terça-feira, 10 de janeiro de 2023

A nova Praça Tahrir no Cairo





Nas nossas recentes viagens ao Egito (e só no ano de 2022
foram seis), temos notado a grande melhoria que houve em
termos de organização urbanística na famosa Praça Tahrir,
ou Praça da Libertação, que é o centro da cidade do Cairo,
e foi palco de manifestações durante a «Primavera Árabe».

O vasto espaço situado defronte do antigo Museu Egípcio 
do Cairo, agora numa fase de remodelação, foi ajardinado,
e na rotunda foi erigido um obelisco composto por vários 
fragmentos de um obelisco original de Ramsés II retirado
de Tânis, reforçado com cimento, que adorna bem o local.

De novo com Hatchepsut



Na recente viagem de fim de ano ao Egito cumpriu-se como
sempre o programa previamente estabelecido, o qual incluía 
a visita ao imenso templo amoniano de Karnak (em Lucsor)
onde mereceu devido destaque o santuário que lá foi erigido
pela rainha-faraó Hatchepsut, cujas imagens foram apagadas
das paredes numa tentativa vã para a apagar da história, mas
que não resultou - e também a vimos numa esfinge colossal
no Museu Egípcio do Cairo, agora numa fase de alterações.

Manhã gélida em Abu Simbel


No dia 2 de janeiro de 2023 estivemos em Abu Simbel para
visitar os famosos templos rupestres de Ramsés II e da sua
esposa favorita a rainha Nefertari, mas numa manhã gélida
que o nascer do sol (Ré) a pouco e pouco lá foi aquecendo.

Passagem do ano no Nilo




As imagens recordam o último dia do ano de 2022 a bordo
do navio «Crown Emperor», deslizando pelo rio Nilo entre
Kom Ombo e Assuão, mas com um cocktail de despedida,
que se recorda na primeira imagem, antes que os viajantes
se fossem vestir a preceito para a festa da passagem do ano
vendo-se o egiptólogo com a guia Teresa Neves da agência
Novas Fronteiras e o guia Mustafa ofuscados pelas luzes.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Um excelente 2023


Para os que agora vão partir rumo ao Egito, para uma animada
passagem do ano em cruzeiro pelo rio Nilo, e para os que por
cá ficam, os votos de um excelente e frutuoso ano de 2023.

Um feliz 2023, com muitas viagens!

sábado, 24 de dezembro de 2022

Mais vale prevenir...


Com a mala de viagem quase pronta, preparada com eficácia
graças ao reiterado treino auferido nestes anos mais recentes, 
em que praticamente todos os meses há uma partida, convém
não esquecer os remédios indispensáveis, que seguirão como
farmácia ambulante, incluindo o útil Atyflor aqui exibido.

Parado no tempo...


A poucos dias da partida para o Egito, numa expetativa de fruir
o ameno inverno nilótico e de celebrar festivamente a passagem
do ano em cruzeiro pelo Nilo, navegando entre Lucsor e Assuão
com passagem por Esna, Edfu e Kom Ombo... eis que o relógio
do gabinete de trabalho parou em hora matutina - agora só após
o regresso vai ser reparado para voltar a ouvir o som das horas.

Tutankhamon em casa




Ter uma reprodução (quase fidedigna) da máscara funerária
de Tutankhamon em casa é também uma forma de recordar
o famoso faraó, cujo túmulo foi descoberto há cem anos no
Vale dos Reis - o problema foi montar a grande quantidade
de peças do conjunto, mas com jeito e paciência cá está ele
embelezando a casa e auspiciando boas viagens ao Egito.

Boas Festas renovadas


Para o lauto almoço natalício de hoje ou para o festivo jantar 
de consoada, votos de Boas Festas com família ou amigos,
na esperança que cheguem dias mais felizes e luminosos.

 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Aberração no templo de Lucsor



Encontra-se junto da torre do lado esquerdo do pilone do belo
templo de Lucsor uma horrorosa escultura, que mostra um rei
egípcio numa pose despropositada para o local onde foi posta,
há cerca de dez anos, para preencher o vazio deixado por uma
anterior estátua que desapareceu com o passar dos séculos.

Vendo a imagem de cima, verifica-se que, no século passado,
apenas existiam naquele local os dois colossos de Ramsés II
ladeando o pórtico da entrada (já sem o respetivo lintel), que
está entre as duas torres trapezoidais, mas depois, talvez para 
conferir uma nova cenografia, juntaram-se mais estátuas.

Só que a hedionda escultura erguida, em pose hirta e estática
em frente da torre esquerda, contrasta desajeitadamente com
as poses de movimento que as outras estátuas em pé exibem,
de acordo com a decoração habitual - enfim, alguém decidiu
encomendar a um ateliê «amigo» a aberração que lá está.

