segunda-feira, 30 de abril de 2012

Em Abu Simbel


Enquanto no nosso país em Abril se despejavam águas mil 
em dias de temperaturas baixas, o pequeno grupo de viajantes 
fruía uma ensolarada primavera junto dos templos de Abu Simbel.

Com o sorridente e descomunal Ramsés II entronizado como 
testemunha atrás de nós, visitámos o seu templo e o templo vizinho 
da sua esposa favorita Nefertari, «A mais bela entre todas».

Sim, o grande Ramsés II pode bem testemunhar os agradáveis momentos 
de cultura e de ludismo que experimentámos na visita a Abu Simbel, 
e pode mesmo fazê-lo quatro vezes - ou melhor, três e meia, 
porque uma das suas colossais estátuas da fachada está semidestruída.

Determinativo vivo

Na escrita hieroglífica, o pardal é um determinativo para coisas más, com a transliteração bin.

Foto: «I Am Egypt»

domingo, 29 de abril de 2012

Imagens de peças do Museu de Antiguidades Egípcias do Cairo

Vou aqui postar um belíssimo lote de imagens de algumas magníficas peças do Museu de Antiguidades Egípcias do Cairo. Enviaram-me por mail este ficheiro em Powerpoint que como calculam não pode ser colocado diretamente aqui num blog. No entanto há que conseguir arranjar uma solução para que se consiga ver (confesso que estou a experimentar e ainda não sei qual vai ser o resultado). Duas situações se podem dar, ou os meus amigos vão ver as imagens pretendidas que a meu ver são muito boas, ou esta postagem será apagada... e aí ninguém vai saber...
Vamos ver como isto corre...
Musee egyptien

Para ver as imagens em tela cheia há  que clicar nas setas em cruz no cantinho inferior direito... Apreciem!

Foto da fachada principal do museu

A minha Nut

Na Eneáde de Heliópolis, Nut é irmã e esposa de Geb, filha de Chu e Tefnut, mãe de Osíris, de Ísis, de Set e de Néftis. Segundo os textos mitológicos, Nut uniu-se a seu irmão sem conhecimento de Ré ou contra a vontade dele, o que levou o pai dos deuses a ordenar a Chu a separação brutal do casal e a decretar a sua esterilidade em todos os meses do ano. Tot, o deus da lua, teve piedade dela e, jogando com a lua, ganhou-lhe a septuagésima segunda parte da sua luz ou seja, cinco dias. Estes cinco dias intercalares, epagómenos, foram introduzidos no calendário egípcio antes do Ano Novo e, em cada um destes, Nut conseguiu ter um filho.

Embora separada de Geb, durante o dia, por Chu, à noite, encontrava-se com o marido criando assim as trevas. Quando havia tempestades durante o dia, os egípcios atribuíam o fenómeno ao estremecer dos quatro pilares do céu por Nut.

Esta Nut veio comigo do Egipto em 1999.

Fonte: As Divindades Egípcias (J. Candeias Sales)

Confabulações de um arquiteto no Antigo Egito..

Aqui fica um interessante artigo sobre o tema da arquitetura no Antigo Egito. Como seria, afinal, a vida de um arquiteto-chefe no Império Antigo? Quais seriam as suas opções e dificuldades? Peço desculpa por estar em inglês, mas foi assim que o encontrei...

Clique aqui neste Link! ... sim, aqui mesmo em cima destas letrinhas! ;-)


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Breve introdução sobre a cor no Antigo Egito

Os antigos egípcios aplicavam quase sempre um acabamento de cor tanto nas estátuas como nos relevos interiores e exteriores dos templos.

