sexta-feira, 15 de junho de 2018

O Egito em Atlas Histórico


A mais recente edição especial da National Geographic (maio de 2018)
apresenta um Atlas Histórico dedicado ao Mundo Antigo, onde o Egito
marca presença incontornável (pp. 6-33), antecedendo outras notáveis
civilizações e culturas da Antiguidade pré-clássica e clássica, incluindo
a Índia (civilização do Vale do Indo) e a China (fundação do Império).

O Egito faraónico, que na capa já marca presença com uma célebre joia
do túmulo de Tutankhamon, é evocado desde a distante fase da unificação
até ao aparecimento das grandes pirâmides do Império Antigo em Guiza, 
seguindo-se o Império Médio e o Império Novo, aqui com justo relevo
para os reinados de Tutmés III, Ramsés II e Ramsés III, antes do final
com a XXV dinastia núbia e a presença grega a partir do século IV a. C.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

No templo de Hórus, em Edfu




Um dos momentos altos da viagem ao Egito é a visita ao templo de Edfu,
centro de culto do deus Hórus que celebra a sua dramática vitória sobre 
o malvado e caviloso Set, que se transforma num pequeno hipopótamo
para escapar à perseguição das forças do bem - aqui bem representadas
pelo deus Hórus e pelo faraó reinante, que na segunda imagem se veem
com longos arpões a trespassar Set (e o guia aponta mesmo para lá).

Cumprindo a tradição, os participantes na empolgante jornada cultural
que é a visita ao magnífico templo hórico de Edfu tiram fotografias
junto da bela estátua de Hórus em forma de falcão - foi o que fizeram
os três guias, satisfeitos pelo sucesso da viagem ao Egito, que na altura
ainda ia no oitavo dia do programa, faltavam mais seis para o final.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Rumo a Edfu




Prosseguindo a nossa viagem, eis que no sétimo dia partimos para Edfu,
navegando para o Sul e fruindo da beleza da paisagem, com as margens
verdejantes dos campos cultivados e das muitas palmeiras, vendo passar, 
uma vez por outra, os barcos de diversos tipos, entre os quais as típicas
dahabeias nilóticas, como a que se vê na primeira imagem.

A passagem pela comporta de Esna foi de noite, e por isso neste ano
não foi visitado o templo dedicado ao deus Khnum que existe no local,
ao contrário de anos anteriores, mas o que não faltou foram os vendedores
que ao entardecer e ao amanhecer, atiram, aos gritos, os seus produtos 
para o convés do barco, tentando fazer negócio em andamento fluvial,
com os seus pequenos barcos a acompanhar o barco do cruzeiro.

Depois foi a chegada a Edfu, situada na margem ocidental do rio Nilo,
onde se ergue uma dos mais bem conservados templos do antigo Egito,
erigido durante a dinastia ptolemaica, sendo dedicado ao deus Hórus,
como expressão lítica da vitória de Hórus, o bem e a justiça (maet), 
sobre Set, o mal e o caos (isefet), que ali se vê a ser castigado.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

O sarcófago do Museu da Farmácia



O Museu da Farmácia, dirigido pelo Dr. João Neto, além de expor
corretamente os objetos egípcios que possui, preocupa-se também
com a sua conservação, e ciclicamente alguns dos seus mais frágeis
materiais são submetidos a análises regulares, como agora vai ocorrer 
com o sarcófago de madeira pintada da dama Irtierut, da Época Baixa.

Para esse efeito foi reunida uma equipa de trabalho, parte da qual se vê
nas imagens, com o egiptólogo que estudou o acervo, a Dra Paula Basso,
que é diretora-adjunta do Museu da Farmácia, a Doutora Maria Monsalve,
técnica de conservação e restauro de pintura, o Dr. Gonçalo Magano, 
licenciado em Arte e Património, e a Dra Cláudia Cortez, licenciada
em História da Arte, que está presente na segunda imagem.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

A «primeira vez» em Heliópolis



A primeira sessão do curso livre dedicado à criação do mundo
no antigo Egito, evocará a mais ancestral modalidade conhecida
entre as várias formas de criação elaboradas pelos sacerdotes
em diferentes centros religiosos espalhados ao longo do Nilo.