Agradecendo e retribuindo


A este bonito cartão de Boas Festas, hoje recebido do Centro
de História da Universidade de Lisboa, resta agradecer com
votos de um excelente ano de 2023 repleto de realizações
científicas e culturais para todos os seus investigadores.

Egito: regresso ao passado



Estamos quase a partir para mais uma viagem ao país do Nilo,
e será a sexta viagem ao Egito este ano de 2022, mas antes da
partida (que será no dia 26 de dezembro, após o Natal), é bom
recordar, com estas duas fotografias, dois dos momentos altos 
da anterior viagem, em Sakara e no templo de Hórus em Edfu.

Recordando o Mar Morto



Na viagem à Jordânia, que decorreu com assinalável sucesso
no passado mês de novembro, faltava noticiar uma passagem
inesquecível pelo Mar Morto, que alguns dos viajantes até já
conheciam, mas do lado de Israel, tendo recorrido à benéfica
lama escura das margens como requisito para limpar a pele,
e assim poder rejuvenescer. Quanto aos resultados...

A importância dos nomes reais



Foi a partir da leitura dos nomes reais colocados por tradição
dentro de cartelas, a começar pelos nomes reais ptolemaicos,
que Champollion iniciou o seu lento e desbravador percurso 
na tentativa de decifrar a escrita hieroglífica, tendo a notável 
ação do jovem filólogo francês culminado, a 22 de setembro
de 1822, com a apresentação do resultado da sua indagação.

Foi graças ao seu denodado trabalho que as bases de ciência
egiptológica foram lançadas, prosseguindo depois, ao longo
dos séculos XIX e XX, numa meritória ação que ainda hoje
continua - e nas visitas que frequentemente fazemos ao país
do Nilo continuamos a ler os nomes dos soberanos egípcios,
gregos e romanos em escrita hieroglífica gravada na pedra.

A ajuda da onomástica real




Na sessão que teve lugar no dia 20 de dezembro, no auditório
grande do Âmbito Cultural de El Corte Inglés, foi sublinhada
a importância dos nomes reais para o início da decifração dos
textos em escrita hieroglífica e em escrita demótica que foram
gravados na Pedra de Roseta, a partir da versão grega inscrita
na área inferior desse importante monumento ptolemaico que
data do ano 196 a. C., redigido pelos sacerdotes do deus Ptah.

Depois de Champollion ter lido o nome do rei Ptolemeu, e da
rainha Cleópatra III (num obelisco de Filae), as investigações
levaram à leitura dos nomes reais de Alexandre e Berenice, e
depois aos nomes dos imperadores romanos, até que chegou
a vez dos nomes faraónicos de Ramsés e Tutmés, entre mais
nomes célebres, mas não de Tutankhamon, que desconhecia,
e ao qual foi dada a necessária atenção durante a sessão.

Champollion e a Pedra de Roseta




Decorreu no passado dia 20 de dezembro, no auditório grande
 do Âmbito Cultural de El Corte Inglés, uma palestra dedicada 
à Pedra de Roseta e à decifração da escrita hieroglífica graças
ao notável trabalho de Jean-François Champollion, no intento
de mostrar aos presentes as bases essenciais dessa escrita e os
passos do jovem filólogo francês na leitura dos nomes reais.

Mais votos de Boas Festas




Muito agradecemos e sinceramente retribuímos os coloridos
e simpáticos votos de Boas Festas que foram recebidos das
Edições Colibri, da Academia Portuguesa da História e da
agência de viagens Novas Fronteiras.

 

Retribuição de Boas Festas




Aqui se agradece e vivamente se retribuem os simpáticos e 
gratificantes votos de Boas Festas que foram recebidos da
 Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Confraria 
Queirosiana (Amigos do Solar Condes de Resende) e ainda
da Associação Portuguesa de Escritores.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

O cante alentejano



Entre a viagem à Jordânia (em novembro) e a viagem ao Egito
(princípio de dezembro), ainda houve tempo para participar na
emocionante e animada festa que foi a inauguração de um belo 
monumento ao cante alentejano como expressivo património
da humanidade, na simpática e aprazível vila de Odemira, que
agora conta com a notável obra do escultor Fernando Fonseca,
o qual se vê na fotografia ao lado de um egiptólogo viajante...
no Alentejo, na Jordânia, no Egito, na Turquia, e mais além!

De Petra a Deir el-Bahari



Em outubro estivemos em viagem pela Jordânia, num périplo
deveras entusiasmante, vendo as paisagens e os monumentos
do país, com justificado relevo para a célebre Petra nabateia,
mas em finais de dezembro voltaremos ao Egito, para passar
o fim do ano em cruzeiro pelo rio Nilo, não faltando a visita 
ao templo funerário de Hatchepsut, em Deir El-Bahari.