guia Teresa Neves, com o concurso do guia egípcio Mustafa.

A inesquecível viagem ao país do Nilo teve a duração de catorze dias,
tempo suficiente para percorrer os principais locais históricos evocativos
do Egito faraónico, com a oportunidade para conhecer o Egito islâmico
(vendo quatro mesquitas) e o Egito cristão (vendo duas igrejas coptas).

Nada do essencial escapou ao entusiástico grupo de viajantes, desde
as pirâmides de Guiza (na foto), de Sakara e de Dahchur, além de outros
vestígios funerários da margem ocidental da vasta região cairota, incluindo
as relíquias históricas da antiga Mênfis reunidas agora em Mit-Rahina. 

Depois foi a partida para o Sul, mas isso veremos nos próximos dias.

terça-feira, 27 de março de 2018

De partida para o Egito




Começará em breve mais uma visita de estudo ao Egito, que será
a 18.ª viagem desde que este regular projeto se iniciou no ano 2000,
e que está bem documentado pelas muitas fotos tiradas pelos viajantes,
como as que aqui se apresentam como evocação de belos momentos. 

Mantendo a tradição, os participantes nesta 18.ª viagem reuniram
na Faculdade de Letras de Lisboa para um encontro de preparação
e para a entrega de documentação relacionada com esta jornada
de catorze dias ao país do Nilo (com breve escala em Madrid).

Boa viagem!

sexta-feira, 23 de março de 2018

Egito: faltam cinco dias



Faltam apenas cinco dias para a partida de mais um grupo de viajantes
rumo à terra dos faraós, em mais uma visita de estudo preparada pelo
Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
e levada a efeito pela agência «Novas Fronteiras», de Teresa Neves,
experiente profissional já habituada a este aliciante circuito.

Serão catorze dias de viagem, tempo suficiente para que seja visto
o essencial do muito que o Egito tem para mostrar, porque não se pode
estar em correrias desenfreadas e derreantes de sítio para sítio, nem ver
de forma apressada e afogueada os museus, os túmulos e os templos,
que devem ser apreciados e explicados com linguagem apropriada.

Um exemplo elucidativo, que desde há dezassete anos se vem repetindo,
é a visita ao templo de Karnak, um vastíssimo espaço religioso de Lucsor,
a antiga Tebas-Uaset, onde normalmente demoramos mais de duas horas
para sentir e perceber a importância desse grande domínio de Amon-Ré,
cuja florida alameda de acesso se vê parcialmente na primeira imagem,
seguida pela foto dos dois guias, a quem se junta o guia local Mustafa.

domingo, 18 de março de 2018

Tutmés III em Meguido




Teve início na passada semana mais um curso livre organizado pelo
Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
o qual, a exemplo dos anteriores cursos, gerou significativo interesse,
com cerca de cinquenta pessoas inscritas para acompanharem o tema
«Grandes Cercos do Mundo Antigo», organizado em seis sessões.

A primeira sessão foi sobre o cerco de Meguido (c. 1458-1457 a. C.),
episódio que se seguiu à batalha de Meguido vencida pelos Egípcios
liderados pelo faraó Tutmés III, que antes tinha reinado em conjunto
com a rainha-faraó Hatchepsut, até que a morte desta o deixou sozinho
na eficaz governação das Duas Terras (c. 1479-1425 a. C.).

Ao cerco de Meguido, cuja conquista iria assegurar por muitos anos
o firme domínio da Síria-Palestina, seguem-se outros cercos famosos
do Mundo Antigo, como o de Troia (c. 1200 a. C.), Tiro (332 a. C.), 
Sagunto (219 a. C.), Alésia (52 a. C.) e Massada (73-74), que terão
lugar às quartas-feiras, das 18 às 20 horas, na sala 7.1.

terça-feira, 6 de março de 2018

Do Nilo ao Tejo: uma longa viagem


A secção de Arqueologia da Sociedade de Geografia de Lisboa,
gerida pelos arqueólogos Ana Cristina Martins e João Senna-Martinez,
tomou a iniciativa de organizar um ciclo de conferências dedicado
à interessante e ampla temática «Oriente Antigo no Ocidente». 

A primeira sessão do ciclo apresenta os principais objetos egípcios 
existentes em diversos acervos públicos e privados de Lisboa, com
alusão às circunstâncias da sua aquisição, e terá lugar quarta-feira,
 dia 7 de março, pelas 17,30 horas, no Auditório Adriano Moreira 
da Sociedade de Geografia de Lisboa, com entrada livre.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Egito: falta apenas um mês



Falta apenas um mês, ou melhor, faltam só 28 dias, para se iniciar mais
uma visita de estudo ao país do Nilo, concebida pelo Instituto Oriental
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, para ser organizada
pela agência Novas Fronteiras nos seus aspetos técnicos e logísticos,
valendo neste caso o exímio profissionalismo da guia Teresa Neves.