O mais antigo demiurgo registado nos textos alusivos à criação
foi o deus Atum, que na imagem de cima vemos a ser venerado
pelo faraó Ramsés III no seu templo funerário de Medinet Habu,
juntamente com as deusas erotizantes Iusaés e Nebet-hetepet.

Na segunda imagem encontra-se um texto hieroglífico tardio
que faz alusão às várias formas de criação cósmica de Atum,
masturbando-se com a sua mão (a deusa Iusaés), para depois
engolir o seu sémen e dele gerar Chu (o ar seco, pelo escarro) 
e Tefnut (o ar húmido, pelo cuspo), seguindo-se o céu e a terra.

A criação do mundo


Vai ter início no próximo dia 18 de junho, segunda-feira,
mais um curso livre de temática egiptológica promovido pelo
Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa, e inserido na Escola de Verão (História Antiga),
dedicado à criação do mundo no antigo Egito, com sessões 
às segundas e quintas, decorrendo agora as inscrições.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

O Egito em Santa Maria da Feira




Na pequena mas útil e funcional Biblioteca de Santa Maria da Feira
existe uma secção dedicada ao antigo Egito, com diversos volumes
de temática egiptológica que se podem reconhecer pelas lombadas
na estante que se mostra na terceira imagem, gentilmente enviada 
pela mestre Daniela Martins, assídua frequentadora da prestimosa 
biblioteca municipal, instalada num airoso complexo cultural.

Museu de Lucsor: o Império Novo




O Museu de Lucsor é especialmente rico em peças evocativas da notável
fase histórica e cultural conhecida por Império Novo (c. 1550-1070 a. C.), 
englobando as XVIII, XIX e XX dinastias, durante as quais o país do Nilo
conheceu uma das épocas mais brilhantes da sua milenar civilização,
quando a capital do Egito era Tebas-Uaset, a atual cidade de Lucsor 
(com o breve, agitado e atípico interregno de Amarna-Akhetaton).

Estão presentes no acervo objetos que evocam alguns dos mais famosos
reis do Império Novo, desde Tutmés III (c. 1479-1425 a. C.), na imagem
em cima, o seu filho Amen-hotep II (c. 1425-1400 a. C.) e Amen-hotep III
(c. 1390-1353 a. C.), mais o seu filho Akhenaton (c. 1353-1336 a. C.), 
ambos na imagem ao meio, permitindo comparar a arte tebana clássica
com as estranhas inovações introduzidas por Akhenaton em Amarna.

Não falta ainda um grande faraó como Horemheb (c. 1320-1292 a. C.),
presente na terceira imagem venerando o deus Atum, e célebres reis
da XIX dinastia como Seti I (c. 1290-1279 a. C.) e seu filho Ramsés II 
(c. 1279-1213 a. C.), entre outros monarcas de diferentes épocas,
para além de duas múmias que se julga terem pertencido a Ahmés,
fundador da XVIII dinastia, e Ramsés I, fundador da XIX dinastia.

No belo Museu de Lucsor




Na cidade de Lucsor não basta visitar o grande templo de Karnak
(Ipet-sut: «O lugar mais seleto») ou o airoso templo de Lucsor
(Ipet-resit: «O harém do Sul»), é indispensável conhecer o belo
Museu de Lucsor, o qual expõe, sobretudo, peças encontradas 
na vasta região tebana, em ambas as margens do rio Nilo.

Muitos grupos limitam-se a percorrer os dois famosos templos
da antiga Tebas-Uaset (e muitas vezes em ritmos acelerados), 
mas os grupos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa 
fruem também do conhecimento que pode ser adquirido visitando
o Museu de Lucsor, com uma convincente e didática exposição
de objetos que vão da Pré-história à Época Greco-romana,
com destaque para o Império Médio e o Império Novo.