Simulação do Templo de Lucsor

Infelizmente a grande maioria dos monumentos chegaram aos nossos dias sem cor ou, apenas, com pálidos apontamentos da mesma: umas vezes atribuídas ao envelhecimento natural dos monumentos e das peças de arte, outras graças à destruição humana, intencional ou não.
Nalguns locais, mais abrigados dos elementos e mais inacessíveis, essas cores ainda se vislumbram, com alguma palidez, é certo, mas que nos impressiona pela sua extrema beleza. É no interior dos túmulos, mesmo nos anteriormente saqueados, que encontramos as pinturas nas paredes e nos objetos funerários, relativamente bem preservadas. Ao vê-las, podemos imaginar como seria tudo isto na época em que foram feitas.
As cores eram utilizadas com intenções mais do tipo mágico-religioso do que simplesmente estéticas, pois algumas delas estavam codificadas para transmitir certas ideias.


A título de exemplo e duma maneira um pouco simplista:
O preto (kem) obtido frequentemente a partir de carvão moído ou do óxido de manganésio, era a cor que representava a regeneração, tal como o verde. Os deuses Anúbis e Min eram representados com esta cor.
O branco (hedj) obtido a partir de cal ou gesso, representava a alegria e a felicidade.
O vermelho (decher) obtido a partir de certas terras de ocres avermelhados, tinha habitualmente conotações negativas, relacionando-se com a violência, o deserto e claro com o mais malvado dos deuses, Set, o terrível irmão de Osíris (foi principalmente na Época Baixa que o deus Set foi amaldiçoado e ostracizado, mas nem sempre foi assim).
O verde (uadj) obtido a partir da malaquite ou do crisólito, transmitia a ideia de rejuvenescimento, sendo utilizada para pintura da pele do deus Osíris.
O amarelo (ketj) obtido a partir de ocres amarelos ricos em óxido de ferro, era utilizado em substituição do ouro.



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Em Deir el-Bahari


O pequeno grupo de viajantes da Páscoa de 2012 em frente do templo funerário da rainha-faraó Hatchepsut, o Sublime dos Sublimes (Djeser-djeseru), sob o inclemente sol de Abril.

Antes tinha sido a visita ao sossegado Vale dos Reis, e depois foram os «Colossos de Memnon», isolados e mudos à entrada do muito destruído templo funerário de Amen-hotep III.

E há mais fotos...

terça-feira, 24 de abril de 2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Refastelado


Bem refastelado no barco de cruzeiro que nos levou desde Assuão até Lucsor, durante a tradicional «festa egípcia» que todos os anos se tem repetido nas nossas inesquecíveis visitas de estudo ao Egito, desta vez com um grupo mais pequeno e de tipo familiar.

Esta é a primeira de uma série de imagens que testemunharão os belos momentos de cultura e de lazer que fruímos nas férias da Páscoa no país do Nilo, em mais uma viagem organizada pelo Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Para o ano há mais!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Egito - Nefertiti, A Rainha Misteriosa



Neste documentário, procura-se desvendar o mistério que rodeia Nefertiti, a esposa do famoso Akhenaton, único faraó monoteísta do Antigo Egito. São analisados os vestígios de Tutankhamon, os registos, os túmulos do Vale dos Reis. Tenta-se compreender o papel, o destino, os eventos, as relações entre as várias personagens desse período pouco compreendido da História da Antiguidade Egípcia, com destaque para a bela rainha consorte do faraó «herético».

Acima de tudo, põe-se a maior pergunta de todas: onde se encontra Nefertiti? Um desafio ainda por solucionar...

O Egipto no Mudo:

segunda-feira, 16 de abril de 2012

De regresso



Já viemos da nossa visita de estudo ao Egito, com um pequeno «grupo familiar» de doze pessoas, o mais pequeno desde que há treze anos o Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa iniciou as suas viagens ao país do Nilo, que agora atravessa uma fase de transformação.