Esta viagem ao Egito, que será a 18.ª desde que o projeto começou
no ano 2000, incluirá logo no primeiro dia a visita ao Museu Egípcio
do Cairo, que acima se pode ver no seu exterior e no interior, quando
na verdade se aproxima a data de inauguração do Grande Museu Egípcio,
erigido na zona das pirâmides de Guiza, e para onde muitos dos objetos 
serão transferidos dos seus atuais espaços, demasiado cheios.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Voando nos céus do Egito




Realizou-se na semana passada um ciclo de conferências dedicado
ao tema «As aves na Arqueologia, nas Artes e na História», o qual
foi organizado pelo Centro Português de Geo-história e Pré-história
e contou com a dinamização dos Professores Silvério Figueiredo
e Fernando Coimbra, do Instituto Politécnico de Tomar, decorrendo
as sessões no Salão Nobre do Museu Nacional de Arqueologia.

A passarada do antigo Egito esvoaçou por lá
com relevo para as aves de grande porte como o abutre e o falcão!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O «Livro dos Mortos» de Wallis Budge



Cumpre-se neste ano de 2018 um significativo aniversário: há 120 anos
saiu a versão do «Livro dos Mortos» de Sir E. A. Wallis Budge, reunindo
190 capítulos (com as respetivas «fórmulas»), mais do que as anteriores
versões editadas pelo alemão Richard Lepsius no seu Totdtenbuch (1842), 
pelo holandês Willem Pleyte, que lhe acrescentou nove capítulos (1881) 
e pelo suíço Édouard Naville (1886), o qual reuniu papiros existentes 
em vários museus da Europa e também no Museu Egípcio do Cairo.

Em 1898 o egiptólogo inglês E. A. Wallis Budge, na altura conservador 
do British Museum, publicou a sua versão mais completa, compilando
os textos de vários papiros funerários desde o início do Império Novo 
(XVIII dinastia) ao período ptolemaico, abarcando mais de mil anos,
 com o título The Book of the Dead. The Chapters of coming forth by Day
(em três volumes), aqui se percebendo o título que os letrados egípcios
davam ao texto: Capítulos para sair de dia (rau nu peret em heru).

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Visita de alunos de mestrado


De acordo com o programa, a atividade letiva do primeiro semestre 
terminou com uma visita de estudo à sala de antiguidades egípcias
do Museu Nacional de Arqueologia, no dia 16 de dezembro de 2017,
tendo estado presentes cerca de trinta alunos do 2.º ciclo (mestrado).

A novidade residiu no facto de esta visita reunir estudantes de vários
cursos de mestrado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
alunos de História, de História Militar, de Arte, Património e Restauro, 
e ainda de Didática da História, que compareceram com o seu docente,
o Professor Miguel Monteiro, a quem se agradece pela fotografia.

Aos alunos da Faculdade de Letras juntaram-se alunos da Faculdade
de Belas-Artes que no primeiro semestre frequentaram o seminário
de Comunicação Textual e Editorial, inserido no mestrado de Práticas
Tipográficas e Editoriais, dirigido pelo Professor Jorge Reis.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Ainda o gato egípcio




No início de um novo ano aqui se recorda a sessão dedicada ao gato
do antigo Egito, o qual está na base da difusão de algumas raças hoje
existentes na Europa, de onde seguiram para o continente americano.

O seminário teve lugar no Anfiteatro IV da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, como encerramento das atividades
culturais ligadas aos cursos livres do Centro de História,
tendo contado com uma grande assistência.

Novo workshop de Escrita Hieroglífica



No final do semestre letivo passado realizou-se, no dia 15 de dezembro,
na Universidade Autónoma de Lisboa (Santa Marta) um workshop 
sobre Escrita Hieroglífica, respondendo a um convite simpático
da Professora Aline Gallash-Hall de Beuvink, que aqui vemos
com o docente junto do quadro da sala onde decorreu o evento.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Feliz Natal


O blogue Faraó e Companhia, que neste ano de 2017 ultrapassou
os 300 000 visitantes, deseja a todos um Feliz Natal!

O gato egípcio no Natal


Realizou-se no dia 19 de dezembro, na Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, a anunciada «sessão natalícia»
dedicada ao gato no antigo Egito, numa festiva organização
do Centro de História da Faculdade de Letras de Lisboa.

Com o Anfiteatro IV quase repleto com uma boa assistência,
foi evocado o gato egípcio desde a fase da sua domesticação,
cerca de 2000 a. C., até à sua sacralização e mesmo divinização 
na fase final da história do Egito, com a zoolatria então em voga.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Nova revista Hapi


Sairá em breve mais um número da revista Hapi, com a direção
do egiptólogo Telo Ferreira Canhão, e que conta com artigos
da temática variada subordinados todavia ao título genérico
de «Momentos e etapas», os quais correspondem às sessões
realizadas no âmbito do curso livre «A vida no antigo Egipto»,
levado a efeito pelo Centro de História da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa em 2017.

Neste número 5 de Hapi pode ler-se o artigo sobre «Concepção, 
nascimento e infância» (Telo Ferreira Canhão), seguindo-se
«Educação e aprendizagem» (Luís Manuel de Araújo),
«Doenças, medicina e magia» (José das Candeias Sales),
«Recrutamento militar« (Eduardo Ferreira e José Varandas),
«Antes de Serápis: o deus das origens» (Rogério Sousa).