No templo de Lucsor, ao anoitecer



Depois da visita matinal ao enorme templo de Karnak, é sempre 
um belo exercício comparativo poder estar no templo de Lucsor,
o «Harém do Sul» (Ipet-resit), erigido pelo faraó Amen-hotep III,
na XVIII dinastia, e acrescentado por Ramsés II, na XIX dinastia.

Habitualmente os nossos grupos costumam visitar o templo de Lucsor
ao final da tarde, e vai anoitecendo à medida que vamos percorrendo
o pátio de Ramsés II, a colunata e o pátio de Amen-hotep III, entrando
depois na sala hipostila até ao santuário final, onde se podem apreciar
imagens parietais de Alexandre, rei da Macedónia e faraó do Egito.

domingo, 3 de junho de 2018

Em Lucsor Oriental



A manhã do sétimo dia foi dedicada à margem oriental, começando
pelo grandioso templo de Karnak, o qual foi sendo erigido ao longo
de dois mil anos (desde o Império Médio até à Época Greco-romana),
com acrescentamentos de vários faraós... e nunca foi acabado.

Num dia de elevada temperatura o grupo iniciou a sua caminhada 
rumo ao primeiro pilone (do período ptolemaico), pela esplanada
ampla e bem arranjada, para um percurso com cerca de duas horas
apreciando os vastos e diversos espaços internos, com destaque
para o primeiro pátio (pátio bubástida) e o templo de Ramsés III.

Seguiu-se a sala hipostila de Seti I e Ramsés II, passando depois
pelas ruínas dos vários pilones e pela capela da rainha Hatchepsut
até chegar ao grande «Salão de Festas» de Tutmés III, o Akh-menu, 
após o que saímos do templo pelo portão leste para contornar
o imenso complexo religioso de Amon-Ré junto ao lago sagrado.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Medinet Habu e Deir el-Medina



Na tarde quente do sexto dia de viagem fomos visitar o templo funerário
de Ramsés III em Medinet Habu, depois de no caminho termos avistado
as impressionantes ruínas do templo funerário de Ramsés II (Ramesseum),
vendo-se na primeira imagem a porta da fortificação de tipo cananaico
 (conhecida por migdol) que antecede o pilone do templo de Ramsés III,
onde se encontram duas estátuas graníticas da deusa Sekhmet.

Depois foi a visita a Deir el-Medina para ali apreciar a vila operária
onde durante alguns séculos viveram os trabalhadores que prepararam
e decoraram os túmulos do Vale dos Reis, e outros, tendo ainda feito 
os seus próprios túmulos na encosta ocidental, vendo-se na segunda
imagem os viajantes prestes a entrar nos túmulos de Sennedjem,
Inherkhau e Pachedu, «servidores do Lugar de Verdade», antigo
nome do sítio de Deir el-Medina (em egípcio: Set Maet).

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Em Lucsor Ocidental



No sexto dia de viagem o entusiasmado grupo passou de barco o rio Nilo 
para a margem ocidental, a zona das necrópoles, numa agradável travessia,
apesar de a pequena embarcação ter o fatídico e aziago nome de «Titanic», 
como se pode verificar na primeira imagem, vendo-se na segunda o grupo
iniciando a sua caminhada rumo ao templo funerário da rainha Hatchepsut,
em Deir el-Bahari, com destaque para a capela de Hathor e o pátio de Ré,
além dos expressivos relevos da expedição a Punt e do nascimento real.

O percurso matinal incluiu o Vale dos Reis, com entrada em três túmulos
(os de Ramsés III, Merenptah e Ramsés IX), e ainda com o suplementar
acesso ao modesto mas lendário túmulo de Tutankhamon (pago à parte),
seguindo-se o Vale das Rainhas, com entrada em três túmulos (rainha
Ísis, os príncipes reais Khaemuaset e Amenherkhopechef), e com acesso
ao maravilhoso túmulo de Nefertari, esposa de Ramsés II (pago à parte).