Como testemunho do nosso feliz regresso à pátria, depois de doze dias de uma viagem maravilhosa e inesquecível, aqui fica um brinde saboroso: um link que propicia a visualização do correto processo de mumificação e embalsamamento de uma múmia egípcia com um toque lúdico e educativo.

terça-feira, 10 de abril de 2012

O Barão Vivant Denon


«Toda a minha vida desejei fazer a viagem ao Egipto, mas o tempo que tudo desgasta já tinha desgastado essa vontade. Logo que surgiu a hipótese desta expedição, que devia tornar-nos donos dessa região, a possibilidade de executar o meu antigo projecto, acordou em mim o desejo. Um palavra do herói que comandava a expedição decidiu a minha partida: ele prometeu levar-me consigo, e eu não duvidava do meu regresso. Depois de ter segurado a sorte daqueles que dependiam da minha existência, tranquilo com o passado, eu pertencia por completo ao futuro. Sabendo que o homem que desejava constantemente algo, adquire logo a faculdade de alcançar o seu objectivo, eu já não pensava nos obstáculos ou, pelo menos, sentia dentro de mim tudo o que era necessário para os ultrapassar. O meu coração palpitava sem que conseguisse descobrir se aquela emoção era de tristeza ou de alegria. Eu caminhava errante, evitando todos, agitando-me sem ideia, sem prever nem saber o que iria ser útil num país assim tão desprovido de todos os recursos.»
Regressado a Paris, em 1802, publica este seu relato ilustrado
com 141 gravuras da sua autoria.

Voando sobre um ninho de pirâmides...

Tenho andado ausente do blogg porque voo muito e, por isso, trouxe-vos estas imagens:

http://www.airpano.ru/files/Egypt-Cairo-Pyramids/start_e.html


As imagens link acima referido são obtidas de helicóptero e podemos ter uma perspetiva única sem ser de balão...


Nota: com o rato, a imagem vira 360º; com a roda do referido "roedor" podemos fazer zoom  in e out.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A irmã de Ísis

A estatueta de Néftis, aqui exibida nesta imagem, encontra-se no Museu do Louvre, em Paris.

Pouco compreendida, mas nem por isso menos importante deusa do panteão egípcio, Néftis é uma peça destacada no culto da imortalidade relacionado com Osíris e Ísis, os quais também eram seus irmãos.

Curiosamente, Néftis é também irmã e esposa do assassino invejoso de Osíris - o deus Set - e dele, segundo alguns mitos, deu à luz Anúbis, o deus dos ritos funerários. Néftis - que desaprovara o assassinato feito pelo marido - auxiliou a sua irmã Ísis no processo de ressurreição de Osíris.

Néftis simboliza, de certo modo, a experiência da caminhada pela morte ao passo que Ísis simboliza a experiência do renascimento. Enquanto Ísis realiza os encantamentos destinados à recuperação do sopro da vida ao corpo de Osíris, Néftis protege o falecido dos monstros, demónios e outros perigos durante o seu percurso pelo Duat, o mundo subterrâneo.

Néftis é quase sempre associada a Ísis ou a Set, razão pela qual é pouco compreendida e pouco conhecida. Durante o Império Novo, particularmente nos inícios da XIX dinastia, a predilecção faraónica por Set permitiu que Néftis ganhasse algum destaque, em especial numa antiga localidade chamada Sepermeru, nos arredores de Fayium.

Dado que Sepermeru era um dos principais locais de culto a Set, aqui se erguera um templo em sua honra - «Casa de Set, Senhor de Sepermeru».

A ele associada, mas a nível independente, Néftis também era aqui cultuada num santuário chamado «Casa de Néftis de Ramsés-Meriamun». Parece que Ramsés II dedicou especial atenção ao culto a Néftis pois o santuário desta deusa em Sepermeru aparenta ter sido fundado no reinado deste monarca.

sábado, 7 de abril de 2012

O Templo de Debod


O Egipto ptolemaico em Madrid.
Mais informações sobre este templo (desmontado entre 1960-61, em operação patrocinada pela Unesco para salvar os vestígios arquitectónicos da Núbia, e oferecido pelo Egipto a Espanha em 1968) ... aqui.


Foto: TMS

Tríade famosa

Esta tríade formada por Osíris ao centro ladeado pela sua esposa Ísis e seu filho Hórus, é aqui apresentada numa estupenda peça que se encontra atualmente no museu do Louvre, em materiais nobres (ouro e lápis lazuli), pertenceu ao faraó Osorkon II (874-850 a.C.) que foi sepultado no templo de Amon em Tânis.


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