Para assinalar a abertura oficial do Grande Museu Egípcio, no
passado dia 1 de novembro de 2025, a embaixada do Egito em
Lisboa organizou uma sessão para alguns convidados poderem
assistir no seu auditório à transmissão em direto do espetacular
evento ocorrido na zona cairota de Guiza, perto das pirâmides,
que são a única das sete maravilhas da Antiguidade que resta.
Naquela ocasião a embaixada exibiu um conjunto de estatuetas
funerárias conhecidas pela designação de uchebtis (antes eram
designadas chauabtis, até à XXI dinastia, após o Império Novo
que terminou em 1070 a.C.), num total de seis estatuetas feitas
de faiança, e que foram selecionadas de um lote diversificado,
vendo-se na imagem o conjunto de uchebtis sobre uma mesa.
O referido lote de peças consideradas «egípcias» era composto
por dezasseis artefactos que uma empresa leiloeira pôs à venda
há cerca de três anos e que a Polícia Judiciária confiscou por se
suspeitar da sua origem, tendo a embaixada do Egito adquirido
as referidas estatuetas funerárias que, de facto, são verdadeiras,
pelo que a iniciativa da embaixada egípcia é correta e louvável.
Das dezasseis peças ditas «egípcias» confiscadas à leiloeira um
pequeno grupo é composto por desajeitadas falsificações, sendo
algumas delas bastante frustes, como o signatário avisou, com a
posterior concordância do experiente egiptólogo Zahi Hauass, o
que choca com o parecer de um docente da Universidade Nova,
o qual classificou todos os artefactos como sendo «autênticos»!
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