A jornada da manhã findou com a passagem pelos «Colossos de Memnon»,
duas estátuas enormes que se situam à entrada do pilone do desaparecido
templo funerário de Amen-hotep III (agora em fase de escavação e estudo),
e com a visita ao túmulo do grande vizir Rekhmiré, «primeiro-ministro» 
no longo reinado de Tutmés III, cuja decoração parietal elucida bem 
sobre as atividades económicas, administrativas e lúdicas da época.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Rumo a Lucsor, pelo Egito rural





Depois das reconfortantes visitas a Abido e a Dendera, o autocarro
continuou a sua viagem rumo a Lucsor, por entre campos verdejantes
com aldeias de casas modestas junto aos canais do Nilo, que esteve
quase sempre visível ao longo do percurso pelo Egito rural, passando
depois pela cidade provincial de Qena, com interessantes mesquitas.

Ao fim da tarde foi a chegada à cidade de Lucsor, com a instalação 
no requintado e acolhedor Hotel Sonesta St. George, junto ao Nilo,
rematando a cansativa mas enriquecedora jornada do dia de Páscoa
com um muito agradável jantar ao ar livre, junto à piscina do Hotel,
seguindo-se uma repousante noite que os viajantes bem mereceram.

No Médio Egito: Dendera e o culto de Hathor




Depois da visita a Abido o grupo seguiu de autocarro para Dendera,
para estar no templo de Hathor, o qual nos últimos anos tem sido alvo
de cuidadosos trabalhos de restauro que em diversas áreas do templo
restituíram muito da sua antiga cor, em especial na sala hipostila.

Almoço pascal em Abido


No dia 1 de abril, domingo de Páscoa, após a visita ao templo-cenotáfio
de Seti I em Abido, seguiu-se o almoço pascal num renovado e acolhedor
restaurante local em «estilo egípcio», onde à falta do tradicional cordeiro
foi servido o frango pascal com saladinhas e outros acepipes, rematando
com as saborosas amêndoas que a diligente e previdente Teresa Neves, 
da agência Novas Fronteiras, tinha trazido de Lisboa. Bela surpresa!

terça-feira, 29 de maio de 2018

No Médio Egito: Abido e o culto de Osíris



No quinto dia de viagem, o pequeno grupo da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa partiu do Cairo, viajando de avião
para Sohag, no Médio Egito, seguindo depois em autocarro
para Abido, onde se situa o grande templo-cenotáfio de Seti I,
dedicado especialmente a Osíris e ainda a outras divindades,
o qual exibe alguns dos mais belos e expressivos baixos-relevos
da arte egípcia no seu interior relativamente bem conservado.

A Faculdade de Letras de Lisboa no Egito



Evocando a exitosa visita de estudo ao Egito nas férias da Páscoa
concebida pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
aqui se mostra a «prata da casa», com o egiptólogo que conduziu
o percurso histórico-cultural durante os catorze dias da viagem,
em cima com a Professora Paula Morão, no planalto de Guiza,
e em baixo com a Daniela Martins, mestre em História (área 
de História Antiga, Egiptologia), e o aluno de licenciatura
António Santos, sob o colossal casal real Amen-hotep III
e a rainha Tié, pais do célebre e controverso Akhenaton.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Os vestígios de Mênfis



Na zona museológica de Mit-Rahina, perto de Sakara, foram reunidas 
algumas peças escultóricas e arquitetónicas que evocam, sobretudo,
a época do Império Novo, com destaque para as estátuas colossais
de Ramsés II, vindas do muito destruído templo de Ptah, a principal
divindade da antiga Mênfis, capital do Egito no Império Antigo.