A revista terá o seu lançamento no próximo dia 19 de dezembro,
no Anfiteatro IV da Faculdade de Letras de Lisboa, às 18 horas,
com entrada livre, podendo na ocasião ser obtida por 10 euros,
o que faz dela uma bela e acessível prendinha de Natal.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Boas Festas e Bom 2018


Com os simpáticos gatos do egiptólogo a posarem para a posteridade
aqui se deixam os votos de Boas Festas e um excelente ano de 2018,
cheio de coisas boas, a começar pela saúde e sucesso profissional.

Na verdade, o Ramsés (de pelo preto e branco) e o Seti (pelo tigrado)
já partiram para a eternidade, resta a gatinha Tut (de pelo cinzento)
para animar a casa de Queluz, viajando de vez em quando para a casa
da Praia das Maçãs em fins de semana mais longos.


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

De novo a primeira viagem


De novo se recorda a primeira visita de estudo ao Egito, na Páscoa
 de 2000, numa exitosa viagem organizada pelo Instituto Oriental 
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, como início
de um projeto que teve regular continuidade e que em breve 
prosseguirá com a 18.ª viagem na Páscoa de 2018.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A primeira e a nova viagem ao Egito




Dezassete anos separam as duas primeiras imagens, que testemunham
as visitas de estudo ao Egito que desde o ano 2000 o Instituto Oriental
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa concebe e organiza
para depois serem levadas a efeito por diversas agências de viagem.

Na imagem de cima está o primeiro grupo que visitou o Egito na Páscoa
de 2000, fotografado junto da grande mesquita de Mohamed Ali, no alto 
da cidadela do Cairo, vendo-se à frente deitado o guia Gamal Khalifa,
e na segunda foto está o grupo do ano passado, com o guia Mustafa.

A próxima visita de estudo será na Páscoa de 2018, desta feita com
uma nova agência de viagens, a «Novas Fronteiras», da experiente
guia Teresa Neves, que se vê na terceira imagem, em pleno deserto,
com o egiptólogo do Instituto Oriental que acompanhará o grupo.

Viagens ao Egito há muitas, e os interessados têm por onde escolher,
levando em conta o percurso previsto, o tempo de duração, o preço
(jogando com o importante fator da qualidade/preço), e os guias
que irão acompanhar os viajantes ao longo de toda a viagem.

domingo, 26 de novembro de 2017

Workshop de Escrita Hieroglífica


Realizou-se, no passado dia 24 de novembro, um animado workshop
sobre Escrita Hieroglífica organizado pelo Centro de História
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, inserido
na Semana da Ciência e da Tecnologia, tendo os cerca de quarenta
participantes recebido materiais didáticos relacionados com o evento.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O faraó Ramsés II




Realizou-se no passado dia 15 de novembro, no Anfiteatro IV
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, uma sessão
dedicada ao faraó Ramsés II, integrada no curso livre organizado
pelo Centro de História da Faculdade de Letras de Lisboa
sobre «Grandes Comandantes do Mundo Antigo».

A sessão complementou a apresentação dedicada a Tutmés III,
inserida no mesmo curso, que foi feita no dia 18 de outubro, 
podendo assim os assistentes comparar a ação político-militar
desses dois grandes monarcas do Império Novo e compreender 
a presença egípcia na Síria-Palestina entre os movimentos
de expansão de Tutmés III e os de contenção de Ramsés II.

Nova viagem ao Egito



Decorrem já as inscrições para a próxima visita de estudo ao Egito,
em mais uma viagem preparada pelo Instituto Oriental da Faculdade
de Letras da Universidade de Lisboa, que irá decorrer na Páscoa
de 2018, levada a efeito pela agência de viagens Novas Fronteiras,
com a duração de catorze dias, de 28 de março a 10 de abril.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O faraó Tutmés III




Realizou-se no passado dia 18 de outubro, na Faculdade de Letras
 de Lisboa (Anfiteatro IV), uma sessão dedicada ao faraó Tutmés III,
inserida no curso sobre «Grandes Comandantes do Mundo Antigo»,
levado a efeito pelo Centro de História da Universidade de Lisboa.

Depois do rei espartano Leónidas e do famoso Alexandre Magno, 
e antecedendo dois ilustres e grandes generais romanos, Caio Mário
e Júlio César, foi evocado o notável reinado do faraó Tutmés III 
(c. 1479-1425 a. C.), apreciado na sua consagrada e apelativa
vertente de comandante heroico e de administrador lúcido.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Um passado sempre presente



Decorreu em setembro e outubro um ciclo de conferências na Culturgest
subordinado ao tema «O antigo Egito: um passado sempre presente»,
com o auditório cheio de pessoas interessadas na aliciante temática,
a qual foi organizada em quatro sessões:

13 de setembro - A geografia e a história do antigo Egito
20 de setembro - Um mundo de afetos: erotismo no antigo Egito
27 de setembro - A arte egípcia: uma arte para a eternidade
4 de outubro - O Além egípcio: a invenção do paraíso