O templo do demiurgo menfita chamava-se Hutkaptah (em antigo
egípcio significava «o templo do ka de Ptah»), e foi deste nome
que derivou, através do grego, a designação de Egito dada ao país,
como na ocasião foi explicado aos membros do grupo, retratados
na imagem de cima junto de um colosso ramséssida e na de baixo
ao lado de uma base de uma desaparecida coluna de Merenptah.

Guiza: as pirâmides e a Esfinge



Depois das zonas tumulares de Sakara e de Dahchur, e ainda de Mênfis,
o grupo da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa já estava
habilitado a melhor perceber as pirâmides de Khufu, Khafré e Menkauré
que se erguem no planalto de Guiza, tendo ainda a oportunidade de ver
o Museu da Barca Solar, com o belo navio de Khufu feito com madeira
de cedro (do Líbano) a testemunhar o alto nível da construção naval.

Alguns mais afoitos entraram na Grande Pirâmide de Khufu, subindo
pela grande e espetacular galeria até desembocarem na cripta real,
havendo ainda tempo para percorrer a zona, rodeando as pirâmides,
após o que o grupo se dirigiu para a Esfinge e, mesmo ali ao lado,
para ver as impressionantes ruínas do templo baixo de Khafré,
de onde partia o caminho processional conduzindo ao templo
funerário (ou templo alto) adossado à face leste da pirâmide.

Sakara: pirâmides e mastabas



Antes da visita ao famoso planalto de Guiza é preciso estar em Sakara,
para dar uma ordem lógica e cronológica ao fluir do tempo histórico,
vendo o complexo funerário do Hórus Djoser, onde sobressai a sua
pirâmide escalonada (III dinastia), passando depois pela arruinada
pirâmide de Userkaf (o primeiro rei da V dinastia) e em seguida
entrando na pirâmide de Teti (o primeiro rei da VI dinastia).

A compreensão da notável arquitetura sepulcral do Império Antigo
completa-se com as visitas a dois túmulos privados de funcionários,
 conhecidos como mastabas, por isso o grupo apreciou devidamente
os túmulos do vizir Mereruka e de Ti, este mais afastado, e por isso
raros visitantes recebe - mas Eça de Queirós esteve lá em 1869,
o que é também um motivo para evocar o nosso célebre escritor.

Depois estivemos em Dahchur, onde se erguem duas pirâmides
mandadas erigir por Seneferu, o fundador da IV dinastia, e onde
poucos grupos vão - por isso mesmo foi uma visita tranquila,
comparando a pirâmide romboidal com a pirâmide vermelha,
onde alguns mais «corajosos» entraram (e não é nada fácil).

No Museu Egípcio do Cairo



Depois das visitas ao Cairo copta (com as igrejas de São Sérgio,
ou da Sagrada Família, e de Santa Bárbara), e ainda à sinagoga 
de Ben Ezra, seguiu-se a visita ao Museu Egípcio do Cairo,
que agora está em fase de mudança para as novas instalações
 do Grande Museu Egípcio, junto das pirâmides de Guiza.

Um dos momentos altos da visita foi a entrada na sala das múmias
para admirar os corpos de grandes faraós do antigo Egito, desde 
o martirizado Sekenenré, o conquistador Tutmés III, o notável
Seti I e o seu filho Ramsés II, mais o homónimo Ramsés III,
entre outros monarcas que reinaram no país das Duas Terras.

O primeiro dia no Cairo


Foi há cerca de dois meses que o grupo da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa iniciou a sua visita de estudo ao Egito,
começando pelo Cairo islâmico, vendo a mesquita de Mohamed Ali,
também conhecida por Mesquita de Alabastro, seguindo-se mais três:
a do sultão Hassan (meados do século XIV), de Rifai (do século XX)
e a de Ibn Tulun (século IX), quando a capital do Egito era Fustat,
dado que a cidade do Cairo (Al-Kahera) só foi fundada no século X.